De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito publicadas na última semana pelo BC, as famílias e as empresas pagaram taxas de juros um pouco mais altas no mês de agosto. Não deixe de acompanhar nosso artigo para saber mais sobre o assunto!

Na última segunda-feira, dia 27, o Banco Central do Brasil divulgou alguns dados onde mostram que, no mês de agosto, as famílias e as empresas pagaram taxas de juros um pouco mais altas do que o normal. Em agosto sobre julho, a taxa média de juros no país aumentou em torno de 1 ponto percentual; mesmo que a porcentagem de inadimplência tenha se mantido em 3%.
Tais dados estatísticos se referem ao setor de recursos livres; ou seja, aqueles setores onde as taxas são definidas pelas próprias instituições financeiras, de forma livre e sem a intervenção do governo. Com isso, pudemos nos deparar com o patamar mais alto dos juros médios, desde maio de 2020, quando também estavam na média de 29,9% ao ano. Porém, em relação com o mês de agosto do ano passado, a alta foi de 3,3%. Continue conosco até o fim e saiba mais!
Taxas de juros em alta; entenda o assunto
Enfim, vamos logo ao ponto que mais nos interessa: os números. Para começar, no crédito livre, a taxa média de juros para as pessoas físicas atingiu 40,9% ao ano; se compararmos com o mês de julho, o aumento é de 1,1 ponto percentual e, em comparação com a mesma data no ano passado o aumento é de 1,8 ponto percentual. Já nas contratações com companhias, a taxa livre aumentou em 0,7 ponto percentual em agosto e 3,9 pontos percentuais em um ano, atingindo 16,2% ao ano.
Para as pessoas físicas, podemos dar destaque para o cartão de crédito rotativo, que aumentou quase 5 pontos percentuais no mês – exatamente 4,6 pontos – chegando a alcançar 336,1% em 12 meses. Ainda para as famílias, o crescimento das taxas do cheque especial influenciou o aumento dos juros, com alta de 0,9% no mês e 124,9% ao ano; já as taxas de financiamento de veículos aumentou 0,8% no mês e 22,7% ao ano; por fim, o crédito pessoal não consignado aumentou 0,7% no mês e 80,2% ao ano.
Já no crédito livre disponibilizado para as empresas, houve um aumento na maioria dos segmentos, principalmente em capital de giro, aumento de 0,6%, para 16,2% ao ano; financiamento a exportações com alta de 1,2%, atingindo 11,6% ao ano; e tipos de crédito rotativo com aumento de 10,8% e chegando a 218,7% ao ano. O financiamento a importações aumentou também, 7,8% no mês e 10% ao ano.
Crédito direcionado
As taxas que citamos acima se referem ao crédito livre, onde as instituições financeiras e bancárias têm autonomia e liberdade para emprestar a verba captada no mercado e estabelecer as próprias taxas de juros que serão cobradas dos clientes. Portanto, ao contrário do crédito direcionado, que possui suas taxas e regras estabelecidas pelo governo, e é voltado basicamente aos segmentos rural, habitacional, ao microcrédito e de infraestrutura.
Sobre o crédito direcionado, a taxa média de juros para PF ficou em 7,1% ao ano no mês de agosto, aumento de 0,1 ponto percentual no mês. Já para as companhias, a taxa aumentou pouco, 0,8 ponto percentual contra 10% ao ano no último mês. Juntando as contratações de crédito direcionado e livre, os juros médios do SFN apontou o crescimento de 0,7% no mês e 2,5% no ano, chegando a 21,1% ao ano.
Então, a elevação dos juros bancários médios coincidiu com a elevação da taxa básica de juros Selic. Após atingir o menor nível da história, 2% ao ano em agosto do ano passado, começamos a ver um aumento da Selic em março deste ano; e agora está em 6,25% ao ano, estabelecida pelo Copom – o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil.
Saldo das contratações

No último mês, a reserva de todos as linhas de crédito concedidas pelas instituições bancárias ficou em R$4,335 trilhões, 1,5% maior do que em relação ao mês anterior, julho. O crescimento de 12 meses da carteira alcançou 15,9% no mês de agosto. O saldo do crédito representa um pouco mais que 50% de tudo que o Brasil produz – serviços e bens; ou seja, o PIB – Produto Interno Bruto. O crédito liberado para as famílias, empresas e governos independente da fonte – bancário, mercado de título ou dívida externa – conseguiu quase R$13 trilhões, uma alta de 1,3% no mês e 15,7% em um ano.
A variação mensal retratou o aumento de 1,5% referente aos empréstimos e financiamentos; já nos títulos de dívidas o aumento foi de 1,6%, ambos no mercado doméstico. Por outro lado, a dívida externa subiu 0,7% causando alta de 0,42% na taxa de câmbio no mês. Em comparação com o mesmo período no ano passado, essa variação se deu, principalmente, ao aumento de 15,9% na carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional e de 24,8% nos títulos públicos.
Taxas de juros em alta – Recorde de endividamento
Primeiramente, você precisa saber que se uma pessoa atrasa o pagamento de uma dívida por mais de 90 dias, já é considerado como inadimplente. A partir desse ‘conceito’ podemos continuar. A inadimplência se manteve estável durante quatro meses seguidos, em 2,3%, e se encontram nos menores níveis de muito tempo. Essa estabilidade foi verificada nas operações de crédito para PF (2,9%) e para PJ (1,5%).
Sendo assim, podemos calcular o endividamento entre as famílias fazendo uma relação bem simples; utilizando o saldo total das dívidas X a renda acumulada durante 1 ano. Através dessa relação ficou clara a alta porcentagem de 59,9% no mês de junho, de uma série histórica iniciada há 6 anos; onde fica claro o aumento da liberação de empréstimos. Então, excluindo o financiamento de imóveis, temos 37,1% no mês.
Já o comprometimento da rentabilidade mensal é a relação entre a renda média daquele período específico X a quantia média para quitar as dívidas; a taxa naquele mês ficou em 30,9%. Para essas últimas informações, existe um descompasso maior do período de divulgação; já que o BC precisa das estatísticas apresentadas pelo IBGE sobre a rentabilidade mensal das famílias.
Para finalizar sobre a taxa de juros em alta
Por fim, com o achatamento da renda mensal e o aumento da inflação, os níveis de inadimplência e endividamento da população está em constante elevação. No entanto, a preocupação não é somente pelo endividamento, visto que este retrará o crescimento do consumismo entre as pessoas; contudo, quando relacionado a alta da inadimplência, a preocupação se inicia.
Então, tanto a inadimplência quanto o endividamento vêm crescendo entre a população desde o fim de 2020; e a alta das taxas de juros só dificulta esse cenário ainda mais.
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