Para a tristeza de muitos, os especialistas do mercado financeiro passaram a ver a inflação na máxima de 2022. As expectativas para o crescimento da economia do Brasil pioraram, infelizmente. Continue lendo nosso artigo para saber mais!

As projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passaram de 10,12% para 10,15% neste ano. Este é o 34º aumento consecutivo na projeção. A estimativa é do Boletim Focus, levantamento semanal do Banco Central (BC), que traz as expectativas da instituição para os principais indicadores econômicos.
A previsão para o ano de 2021 está acima da meta de inflação que deve ser acompanhada pelo Banco Central. O objetivo, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, com o mesmo intervalo de tolerância. Continue acompanhando o artigo até o fim!
O que é a inflação?
A inflação é uma conhecida antiga do povo brasileiro. Ela é uma taxa utilizada para explicar a elevação do preço de produtos, de serviços, de aluguel, de salário e também é a razão pelo qual o seu poder de compra é reduzido em determinados momentos. Mas o que é, exatamente, a inflação? Ela é, obrigatoriamente, um sinal ruim para a economia e para o bolso das pessoas?
De maneira resumida, a inflação é responsável por indicar o aumento generalizado ou consecutivo dos preços de diversas categorias de bens, serviços e produtos importantes – e que fazem falta – no dia a dia da população. Na economia, os especialistas chamam o conjunto dessas categorias de ‘cesta de produtos’ e inclui: habitação, alimentação, saúde, vestuário, despesas pessoais, comunicação e educação.
Ou seja, se em determinado mês a inflação for de 1%, isso quer dizer que o aumento médio dos preços das categorias que citamos acima no período também foi de 1%. No entanto, a elevação nos preços não é algo uniforme – dentro de cada categoria alguns elementos podem sofrer mais aumentos do que outros. A energia elétrica é um excelente exemplo nos últimos tempos.
Mercado financeiro prevê reajustes da inflação pela 34ª semana
O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil na última semana de novembro mostrou que o mercado financeiro elevou as expectativas de inflação pela 34ª semana consecutiva neste ano. A cotação anterior era de 10,12%, mas agora subiu para 10,15%. Especialistas consultados pela instituição monetária também elevaram a estimativa do IPCA para 2022, em contrapartida, a 19ª alta consecutiva de 4,96% para 5,00%.
Mesmo assim, a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano é ainda pior, passando de 4,80% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,78%. Para 2022, os economistas esperam que a atividade cresça 0,58%, ante 0,70% antes. Sob fortes pressões inflacionárias, o mercado financeiro espera que as taxas de juros sejam mais altas do que o esperado no início do ano, quando as taxas de juros estavam em um nível historicamente baixo, 2% ao ano.
O relatório Focus do BC, ao final deste ano era de 9,25%, e em dezembro de 2022 era de 11,25% – a mesma estimativa da pesquisa anterior. A expectativa é de que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima semana, a taxa Selic suba 1,5%, que é a sétima alta consecutiva da taxa básica de juros.
PIB e Câmbio

A projeção para o crescimento da economia brasileira era de 4,80% este ano, mas as instituições financeiras estudadas pelo Banco Central do Brasil reduziram essa projeção para 4,78%. Para o próximo ano, a estimativa para o Produto Interno Bruto – a soma de todos os serviços e bens produzidos no país – é de 0,58% de crescimento.
Em meados do mês de novembro, a expectativa de expansão do PIB era 0,70%. Já para os próximos anos, 2023 e 2024, os especialistas do mercado financeiro projetam a expansão em 2% para ambos. Referente ao câmbio, a estimativa para a cotação da moeda americana permanece em R$5,50 para o fim de 2021. Para o fim de 2022, espera-se que o dólar também se mantenha nesse patamar.
Taxa de juros
O Banco Central utiliza a Selic, a taxa básica de juros, como principal ferramenta para atingir a meta de inflação. Por exemplo, hoje, a Selic é estabelecida em 7,75% ao ano pelo Copom – Comitê de Política Monetária. A última reunião do Comitê acontece na primeira semana de dezembro, nos dias 7 e 8; assim, a previsão do mercado financeiro é que a taxa se eleve para 9,25% ao ano.
Para o fim do ano que vem, a expectativa é de que a taxa básica ultrapasse os 11% ao ano, mais precisamente que chegue a 11,25%. Além disso, para 2023 e 2024, a previsão da taxa Selic é de 7,75% e 7% ao ano, para os respectivos períodos. Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter o serviço aquecido, e isso gera reflexos nos preços pelo simples fato de os juros mais altos encarecem o crédito e, ainda, estimulam a poupança.
Além disso, as instituições financeiras consideram diversos fatores no momento de estabelecer os juros cobrados dos consumidores; por exemplo, lucro e despesas administrativas, risco de inadimplência e etc. Assim, quando o Copom diminui a Selic, o crédito tende a baratear. Assim como, à produção e o consumo recebem incentivo, o controle da inflação é reduzido e a atividade econômica estimulada.
Os problemas vão além do mercado financeiro…
Então, com a inflação e a alta de juros em dois dígitos, tentando frear essa inflação absurda, existe ainda a variante do Covid-19 que surgiu e ameaça se confirmar como mais uma preocupação. Alguns países da Europa já retomaram o isolamento social e o lockdown, outros já fecharam as fronteiras para turistas e imigrantes – o cenário assustador não pode voltar. Mas a preocupação dos brasileiros na área da economia é grande; a inflação totalmente descontrolada e o desemprego assustador assombram a população.
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