Fintech Nubank faz investimentos em startup indiana

A fintech Nubank é o maior e mais conhecido banco digital do mundo, e no começo de agosto deste ano surpreendeu todo o mercado financeiro ao co-liderar um alto investimento na Jupiter, uma startup indiana. Saiba mais aqui!

Nubank
Fonte: Nubank

Foi uma surpresa para o mercado financeiro ver que a fintech Nubank realizou seu primeiro investimento puro ao co-liderar um investimento de aproximadamente US$45 milhões em uma startup da Índia, a Jupiter. Tal rodada de investimentos faz parte da Serie B da companhia indiana, que conta com escritórios em Bangalore e Mumbai, agora a empresa indiana está valendo em US$300 milhões.

Participaram da rodada, ainda, a Global Founders Capital, a Sequoia Capital e a Matrix Partners. O movimento de ampliação do roxinho deixou especialistas da área curiosos, já que, no momento, a expansão internacional do banco se dá em dois mercados financeiros da América Latina bem similares ao mercado brasileiro: na Colômbia e no México. E, como dissemos, este foi o primeiro investimento da fintech em uma empresa que não será integrada.

Nubank; novos investimentos

Hoje em dia, o Nubank possui mais de 40 milhões em sua carteira de clientes, mesmo atuando em países que encaram uma enorme concentração bancária e altas taxas de juros no crédito. David Vélez, cofundador e CEO global da fintech Nubank, explicou a escolha e o propósito do investimento. Ele afirma que assim como no Brasil, na Índia também encontramos grande concentração do mercado financeiro e bancário sob o poder de poucos jogadores e com tarifas extremamente altas.

Então, o intuito do banco é cooperar com situações que já foram vividas no Brasil, a fim de acabar com o mercado convencional e, além disso, os desafios e situações da Jupiter também pode ensinar algo para melhorar o nosso mercado. O fundador da Jupiter, Jitendra Gupta, afirmou acreditar que uma conta bancária é um serviço financeiro.

Obrigatoriamente, deve ser uma conta inteligente, onde os clientes e usuários possam ter insights, dicas exclusivas e personalizadas, e que a conta sirva como um caminho para que as pessoas possam ter organização e planejamento financeiro. Você quer saber mais sobre a fintech Nubank juntamente com a startup indiana Jupiter? Continue lendo o nosso post e tire suas dúvidas!

Como funciona a Jupiter, startup indiana em que a fintech Nubank investiu?

Antes de mais nada, vamos saber quem é a Jupiter. Jupiter é uma startup indiana fundada por um dos nomes mais conhecidos no ecossistema de startups da Índia: Jitendra Gupta. Antes da Jupiter, Gupta já havia fundado a Citrus Pay – também do segmento de pagamentos – porém, precisou vender a empresa e conseguiu uma saída de US$130 milhões.

Então, em agosto de 2019, Jitendra se reinseriu no mercado como empresário, trazendo a Jupiter, uma plataforma bancária direcionada para a geração do milênio. Jitendra explicou, em entrevistas, que tinha certeza de que os consumidores indianos estavam insatisfeitos com os bancos existentes e cansados de todos os processos, mentalidades, experiências e comportamentos.

Então, pensou que qualquer serviço que trouxesse mais praticidade e rapidez seria bem aceito. A ideia dele é fornecer uma vivência bancária exclusiva com o pensamento de uma empresa online e disponibilizar soluções financeiras instantâneas para os clientes.

A revolução da fintech Nubank

Além disso, é interessante saber que a startup Jupiter e da fintech Nubank possuem discursos semelhantes: ambas empresas valorizam o meio digital, buscam rapidez e praticidade, e querem proporcionar uma experiência prazerosa para seus clientes.

A fintech indiana oferece ótimas condições para seus usuários, veja: banco totalmente digital, não exige renda mensal mínima, seus gastos são divididos em setores (compras, alimentação e transporte, por exemplo, são reunidos no app), subcontas para você economizar e alcançar suas metas, 1% de cashback em cada compra feita no débito e a facilidade de fazer saques em qualquer caixa eletrônico. Incrível, não é?

Muitas pessoas não sabem, mas a fintech indiana não foi o último investimento do roxinho no mês de agosto; muito pelo contrário, a fintech Nubank já foi às compras algumas vezes em pouco mais de um ano. No ano passado, em 2020, o banco digital divulgou a aquisição da corretora Easynvest a fim de ampliar o seu portfólio de serviços e produtos de investimento.

Mais detalhes importantes

Entretanto, antes da Easynvest o roxinho já havia adquirido a Plataformatec, uma companhia de consultoria experiente em formas ágeis e no desenvolvimento e administração de produtos digitais. Acontece que, pouco tempo depois o Nubank finalizou a compra de outra empresa: a Cognitect, uma empresa de engenharia de software.

Por fim, antes da startup indiana Jupiter, o banco divulgou também a compra de uma empresa expert no desenvolvimento de chats e conversas automatizadas entre os bancos e seus clientes: a empresa norte-americana Juntos Global. Ela está há 10 anos no mercado e busca facilitar tais conversas, tornando-as mais personalizadas e práticas.

Além de todas essas acusações, o banco digital está também em uma missão, buscando expandir os horizontes em que atua. Há quase um mês, o Nubank divulgou o recurso de transferência ao exterior, juntamente com a Remessa Online, uma companhia utilizada para o envio de dinheiro para fora do país.

Conheça as instituições financeiras mais valiosas da América Latina

Além disso, um pouco antes, no mês de julho, o roxinho lançou no mercado financeiro o seu primeiro cartão de crédito com a vantagem de cashback – visando o público premium. Tudo que o Nubank busca e adquire é com foco na vivência que o usuário terá ao utilizar o app.

NUBANK
Fonte: Google

No início de 2021, a fintech Nubank passou a fazer parte da lista das instituições financeiras mais valiosas que temos na América Latina. O que tornou isso possível foi o recebimento do alto investimento, de US$ 400 milhões, de líderes mundiais, como Invesco, Whale Rock e GIC. Diante disso, o roxinho ultrapassou a marca de fintech unicórnio (aquelas startups financeiras que, antes de abrir capital na Bolsa, já foram avaliadas em 1 bilhão de dólares) e está listado juntamente com outras empresas.

Veja algumas empresas integrantes desta lista: Vale (US$103,8 bilhões); Mercado Livre (US$80 bilhões); Petrobras (US$54,9 bilhões); Itaú Unibanco (US$46 bilhões); Ambev (US$44,2 bilhões); Grupo México (US$39,2 bilhões); Bradesco (US$39,1 bilhões); entre outras. O valor de mercado do roxinho não foi revelado. Hoje em dia, a fintech opera no Brasil, no México e na Colômbia.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.