Comércio varejista com expectativa de crescimento para vendas do Natal

Após período complicado para o varejo, a expectativa para este ano é que o faturamento do setor aumente 5% com as vendas do Natal. Inclusive, o 13º salário maior é um dos fatores que irão impulsionar o comércio varejista. Acompanhe o artigo até o fim e saiba mais!

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Fonte: Google

Não tem como dizer que os últimos meses foram favoráveis para o varejo físico; afinal, as medidas restritivas do Covid-19 trouxeram consequências para o segmento. No entanto, o Natal traz grandes expectativas para o comércio varejista. Por exemplo, segundo estimativas da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio SP) o setor deve crescer 5% nesse último mês do ano.

Caso haja a confirmação dessa projeção, o setor varejista de SP deve alcançar 91 bilhões de reais em vendas no período natalino; ou seja, mais de R$4 bilhões a mais do que no mesmo período do ano passado. Para a Fecomércio SP, o pagamento do décimo terceiro salário é o fator principal a impulsionar esses números. Além disso, o funcionamento comum das lojas e a maior oferta de crédito também podem interferir nesse índice.

Impactos da pandemia no setor do comércio varejista

O último ano foi marcado pela pandemia do Covid-19, que de alguma maneira impactou a vida de todas as pessoas, e em diversas situações criou um conflito entre a segurança pública e a economia. As empresas foram obrigadas a se reinventar; inclusive, muitas não conseguiram se manter diante desse caos. Para este ano, com a imunização em massa, os sentimentos foram substituídos por esperança – mas ainda existe a certeza de que não acabou.

Diante da necessidade de implementação de medidas de isolamento social, a sociedade como um todo precisou implantar diversas mudanças na maneira de comprar e vender. Nesse cenário de crise, infelizmente, muitos tiveram perdas amargas. Por exemplo, pesquisas mostram que, em 2020, mais de 70 mil comércios fecharam as postas; especialmente os setores de vestuário, livrarias e peças automotivas.

Contudo, mesmo com o mar de incertezas que pairou sobre o setor econômico, também tem aqueles que, de alguma forma, conseguiram aproveitar alguma oportunidade do mercado e criaram novos negócios ou, ainda, ampliaram algo já estabelecido. Os setores que mais se destacaram no comércio varejista foram: vestuário, calçados e acessórios; cabeleireiros, manicure e pedicure; setor alimentício – consumo domiciliar e em restaurantes.

13º salário pode influenciar o aumento das compras

Dois são os fatores que justificam o aumento da injeção de décimo terceiro salário. Em primeiro lugar, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu significativamente (condição necessária para a obtenção desse adicional) e, em segundo lugar, além de grande parte dos empregados do setor privado, aposentados e pensionistas que receberam em meados do ano passado o pagamento integral.

Ao injetar benefícios de acordo com os padrões pré-pandêmicos, os R$9,5 bilhões obtidos com os recursos devem ser usados ​​para consumo no comércio varejista nesta época do ano. Ou seja, a economia cresceu R$3,1 bilhões, o que significa um aumento de 47% em relação ao ano anterior, respondendo por 74% do aumento mensal projetado de R$4,2 bilhões em relação a dezembro de 2020.

Apesar das perspectivas otimistas, é necessário considerar um conjunto de fatores que podem impactar negativamente as expectativas de tendências fortes e sustentadas no final do ano e nos próximos meses. Ou seja, o aumento contínuo do nível de endividamento das famílias, aliado à alta da inflação e ao desemprego, tem levado à queda da renda total. Portanto, o desempenho das vendas em dezembro deve estar relacionado à comparação dessas variáveis ​​positivas e negativas.

Reequilíbrio do comércio varejista

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Fonte: Google

A Fecomércio SP realizou algumas pesquisas sobre o comércio varejista e, com as avaliações, algumas estimativas foram criadas. Vamos falar desse assunto em detalhes um pouco mais para frente, segura a ansiedade! Mas, de antemão, é possível afirmar que se essas estimativas se confirmarem o resultado de dezembro será considerado bastante satisfatório.

Neste ano, o comportamento das vendas de diversos segmentos do comércio começou a apresentar sinais de reequilíbrio das diferenças; ou seja, podendo sintetizar uma particularidade básica daquilo que o ano está indiciando. Além disso, as atividades mais atingidas do varejo estão indicando uma reação que, embora ainda estejam em níveis abaixo do período pré-pandêmico, ao menos apresentam um alento para esses setores e a cadeia produtiva que os rodeia.

Setor de vestuário deve ter bom movimento de vendas

Dentre as atividades do comércio varejista, o segmento que promete ter o melhor movimento de vendas no período natalino é o de vestuário; com expectativa de crescimento de quase 30%, se compararmos com o mesmo período em 2020 – quando foi apresentado uma queda de 22%; sendo assim, o pior desempenho entre todas na situação.

Por outro lado, também existem aquelas categorias que possuem grandes chances de alcançarem destaque negativo: os supermercados, com -2%; as perfumarias e farmácias, com -3%; e, por fim, as lojas de móveis e decoração, com -5%. Em relação aos supermercados, vale destacar o diferente contexto em comparação com o ano de 2020; já que, naquele período, devido ao aumento de casos do corona vírus, as maiores restrições favoreciam o aumento do setor.

Por outro lado, com o impacto da inflação – em especial para as classes baixa e média baixa – existe uma limitação para grandes aumentos nas vendas, inclusive de bens não supérfluos; ou seja, aqueles essenciais. Foi possível perceber isso no segundo semestre do último ano; além desses últimos meses de 2021, quando ficou clara a desaceleração da taxa de aumento de vendas.

Faturamento real do estado de SP

Então, para finalizar, o Fecomércio SP e o IBGE soltaram suas estimativas de vendas para o mês de dezembro de 2021. Veja alguns setores: lojas de calçados, vestuários e tecidos R$8.536.792; motos, veículos, partes e peças R$11.409.932; supermercados R$30.593.992; lojas de eletrônicos e eletrodomésticos R$8.446.572; farmácias e perfumarias R$6.992.025; materiais de construção R$6.272.891; lojas de decorações e móveis R$1.528.547; outras atividades R$17.203.900. Sendo assim, alcançando um total de R$90.984.651 – valor 5% maior em comparação ao mesmo período do último ano.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.