Você já ouviu falar em fan tokens? Sabe como os clubes de futebol conseguem faturar com criptoativos? Se sua resposta foi não, você está no lugar certo. Confira, ao longo do nosso artigo, tudo que você precisa saber para compreender como essa operação funciona!

Até pouco tempo eram desconhecidos e atualmente contam com quatro clubes brasileiros em seu time (Atlético Mineiro, Flamengo, Corinthians e São Paulo), os fan tokens chegam no futebol como uma maneira de atrair os torcedores em volta do time de coração mesmo naqueles momentos em que os jogadores estão fora de campo – e, simultaneamente, gerando uma nova fonte de renda e lucro para o clube.
Para falar a verdade, a novidade apareceu em meados de 2019; mas, durante a pandemia, caiu como uma luva, especialmente na realidade do futebol. Inclusive, apenas há pouco tempo o esporte voltou a ter público nos estádios durante as competições; somente após cerca de um ano e meio de estádios e arquibancadas vazias. Contudo, somente há poucos meses essa classe de criptoativos cativou as notícias de todo o mundo.
Mas, então, o que são fan tokens?
Os fan tokens são uma maneira de ligar uma das maiores paixões do Brasil e do mundo inteiro, o futebol, aos torcedores, de uma maneira afetiva e bem simples. O objetivo dessa categoria é gerar engajamento, ativando e movimentando um mutirão de fãs por meio de um criptoativos que, além de tudo, causa lucro para aliviar as contas dos times; além disso, pode ser utilizado também para custear as melhorias e contratações do clube.
Ainda não entendeu? Então, vamos lá! Eles são ativos digitais expostos na blockchain e se enquadram como tokens utilitários. Ao contrário do que muitos pensam de início, eles também não funcionam como alguma moeda ou como valor mobiliário; porém, tem uma função determinada dentro de um espaço onde são muito bem aceitos. Ou seja, estou querendo dizer que você não pode utilizá-los como pagamento; contudo, quem os detêm pode usá-los para te acesso a alguns serviços específicos.
Por exemplo, os times de futebol. Nesse caso, os fan tokens dão ao possuidor o acesso a vantagens diferenciadas daquelas que são oferecidas aos torcedores que assinam programas tipo sócio torcedor. Além disso, eles também estão relacionados ao meio virtual, como votação em enquetes para escolher algumas coisas, participação em vídeos ao vivo e frases escritas no vestiário são alguns pontos pensado pelos funcionários de marketing para aproximar o torcedor do seu time. Conseguiu entender?
Além do Brasil e do futebol
Os clubes de futebol ainda estão pensando nas possibilidades que os fan tokens trazem; mas, com certeza, já entenderam que não seria bacana misturá-los com os programas de sócio torcedor, visto que estes trazem lucro periódico e é mais voltado para as experiências presenciais – sejam parcerias com lojas e estabelecimentos conveniados ou descontos para a compra de produtos do time ou ingressos de jogos.
Além do mais, a internacionalização da marca também é um potencial com muitos pontos a serem explorados. Em harmonia com a falta de barreiras específicas do setor de criptomoedas, as negociações de fan tokens dos times do Brasil são, muitas vezes, feitas por pessoas de outros países – sejam estrangeiros ou não residentes do Brasil.
No entanto, outros segmentos também estão se movimentando para seguir essa tendência. Por exemplo, é o caso do setor de jogos eletrônicos, que encontra nos fan tokens uma chance clara de atrair uma multidão de usuários nativos do âmbito digital.
O que os torcedores podem esperar?
Os fan tokens dão a impressão de devolver um respiro tranquilo para as contas bancárias dos clubes de futebol; assim, ao mesmo tempo em que ajudam os torcedores a permanecer mais perto do seu clube do coração. Isso porque, infelizmente, alguns torcedores ainda estão, fisicamente, mais longe do que nunca da sua paixão de comparecer nos estádios e vibrar com as conquistas do seu time.
Analisando outro contexto, Cesar Grafietti, um economista, chama a atenção do torcedor mais empolgado e julga essa tal inovação trazida pelos criptoativos para o mundo do futebol. O especialista afirma que o aspecto especulativo dos fan tokens insere traders profissionais para um espaço cheio de amadores; contudo, esse acontecimento causaria um desequilíbrio na equação, inflaria os preços e, ainda, afetaria a orientação de engajamento.
Afinal, os investidores com mais experiência têm o costume de operar o mercado financeiro bem melhor do que alguns torcedores querendo participar – e opinar – nas enquetes sobre a marca de desodorante do camisa 10 do seu time. Acredito que você concorde comigo, não é? No entanto, as alternativas dos criptoativos no ramo de esportes não estão limitadas aos fan tokens e às artes em NFT; na verdade, vão um pouco além disso.
Lucro com os tokens

Uma vez que o contrato é assinado, a parceria coloca os fan tokens para serem comercializados. A primeira emissão dos mesmos é denominada FTO, ou fan token offering – no português, oferta de fan token. O vocabulário é produzido para que haja ligação com a Bolsa de Valores. Enfim, nessa primeira emissão, a quantia de criptoativos implantados no mercado varia um pouco, mas no Brasil a média tem sido de 850 mil por vez. Custando US$2 cada, essa venda gerou mais de US$1,5 milhão, em pouquíssimas horas, nas estreias de Corinthians e Atlético Mineiro.
Assim, tanto nessa primeira emissão, quanto em todas as outras que a plataforma Socios.com lançar novos tokens fans no mercado, o respectivo clube terá direito a 50% do valor arrecadado. Portanto, nessa largada, os brasileiros conseguiram arrecadar, cada um, um total de US$850 mil, que dá cerca de R$5 milhões com o câmbio de hoje. Inclusive, no momento de assinatura do contrato os times já sabem qual será o estoque de tokens a ser lançado no mercado
Fan tokens; produto ou investimento?
Da forma como o negócio foi desenvolvido, podemos encontrar várias semelhanças entre essas modalidades de investimentos normais e esses criptoativos. Aqueles que estão acostumados a acompanhar as variações do preço de mercado dos tokens pode faturar com as especulações; ou seja, aquele negócio de comprar um ativo na baixa e vendê-lo na alta.
Por exemplo, a Socios.com se isenta dessa finalidade. A companhia trata os fan tokens como um objeto; eles podem ser revendidos, caso haja demanda, mas esse não é o primeiro objetivo deles.
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