O BC desenvolveu o PLA-POU-CRÉ, um programa que busca para capacitar 5 milhões de crianças e pré-adolescentes em educação financeira. 100 mil escolas e mais de 1 milhão de profissionais da área devem ser impactados. Conheça mais sobre o programa!

PLA-POU-CRÉ. O nome é complicado e parece um trava-língua; mas foi desenvolvido para um objetivo incrível. Essa é a base do programa de educação financeira que o Banco Central do Brasil pretende levar a escolas públicas do país – municipais, estaduais e federais do Ensino Fundamental. As sílabas PLA (planejamento), POU (poupança) e CRÉ (crédito) são os fundamentos do programa Aprender Valor, que objetiva alcançar 5 milhões de alunos até o fim do ano que vem.
Mesmo que a criança não consiga desfrutar de todas as vertentes do programa, por falta de acesso ao sistema, por dificuldades diárias ou falta de recursos, é importante que elas cresçam com os conceitos em mente, e sabedoria sobre o assunto. Maurício Moura, o diretor de Relacionamento Institucional do Banco Central já relatou que o intuito deles é que a criança/adolescente entenda que, se de R$10 ela poupar R$1 ou R$2, e gaste o restante, depois de um curto período ela pode ter um dinheiro que antes não tinha.
Como irá funcionar o programa:
A versão de teste do projeto se iniciou no mês de abril deste ano e alcançou o Distrito Federa e cinco estados – Pará, Ceará, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. O Aprender Valor passou a ser implementado em 10,4 mil escolas, antes 429; saímos de 257 cidades para 1.630, com representantes de todas as regiões. Na fase inicial do projeto eram 36 mil alunos e agora são 308 mil alunos.
Daqui há algum tempo, no próximo ano, a segunda fase será aberta e o objetivo é alcançar 5 milhões estudantes. Com toda certeza, os estudantes são o público-alvo do Aprender Valor, porém o projeto também tem o objetivo de envolver os professores, uma média de 1 milhão de profissionais.
A verdade é que, na maioria das vezes, os professores não tem conhecimento sobre educação financeira nem para administrar os próprios recursos e também falta tempo para desenvolver programas sobre o assunto. Por isso, juntamente com o conteúdo para os pequenos, eles contam com um curso para aprender finanças pessoais. Veja mais nos próximos tópicos!
Aprender valor: o curso de educação financeira para os estudantes da rede pública
Uma escola do interior do Mato Grosso do Sul com pouco mais de 11 mil habitantes, de Batayporã, a Escola Estadual Braz Sinigaglia foi selecionada para implantar o Aprender Valor. A diretora do colégio, Glaucia Bravin, introduziu o programa a 35 estudantes do 5º ano do Fundamental. O interessante do programa é que tem temas novos não só para os alunos, os professores, diretores e coordenadores também aprendem. O curso é bem puxado, e até os adultos precisam refletir sobre o assunto em alguns momentos.
O Aprender Valor para os estudantes é destinado aos anos ímpares do Ens. Fundamental e já vai pronto para o professor, desde a preparação das aulas, o material que deve ser usado e a maneira de avaliar os alunos. Via de regra, os 35 projetos serão utilizados de cinco a dez aulas e serão feitos dentro de uma disciplina que já é comum na grade curricular das crianças, como português, matemática, geografia e história.
Para iniciar o projeto e colocá-lo de pé, o Banco Central do Brasil participou de um edital para conseguir financiamento do FDD – Fundo de Direitos Difusos. Com a aprovação do programa, o BC recebeu R$11 milhões, que serão utilizados até o próximo ano. A autoridade monetária conhece sobre educação financeira, porém precisava de um parceiro para levar a proposta até as escolas. Por isso, os recursos foram usados para contratar o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, que desenvolveu o programa e contatou as secretarias de educação.
A importância da educação financeira na formação dos alunos
Você ainda tem aquele pensamento que não vale a pena falar e ensinar sobre investimentos e educação financeira para os jovens? Muitas pessoas acreditam que lidar com o dinheiro é apenas para adultos e que as crianças não precisam, por enquanto, saber sobre isso. Mas hoje você verá que isso não é verdade, a educação financeira é um assunto extremamente importante para o público adolescente e pode fazer muita diferença no futuro; como evitar problemas financeiros que trazem muita dor de cabeça.
Independentemente da idade, conhecer sobre o dinheiro e saber lidar com ele traz inúmeros benefícios. Porém, estudos já comprovaram que a infância é o melhor momento para aprendermos novos assuntos. Então, não faz sentido privar os pequenos de aprender sobre isso, afinal, para quanto mais tarde deixarmos isso, mais difícil será o processo de aprendizagem deles. Mesmo que os pequenos não tenham contato com dinheiro, aprender sobre isso já beneficia muito seu futuro.
Além do mais, o trabalho autônomo vem aumentando muito no mercado de trabalho e, com isso, os bancos digitais estão cada vez mais famosos e transformando o mercado financeiro. Diante disso, é essencial que os jovens saiam do Ensino Médio com informações concretas, assim evitamos o endividamento e as frustrações financeiras. Sem contar que a educação financeira auxilia os jovens com o planejamento dos próximos anos, seja para comprar a casa própria, começar uma faculdade, fazer cursos, viagens e vários outros sonhos.
Economia X Poupança

A primeira etapa do programa para os adolescentes trata sobre questões do orçamento e do fluxo de dinheiro; o dinheiro que ele recebe e o que gasta. Já na segunda etapa, o conceito abordado será o de economizar dinheiro, além disso, poupança ativa e passiva são ferramentas trabalhadas nesta fase do programa.
Por fim, na terceira etapa os alunos conhecerão os diferentes tipos de empréstimos e financiamento e, também saberão quando e como devem utilizar esses meios, e como eles funcionam na prática. As aulas são direcionadas aos alunos do Ensino Fundamental.
Pode ser que as crianças não aproveitem o CRÉ pois não conhecem o sistema financeiro; ou que tenham dificuldades com o POU pela escassez de recursos. Mas a ideia do BC é justamente essa, estimular as crianças e adolescentes a aprenderem sobre o assunto para, no futuro, elas possuírem uma boa e tranquila relação com o dinheiro.
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