Ações da Cielo vão as alturas e voltam a brilhar no Índice Bovespa

Em 8 de outubro, as ações da Cielo, que estavam no zero a zero há algum tempo, dispararam e passaram a liderar os ganhos do Índice Bovespa. O salto foi de mais de 14%, isso é muita coisa. Saiba mais aqui sobre essa liderança e se a CIEL3 vale a pena. Confira!

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A Cielo é uma companhia do setor tecnológico e de serviços de varejo; a empresa é constituída como uma sociedade anônima de capital aberto. Sendo assim, podemos encontrar as ações da Cielo sendo negociadas na bolsa de valores brasileira sob o código CIEL3. Contudo, a sua principal atividade é do segmento de pagamentos eletrônicos, setor na qual é líder em toda América do Sul.

A empresa é vista como um modelo de negócio que se baseia no serviço financeiro por meio da tecnologia; então, a mesma opera como responsável pela captação, transmissão e liquidação financeira em negociações que envolver cartão de débito ou crédito. Afinal, você já deve ter visto por aí, no momento de pagar suas compras com cartão, que a maquininha é da Cielo, não é?

Ações da Cielo disparam e lideram os ganhos do Ibovespa

Há algum tempo, o mercado financeiro vinha castigando as ações da Cielo; no entanto, os papéis CIEL3 passaram por uma sobrevida na primeira semana de outubro deste ano. Os ativos dispararam, exatamente, 14,29%, alcançando o preço de R$2,64; assim, liderando os ganhos do Índice Bovespa. Ou seja, a Cielo foi do zero a zero para uma alta de 14,29% em suas ações. Vamos combinar que é uma excelente porcentagem, certo?

No entanto, mesmo com o movimento expressivo e bem positivo, os papéis estão bem longe de se recuperar da queda sofrida nos últimos anos. Afinal, desde o pico atingido há cinco anos, em 2016, as ativos acumularam uma alta queda, atingindo quase 90% de recuo. Por exemplo, somente no ano de 2021, houve uma queda de 35%.

Portanto, o mercado financeiro ainda apresenta cautela com a habilidade da companhia de se reinventar frente a esses acontecimentos. Apesar de ter sido apontada como uma empresa um pouco menos ágil que seus adversários, como PagSeguro, Getnet e Stone, e com menos sede de inovação, a empresa presenciou o ‘derretimento’ da sua participação no mercado; então, de 47% em 2016, passou para 30% em 2020.

O que mudou agora? 3 possíveis razões

  1. Redução excessiva

Com a forte queda, os analistas e investidores do mercado financeiro começaram a alegar que as ações da Cielo possam ter ficado mais baratas. Na verdade, o que acontece é que a Cielo não é a favorita do setor e também não é recomendado apostar todas as fichas somente nela, mesmo que esteja bem barata. Contudo, é possível que a companhia veja uma normalização no fim deste ano e em 2022.

  1. Short squeeze

Esse segundo fator poder ser proveniente de algum movimento técnico. Em meio a desconfiança do mercado financeiro com a Cielo, as ações vinham sendo muito operadas pelas pessoas que investem e buscam ganhar com a queda dos papéis. Então, com a melhora do mercado no dia 8 e com o feriado do dia 12 de outubro, pode gerar uma rápida alta nos preços, que é causada pela zeragem de posição comercializada.

  1. Fechamento de capital ocasional

Outra questão que vem ganhando força no mercado financeiro é a expectativa de que os acionistas majoritários da Cielo – Banco Bradesco e o Banco do Brasil – fechem o capital da companhia de maquininhas de cartões. Provavelmente, tal operação embutiria uma premiação para a compra dos ativos, o que, talvez, permitiria os ganhos de curto prazo. Contudo, ainda não podemos afirmar que a ação não cairá mais.

Vale a pena investir na CIEL3?

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Há quatro anos, por volta de 2017, o Índice Bovespa estava, em média, com 70.000 pontos e a Cielo – CIEL3 – era uma das principais companhias que integravam a bolsa brasileira. Assim, as ações da Cielo eram cotadas a cerca de R$22. No entanto, de lá para cá, a bolsa aumentou mais de 50% e os papéis da maquininha de cartão despencaram e passaram a ter somente um dígito; ou seja, permaneceram na casa dos R$2.

Após análises feitas pelo banco BTG Pactual, foi divulgado, pela própria instituição, que o preço mais justo para os ativos da Cielo é na casa dos R$4; então, estamos falando de, em média, 75% a mais do que a cotação atual, de R$2,62. Mas a recomendação para os papéis é neutra. Embora os últimos resultados da empresa tenham sido avaliados de forma positiva, alguns especialistas do banco seguem cautelosos com a ‘missão’ da Cielo.

História da Cielo

Criada no fim de 1995, sob o nome de Visanet, a história da empresa de maquininha de cartões começa com a união de algumas instituições bancárias: Banco Real (hoje chamado de Santander), Banco do Brasil, Bradesco, Visa Internacional e o Banco Nacional (que já foi extinto). Então, esses bancos estavam em busca de alguma ferramenta que tornasse mais fácil a relação com alguns comerciantes.

Assim, após o Visa Vale e o Visa Electron serem lançados, a empresa cresceu de maneira bastante acelerada, sendo que, de início, possuía apenas 100 mil clientes. Já em 2009, o CADE, juntamente com a CCJ do Senado, permitiu que outras bandeiras de cartão entrassem no mercado; isso acabou com a exclusividade que víamos ante a Redecard e a Visanet. Foi após tudo isso que o nome passou de Visanet para Cielo, pois não havia mais exclusividade com a bandeira Visa.

Além disso, também em 2009, a empresa se lançou na bolsa de valores, sob o código CIEL3. A partir disso, nos próximos anos, a Cielo se expandiu rapidamente após fazer parcerias com algumas companhias do setor tecnológico e financeiro, o que possibilitou o desenvolvimento e lançamento de novos serviços e produtos. Atualmente, são mais de 1,2 milhões de clientes em 99% do território brasileiro.

Ações da Cielo; outras transações da marca

A Cielo concedeu à Bitz Serviços Financeiros todos os direitos ligados à plataforma de atuação do app de ‘digital wallet’ Bitz; aquela empresa que faz parte do Grupo Bradesco – BBDC4. No fim do último ano, o Bradesco desenvolveu a carteira digital Bitz, com a Cielo executando serviços tecnológicos para o novo produto.

Mas, agora a companhia de maquininhas divulga que os softwares vão ser transferidos à Bitz de forma definitiva, com todos os direitos de uso. A Cielo receberá em torno de R$22 milhões com a comercialização da propriedade.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.