Recentemente, o Plano Real completou 27 anos e conta com diversas novidades econômicas. Para os jovens de hoje, isso é bem antiquado. No entanto, podemos dizer que ele foi e ainda é uma das maiores inovações financeiras criadas no Brasil. Continue lendo e saiba mais!

Com precisão podemos afirmar que dificilmente, no aspecto de inovações financeiras, o Plano Real será superado. Afinal, um dos maiores desafios do Brasil é manter a inflação sob controle; e foi exatamente isso que esse plano conseguiu fazer. Inclusive, em meados dos anos 1980 e 1990, o país viveu historicamente o pior período de alta da inflação.
Se você está pensando no período da hiperinflação, você acertou! Naquela época, a inflação anual já havia ultrapassado os 4 dígitos; por exemplo, em 1990, o índice chegou a quase 7.000% em apenas um ano. Com certeza, vários economistas e governos queriam – e tentaram – controlar a inflação; porém, a ideia de reunir os melhores economistas brasileiros em 1993, veio de Fernando Henrique Cardoso, ministro da fazenda da época.
O que foi o Plano Real e qual seu objetivo?
Para que se pudesse controlar a hiperinflação, o Plano Real implicava na adoção de várias medidas. Mas, as principais ferramentas usadas foram: o congelamento da taxa de câmbio da moeda local para o dólar americano; e o controle da quantidade de moeda em circulação na economia brasileira. A equipe econômica na época não gostava de dizer que o câmbio seria “congelado”. Nesse sentido, o objetivo era que houvesse a “sustentação do câmbio”, nas palavras de Gustavo Franco.
A implantação do Plano Real ocorreu em um processo com 3 fases distintas. Isso porque as mudanças necessárias precisavam ser adotadas aos poucos pela população. Só assim, seria possível criar uma base para a introdução da nova moeda, o Real, na economia. Então, as fases foram: 1. Ajuste Fiscal; 2. Desindexação; e 3. Âncora Nominal.
Conforme já dito por aqui, o Plano Real foi desenvolvido para controlar a inflação que assombrava o Brasil há alguns anos atrás. Por exemplo, nas décadas de 1980 e 1990, o dinheiro perdia seu valor de compra muito rápido, da noite para o dia. Por isso, é muito comum ouvir de pessoas mais velhas que ao fazer a ‘compra do mês’, naquela época, era fácil encher até 3 carrinhos de mercadorias. Acontecia também de os preços mudarem várias vezes em um só dia, devido à inflação. Bizarro, né?
Controle da inflação com o Plano Real
Tudo bem, mas como o Plano Real foi capaz de controlar a inflação? O Banco Central forneceu a nova moeda real em todo o país, ao mesmo tempo, para que as pessoas pudessem trocar a chave. Naquela época, sem mais moedas e planos econômicos fantasiosos, uma nova moeda passava a existir. Então, essa moeda, de valor de face mais baixo, tornou mais fácil o cálculo matemático do valor dos produtos e serviços. Além de controle de contas e previsibilidade futura.
Como a URV (unidade real de valor) está atrelada ao dólar norte-americano, e enquanto o Cruzeiro Real perdia valor diário de compra devido à inflação, a URV se mantinha estável. Portanto, a URV contribuiu para o estabelecimento da chamada “inflação inercial” no Brasil. Ou seja, quando a inflação muda devido ao seu histórico de previsão do futuro. Portanto, neste caso, a inflação baixa prevê inflação baixa para o futuro.
O período de uso do URV como referência de valor e preço foi importante para que as pessoas se acostumassem com o novo. Isso marca o período de transição da hiperinflação para a inflação baixa. Assim, após a implementação da nova moeda, um mecanismo foi estabelecido para protegê-la: o câmbio flutuante e o sistema de metas de inflação. No regime de metas para a inflação, o Conselho Monetário Nacional passou a ser responsável pelo controle da quantidade de dinheiro em circulação na economia.
Quais as consequências desse Plano?

Além do controle da inflação, o Plano Real também trouxe consigo a possibilidade de planejamento e inovações financeiras do futuro. Sendo assim, estamos falando de toda e qualquer esfera do país; por exemplo, das contas públicas, até as contas pessoais e empresariais. Com os benefícios trazidos pela estabilização econômica e o Plano Real, vários setores foram acolhidos.
Além disso, o Plano Real possibilitou diversas reformas e melhorias institucionais e no sistema financeiro do Brasil; assim, trazendo mais credibilidade, solidez e consistência para as instituições e economias do país. Ainda, auxiliou no desenvolvimento do país e da diminuição da desigualdade social. Sendo assim, a nova moeda trouxe alguns benefícios, como aumento dos investimentos, expansão do crédito e da economia, criação de empregos formais e mais.
Inovações financeiras no sistema brasileiro
Nos últimos tempos, o Banco Central do Brasil tem promovido diversas inovações financeiras no sistema econômico do país. Inclusive, estas invenções poderiam ter sido inspiradas e baseadas no Plano de 1993. A implementação do PIX – sistema de pagamentos instantâneo é um desses casos. Além disso, tem também o Open Banking – sistema de compartilhamento de dados e operações financeiras entre várias plataformas.
Assim, como foi dito, essas inovações financeiras foram implantadas no Brasil acompanhando o sistema de implementação em fases adotado no Plano Real. Por exemplo, o PIX, implantado no fim do ano passado pelo BC, teve várias fases e contou com algumas instituições para desenvolver e testar o sistema. Sem contar no auxílio dos influenciadores digitais para o compartilhamento e descoberta da população acerca do funcionamento da plataforma.
Agora, a nova menina dos olhos do BC é o Open Banking; uma infraestrutura tecnológica do sistema financeiro aberto – como o próprio nome sugere. Essa plataforma busca deixar o sistema financeiro do Brasil mais eficaz, mais inclusivo e mais competitivo. Ou seja, colocar o cidadão no centro, onde ele passa a controlar seus dados pessoais e financeiros. Além disso, permitindo que ele compartilhe os dados com várias instituições autorizadas pelo BC. Demais, não é?
E então, o que acha das inovações financeiras do BC?
Desde a criação do Plano Real, da moeda e das bases de estabilização no setor de economia brasileiro, já se passaram 27 anos. Aliás, foi essa criação que possibilitou que hoje em dia o Banco Central crie diversas inovações financeiras; assim, dinamizando o sistema econômico nacional, como é o caso do PIX e do Open Banking.
Essas novas invenções prometem elevar o Brasil, em questões de desenvolvimento humano, econômico e inclusão social. Por fim, o futuro já está aqui!
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