As viagens que marcaram a história das companhias dos bilionários Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson este ano são apenas uma pequena parte de uma indústria com potencial trilionário. Descubra aqui como investir no setor aeroespacial!

O setor aeroespacial espera movimentar, pelo menos, 1 trilhão de dólares até o ano de 2030. Sendo assim, fica claro que o mercado financeiro está com a atenção e os olhos voltados para esse movimento gigantesco! Se há 52 anos, em julho de 1959, o voo Apollo 11 que pousou na lua foi, grande parte, ‘patrocinado’ pelo governo, nos últimos anos, a história virou e as empresas privadas estão desempenhando um papel cada vez mais importante nessa indústria.
Então, para as décadas seguintes, a expectativa é que reduzam os gastos de lançamentos de missões, grandes avanços em tecnologia e aumento da curiosidade dos setores privado e público nessa área; enquanto isso, o turismo, com transmissões em tempo real, ajudará na divulgação e propagação dos programas espaciais. Portanto, a nomeada “nova era espacial” possui potencial para movimentar, até 2030, US$1,4 trilhão a nível global, estima o Bank of America (BofA).
Conheça as principais empresas do setor aeroespacial
- SpaceX
Fundada por ninguém menos que Elon Musk, CEO da Tesla, a SpaceX foi a primeira empresa de corrida aeroespacial a surgir no mercado. Além disso, mesmo não sendo listada na bolsa, a companhia já possui US$74 bilhões em valor de mercado. Para completar, a SpaceX foi a primeira empresa privada a missões – tripuladas e não tripuladas – para a Estação Espacial Internacional. Musk defende o pouso humano em Marte, mas a Nasa já deixou claro que ir à Lua é necessário antes de ampliar o leque. Sendo assim, esse é um dos planos de Elon para 2023 ou 2024.
- Blue Origin
Também fundada por um CEO, a Blue Origin pertence a Jeff Bezos; isso mesmo, da Amazon.com. A companhia tem exposição a diversos subsetores da indústria espacial e, como a SpaceX, também não é listada. Em julho deste ano, a nave New Shepard foi lançada com sucesso e permaneceu no espaço por 10 minutos. Assim, se tornando o primeiro voo não pilotado com tripulação 100% civil, incluindo Jeff Bezos. Por fim, diferente de seus concorrentes, a Blue Origin é totalmente financiada por Bezos.
- Virgin Galactic
Ao contrário das outras companhias, está se encontra listada na bolsa de valores de Nova York – NYSE, sob o código SPCE, desde o fim de outubro de 2019, a Virgin Galactic também foi fundada por um bilionário, no ano de 2004 o inglês Richard Branson consolidou a empresa. Então, em julho de 2021, Richard entrou para o clube dos bilionários que viajam para o espaço. Ainda, ele anunciou que tem intenção de promover o IPO de outra companhia do setor aeroespacial: a Virgin Orbit.
Investir em companhias do setor aeroespacial no Brasil
O mercado da indústria aeroespacial está em processo de amadurecimento e constante evolução e crescimento; no entanto, é completamente possível investir nesse âmbito. Ainda que as empresas mais conhecidas – no caso, SpaceX e Blue Origin – possuam capital fechado, elas já passaram pelo processo de captação de recursos em rodadas de aportes, mas apenas para grandes investidores. Ou seja, o pequeno investidor não pode, ainda, aplicar seu dinheiro nelas.
No entanto, existem outras companhias que já abriram capital, como, por exemplo, a Astra e a Virgin Galactic. Elas não possuem BDRs na bolsa de valores brasileira, a B3; contudo, é possível investir nessas empresas diretamente através das corretoras norte-americanas.
Mas, para te auxiliar, trouxemos outras quatro opções de empresas do setor aeroespacial que negociam BDRs por aqui. Se liga: Garmin – G1RM34; Honeywell – HONB34; Raytheon – RYTT34; e Lockheed Martin Corporation – LMTB34.
Fundos e ETFs também são formas de se exibir ao segmento

Outra maneira de investir nas companhias da indústria e setor aeroespacial são os fundos e ETFs (Exchange-Traded Funds). Essa esfera tem alternativas relativamente novas no universo das finanças e investimentos e que busca obter lucros com a capacidade de crescimento dessa indústria para os próximos anos e décadas. Por exemplo, o ETF da ARK Capital – ARKX – foi lançado em março deste ano e possui foco no período de longo prazo.
Sendo assim, entre as maiores participações do Ark Space Exploration & Innovation, o ETF da ARK, estão empresas como Iridium Communications (IRDM), Kratos Defense & Security (KTOS), Trimble (TRMB), L3 Harris Technologies (LHX) e Lockheed Martin (LMT). A grande maioria, em média 73%, é da América do Norte. No total, são 39 companhias; mas já ultrapassaram US$627 sob gestão. Contudo, além desse ETF também existem outros que participam do setor aeroespacial, como o UFO (SPACE), da ProcureAM.
Pontos de vista da nova economia aeroespacial
- Ligação progressiva entre o espaço e as mudanças climáticas
À medida em que mais e mais investidores se concentram nos fatores ESG, os satélites podem disponibilizar dados importantes sobre o impacto ambiental das atividades de companhias. Os satélites podem acompanhar a emissão de gases de efeito estufa tanto de empresas, quanto de regiões; assim, auxiliando os serviços públicos na otimização de questões socioambientais para prever como as mudanças climáticas são capazes de afetar determinados setores.
- Evolução e melhora na formação de capital
Apesar da chegada da Covid-19, o último ano foi período de maior investimento do setor privado na indústria aeroespacial até hoje, com o desenvolvimento de capital espacial e a elaboração de infraestrutura em diversas frentes. Então, os investidores estão atraídos pelos novo players e pelas chances de disrupções e inovações que estão por vir nesse setor.
- Redução de detritos na órbita
Por fim, enquanto o espaço vai se tornando mais sobrecarregado, também aumenta a ameaça de lixo espacial para o lançamento de foguetes e para os novos satélites. Inclusive, os esforços das agências governamentais para rastrear esses detritos orbitais criaram uma necessidade potencial para empresas do setor privado monitorarem e gerenciarem esses detritos espaciais teoricamente catastróficos.
Impactos e riscos ESG
As companhias do setor espacial, incluindo aquelas de comunicação por satélite, identificam e admitem o impacto ESG (Environmental, Social e Governance) dos seus satélites não operacionais. Com o aumento da atividade espacial houve também o acúmulo de resíduos espaciais causados pelo homem em órbita ao redor do planeta.
No entanto, a maioria dos fabricantes de satélites tem consciência das ameaças representadas e tomarão as medidas necessárias para que tais objetos não colidam com espaçonaves ou outros satélites em órbita.
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