Trabalho remoto; funcionários temem perder promoções na modalidade

Trabalho remoto: Empresa de consultoria – Korn Ferry fez um levantamento onde mostra que a volta ao trabalho presencial pode causar estresse para maioria dos colaboradores. Porém, esses também temem perder a chance de promoções devido home office. Confira!

Trabalho remoto
Fonte: Google

Já se passou mais de um ano desde a chegada da pandemia do coronavírus no Brasil, e o termo home office – trabalho remoto, tele trabalho, ou trabalho à distância também são termos conhecidos – segue em alta nas pesquisas pela internet, em conversas formais e informais e também, claro, na dinâmica de trabalho. Sendo assim, esse é o momento para avaliar como esse esquema vai funcionar; afinal, as apostas é que o escritório do futuro seja híbrido: ora em casa, ora no escritório presencial.

Então, conforme a pesquisa realizada pela Korn Ferry, empresa de consultoria, quase 60% dos colaboradores afirmaram ter receio de conversar com os chefes e líderes sobre esse assunto; assim, falar sobre permanecer no trabalho à distância assusta os colaboradores. Na verdade, o que eles de fato temem é que essa vontade possa prejudicar as chances de melhorias na carreira; ou seja, receber aquela tão desejada e aguardada promoção.

Trabalho remoto no Brasil

Para muitas pessoas, falar em “sair para trabalhar” não faz mais parte do vocabulário; ainda, não existe a necessidade de “tirar o pijama” para coordenar ou, simplesmente, acompanhar uma reunião. Como dissemos acima, há mais de um ano colocar os pés para fora de casa virou uma ameaça à saúde, então o trabalho invadiu as casas e sem pedir permissão. Essa ideia de trabalho remoto já era pensada e discutida antes da pandemia, porém mais de 95% das empresas precisaram adiantar esses planos.

Tem aqueles que amam, aqueles que odeiam e, ainda, aqueles que não preferem nem um e nem o outro, que se encaixam no meio termo. Por exemplo, é o caso da gigante tecnológica Google, que recentemente divulgou, em uma entrevista, que está preparando os seus escritórios para que os colaboradores possam atuar no modelo híbrido. Afinal, com a internet não temos barreiras, o céu é o único limite.

Podemos esquecer barreiras geográficas ou trânsitos de 2 horas para participar de alguma reunião que podemos simplesmente solucionar com um e-mail ou videochamada. Além de facilidade e segurança, a flexibilidade para circular entre a sala de casa e o escritório assegura, ao profissional, a liberdade e a autonomia que pode ser útil em vários processos. Por isso, é bem comum você ouvir por aí que o futuro não possui barreiras ou nacionalidade; na verdade, possui apenas um endereço eletrônico que é possível acessar de qualquer canto do mundo.

Colaboradores têm medo de perder promoções com trabalho remoto

Como já é de conhecimento público, o período de pandemia do Covid-19 fez com que o trabalho remoto fosse obrigatório em todas as companhias; a propósito, foi uma decisão muito aprovada pelos colaboradores e funcionários. Estudos realizados pela FIA-USP aponta que mais de 70% das pessoas estão satisfeitas com o home office. No entanto, ao mesmo tempo, com a normalidade cada vez mais próxima, vários profissionais temem que ficar longe do presencial possa prejudicar as chances de promoções.

Ainda, conforme levantamento feito pela Korn Ferry, mais de 50% dos entrevistados dizem que voltar ao trabalho presencial causa algum tipo de estresse. Calma, pode piorar! Quase 60% afirmam que tem receio de debater com seus chefes sobre permanecer no teletrabalho por medo de que isso afete as possibilidades de ascensão na carreira. Afinal, como se diz no mundo corporativo: quem é visto, é lembrado.

O jornal Estadão entrevistou alguns colaboradores, de várias empresas, que compartilham desse sentimento – mas que, por algum motivo, preferem não se identificar. Ainda, essa pesquisa mostrou que 70% dos colaboradores afirmam que a retomada a o escritório será um processo estranho; e 74% afirmam que a produtividade é maior enquanto o trabalho é realizado em casa.

Gestão é essencial

Trabalho remoto
Fonte: Google

Para a mestra de liderança e carreira da Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, Fátima Motta, nesse momento que estamos vivendo algumas incertezas surgem; mesmo que o trabalho remoto já não seja uma novidade tão recente. As empresas precisam desenvolver, ou melhorar, formas de medir o desempenho de seus colaboradores, não pela presença e atuação física, mas sim pelos resultados gerados. Ou seja, as promoções e demissões precisam ser decorrentes do desempenho do funcionário, e não do que o chefe vê. Isso é coisa do passado. Entende?

Por esse motivo, aos olhos de alguns profissionais do setor de Recursos Humanos, é completamente fundamental que esse retorno seja transparente de ambos os lados: tanto as companhias com suas intenções e exigências, quanto os colaboradores em suas demandas; mas, claro, sem punição aos funcionários que externarem suas opiniões. Além disso, as empresas precisam ser claras com os colaboradores quanto as chances de receber uma promoção; seja naquele momento ou em um futuro não tão distante.

O tempo de adaptação já passou

À medida em que o trabalho remoto se fortalece como uma escolha, e não mais como um cenário inevitável que surgiu da crise sanitária, esse modelo de trabalho exige uma mudança de patamar. Isso quer dizer que a fase em que os improvisos eram tolerados está passando. Então, daqui para frente, algumas situações e atitudes precisam – e vão – deixar de ser vistas com a mesma tranquilidade e naturalidade de hoje.

Por exemplo, a falta de infraestrutura apropriada no escritório de casa não é uma desculpa que será aceita mais. Afinal, já houve tempo mais que o necessário para comprar a cadeira certa para sua coluna, melhorar o sinal de internet ou adquirir um material de qualidade. Por outro lado, da mesma maneira, os gestores e líderes também não tem motivos para ultrapassar os limites e acionar a equipe a qualquer hora do dia.

Contudo, também existe a preocupação crescente com problemas de saúde que podem se agravar, de maneira silenciosa, enquanto as pessoas estão mergulhadas no home office. Ficar por muitas horas em frente as telas pode comprometer a lubrificação ocular, as pernas podem sofrer com a falta de circulação, a inadequação ergonômica causa lesões e dores; sem contar que o sedentarismo pode ser um grande pontapé para o sobrepeso.

Por fim

Claro que a tecnologia é fundamental para essa ‘nova’ modalidade das relações empregatícias; estudos já comprovaram que a conversa é a chave para superação de muitas dificuldades comportamentais que os profissionais mostraram ao longo da pandemia. Alinhar toda a equipe de forma aberta e franca é o primeiro passo essencial para definir alguns combinados que elevarão a qualidade da equipe e que vão gerar melhores resultados no trabalho remoto.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.