Meios de pagamento; ouvir ‘crédito ou débito?’ não é mais tão comum!

Há algum tempo era muito comum as pessoas pagarem as compras utilizando um cartão de débito ou crédito; mas, no último ano – com o processo de digitalização – isso mudou muito. Assim, outros meios de pagamento estão sendo utilizados. Confira!

Meios de pagamento
Fonte: Google

Neste mundo cada vez mais digital, empresas, varejistas e empreendedores precisam se adaptar a novos hábitos de consumo. É preciso traçar estratégias diferenciadas para atingir o público e acompanhar o mercado, integrando o mundo físico e o mundo online. Não há dúvida de que o PIX é uma das principais modalidades, mas não é a única. Além das máquinas tradicionais de cartão de crédito e débito, a tecnologia também deve coexistir com outros meios de pagamento.

Há mais ou menos um ano atrás, os cartões tinham um reinado absoluto no setor comercial. E quase uma tradição nacional, ouvíamos o seguinte questionamento ao pagar uma compra: “Débito ou crédito?”. Contudo, a situação mudou um pouco e com isso, o mercado precisa mudar também. Então, nos dias de hoje é essencial que a tecnologia coexista com outras modalidades de pagamento; como link de pagamento, recorrência e muito mais.

A pergunta ‘crédito ou débito?’ pode estar com seus dias contados!

Para os consumidores brasileiros, é de praxe chegar ao caixa de uma loja ou estabelecimento comercial, tirar o cartão da carteira e ouvir a seguinte pergunta: “É crédito ou débito?”. Mas, também não é para menos: ao fim do ano passado, tinham quase 140 milhões de cartões de crédito ativos, 167 milhões de cartões de débito e, ainda, mais de 23 milhões de cartões pré-pago. Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Brasil.

Sendo assim, é possível compreender que os cartões eram reis absolutos dos meios de pagamento no Brasil. No entanto, isso começou a mudar no fim do segundo semestre de 2020, mais precisamente em novembro, quando o PIX foi lançado. Inclusive, a ferramenta completou um ano de vida neste mês e trouxe novidades; por exemplo, um mecanismo para facilitar o ressarcimento, caso alguma fraude aconteça.

No entanto, os cartões de débito e crédito ainda ocupam a primeira posição da lista de meios de pagamento mais usados pelos brasileiros. Contudo, ultimamente o celular – e a praticidade que o aparelho traz – tem começado a fazer com que uma das principais modalidades de pagamento se mostre ainda mais para as pessoas. Por exemplo, na China, 84% dos consumidores utilizou o smartphone para fazer pagamentos nos últimos 12 meses.

A digitalização dos meios de pagamento

Com a pandemia da Covid-19, a tendência da digitalização dos meios de pagamentos foi estimulada ainda mais; ou seja, o que aconteceria apenas em alguns anos, aconteceu em poucos meses. Afinal, a crise sanitária obrigou o isolamento social fazendo com que à adoção de meios de pagamento que diminuem o contato físico e o compartilhamento de objetos fosse impulsionada. Então, o uso de dispositivos eletrônicos para pagamentos está cada vez mais forte.

Quando o Banco Central lançou o PIX, o intuito era trazer para o mercado uma opção que ofereça mais segurança, mais agilidade e menos custos ao consumidor brasileiro no momento de realizar suas transações financeiras. É certo dizer que a meta foi alcançada com sucesso e, hoje em dia, a ferramenta está totalmente consolidada entre as pessoas. Já são mais de 348 milhões de chaves cadastradas e quase 2 bilhões de transações, conforme dados de outubro do BC.

Então, a tendência é que este número cresça cada vez mais. Segundo uma pesquisa realizada pela Fiserv: Experiência Brasileira com Serviços Financeiros, o PIX realmente está entre os meios de pagamentos preferidos da população. Metade das pessoas responderam que prefere o PIX e os cartões de débito e crédito para as transações. Além disso, o sistema de pagamentos instantâneo é visto como o mais seguro para realizar pagamentos.

Mudança de comportamento dos consumidores

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Fonte: Google

De acordo com pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) juntamente com o Sebrae, 67% dos entrevistados mudaram os meios de pagamento por conta da pandemia. Ainda, 45% das pessoas começaram a fazer mais pagamentos online, incluindo PIX e transferências bancárias. Por fim, 23% usaram mais cartões de crédito, 21% usaram mais cartões de débito e 5% usaram mais dinheiro.

Por outro lado, em 33% das pessoas entrevistadas não houve mudança de comportamento; segundo elas. A pandemia acelerou o processo de inovação tecnológica – e isso ficou bem claro – e as pessoas estão cada vez mais acostumadas a usar novas formas de pagamento. Assim, os bancos perceberam esta tendência e estão investindo cada vez mais em soluções que tragam segurança e praticidade. Ao mesmo tempo os lojistas também precisaram se adaptar; por isso, ampliaram as formas de pagamento oferecidas.

Por que o PIX é um dos meios de pagamento mais utilizados?

Como já dissemos por aqui, o contexto pandêmico e a digitalização dos meios de pagamento ajudam a explicar a grande adesão do PIX, por parte da população brasileira. Inclusive, essa modalidade ocupa a posição de segundo meio de pagamento mais usado pelos brasileiros – dados da pesquisa da CNDL e do SPC, em parceria com o Sebrae.

De acordo com o estudo, as modalidades de pagamento que os brasileiros mais utilizam são: dinheiro (71%); PIX (70%); cartão de débito (66%); e cartão de crédito (57%). Além disso, 83% das pessoas que utilizam a ferramenta PIX justificam sua preferência pela agilidade e praticidade em que é possível realizar as transações financeiras. A segunda maior razão é o fato de diminuir o contato físico com pessoas e máquinas e, por fim, a segurança que a modalidade oferece.

A instantaneidade é o motivo mais citado para o uso do PIX; 62% dos entrevistados afirmaram que a transferência do valor foi imediata. 57% mencionaram velocidade e praticidade. Outra vantagem reconhecida foi a isenção de taxas e tarifas, citadas por 42%. Além desses atributos, 22% mencionaram que evitam o contato com dinheiro, 21% afirmam que é mais seguro; e 19% mencionaram a vantagem de não ter que carregar dinheiro na carteira ou bolsa.

E o pagamento por QR Code?

Então, o pagamento por QR Code pegou? Ainda não. De acordo com a pesquisa da CNDL com o SPC e o Sebrae, menos de 20% das pessoas entrevistadas tem o hábito de pagar as compras utilizando QR Code.

Além disso, as principais razões para esta pequena porcentagem usar essa forma de pagamento é evitar contato com o dinheiro e a contaminação do coronavírus. Por outro lado, aqueles que ainda não usam, os maiores motivos são a falta de conhecimento e achar que os estabelecimentos não aceitam a modalidade.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.