NFT; o ativo responsável por movimentar o mundo novo das artes

O setor de NFT está revolucionando o mundo artístico com volumes de negociações que ultrapassam US$60 milhões. O certificado digital bate recorde em leilões e chama a atenção dos artistas. Ficou curioso sobre o assunto? Saiba mais aqui!

NFT ATIVO
Fonte: Google

Você sabe o que é NFT e o que isso significa no mundo das obras de arte? Então, é uma sigla que, em português, quer dizer tokens não fungíveis. São certificados digitais exclusivos, como vídeos, fotografias ou qualquer outro modelo de produto digital que possua um certificado de propriedade e, ainda, possam ser considerados únicos. Isso tem feito esses ativos atingirem recordes e mais recordes em leilões de arte.

Por exemplo, em março deste ano, um ilustrador de 41 anos, Mike Winkelmann de Wisconsin, mais conhecido por seu pseudônimo: Beeple, comercializou uma de suas criações por nada mais nada menos que US$69,3 milhões. Essa foi a primeira obra de arte existente somente no mundo virtual e no formato de ativo digital. Além disso, essa é a obra mais valiosa desse tipo até o momento. Continue acompanhando o artigo até o final!

NFT e criptoarte; como isso tudo funciona?

NFT é a sigla para ‘non fungible token’, ou “token não fungível”. São tokens, ou seja, códigos digitais com registros de transmissão digital que garantem a autenticidade de seus titulares. Na prática, eles funcionam como itens colecionáveis ​​e não podem ser reproduzidos, mas apenas transferidos. Ao contrário das criptomoedas, como Bitcoin e vários tokens de utilidade, os NFTs não são intercambiáveis.

Os tokens insubstituíveis representam algumas coisas específicas e pessoais, têm “cartões de autenticidade” e não podem ser substituídos. Por exemplo, um real é fungível – troque um real por outro e você obterá exatamente a mesma coisa. No entanto, um cartão comercial é exclusivo e insubstituível. Se você trocar para um cartão diferente, obterá algo completamente diferente.

Então, é possível ser qualquer coisa virtual, mas muito do sucesso gira em volta da arte digital. Eles podem representar digitalmente qualquer tipo de item – seja real ou intangível.  Esse é o conceito por trás desses certificados: são como uma assinatura digital que transforma qualquer tipo de mídia digital — um GIF ou JPEG, fotografias, vídeos, mensagens, arquivos de áudio — em um bem não-fungível.

O admirável mundo novo da arte

Como mencionamos no início do artigo, o valor de 69 milhões de dólares da obra vendida de Beeple, mostra a escala em que os ativos digitais estão introduzindo uma nova forma de fazer, vender, distribuir e consumir obras de arte em todo o mundo. O NFT não é apenas um arquivo digital, mas está registrado na plataforma blockchain, o que permite aos colecionadores garantir a propriedade e autenticidade da obra de arte.

Além de empresas tradicionais, como a casa de leilões Christie’s, novas plataformas também foram estabelecidas, como a OpenSea, que é uma das maiores plataformas do mundo. De janeiro a agosto de 2021, as vendas de NFT ultrapassaram US$4 bilhões por ano. Assim, para alguns artistas, vivemos um momento disruptivo, não só no mercado colecionador, mas também no estabelecimento de uma nova plataforma de arte com características próprias.

Em setembro, Monica Rizzolli, artista nacional, arrecadou quase R$29 milhões em um leilão, através da plataforma Artblocks, da coleção Fragments of an Infinite Field, formada por mais de 1.000 peças que mudam conforme a estação do ano — algo que seria impossível numa obra versão física. Por fim, a ideia é que isso, em breve, se torne muito comum; ou seja, colecionadores e museus usarão TVs para expor as obras de arte.

Como o NFT tem transformado o mundo das artes?

NFT ATIVO
Fonte: Google

O mundo está passando por um momento disruptivo; isso fez com que todos parassem para repensar as maneiras de trabalhar, negociar e produzir. Com o ‘smart contract’ ou ‘contrato inteligente’, no formato NFT, é possível acompanhar até o fim para onde as artes vão; ou seja, dá para saber quem comprou, de onde adquiriu, qual valor, se revendeu novamente, a quantia paga e com quem está. Sendo assim, é possível acompanhar de forma autêntica e segura.

Portanto, não existe mais aquela coisa que as pessoas tem o costume de dizer: “Ah, vamos negociar”. Agora, com o contrato inteligente virtual, a negociação é realizada completamente pela internet por meio de um sistema hiper seguro, com os dados do interessado. Então, não tem como burlar o mercado financeiro. Os NFTs não são algo complicado, as pessoas é que não tem conhecimento. No futuro será algo tão simples quanto enviar um e-mail.

Um pouco mais sobre token x colecionadores

A obra de arte se torna um ativo e dá manter ela na carteira ou então ser exposta; como se fosse um quadro normal em uma TV de última geração. Ou seja, é possível ter uma televisão incrível em casa e comprar um trabalho maravilhoso, colocar na tela e nem perceber se é um quadro ou uma TV. O certificado digital se torna seu e futuramente pode ser vendido. Por exemplo, o comprador está no Japão e o vendedor no Brasil – isso não é um problema.

Assim, como a obra é virtual, ela vai automaticamente para a carteira do comprador. Entendeu? Então, não existem mais aqueles trâmites de embalar a obra, lidar com a alfândega, com o transporte, a necessidade de um seguro, questões de restauração da arte e armazenamento. Ademais, o NFT traz a comodidade de um colecionismo bem mais barato. E para vender a obra também é muito mais fácil, o mercado é amplo e mundial.

Veja como é simples: basta adicionar a obra de arte em uma plataforma e divulgar a mesma; por exemplo: “Eu tenho uma obra Picasso, digital, que está valendo 10 milhões. Quem deseja comprar?” Isso tudo acontece diretamente entre o vendedor e o comprador da obra, sem a necessidade de passar por uma casa de leilão ou galeria de arte. Esse ramo é sustentável e permite que qualquer colecionador do mundo compre uma obra, sem burocracia, pagando em Ethereum.

Esse certificado digital pode ser um bom investimento financeiro?

Uma média de 90% das plataformas que comercializam obras de arte fazem o uso de um dos criptoativos mais conhecidos: o Ethereum. Sendo assim, para os investidores, pode ser uma opção de ganho duplo. Ou seja, eles podem receber lucros da valorização da criptomoeda e também com a valorização da obra de arte, caso aconteça. Contudo, todo ativo tem seus riscos, e com o NFT não seria diferente. Mas, não se preocupe! Com o avanço da tecnologia os riscos são mitigados.

Gostou do nosso artigo? Aproveita e compartilha o artigo em suas redes sociais, com os seus amigos e ainda com todos os seus familiares. Mas não esqueça de retornar ao blog e aproveitar outros conteúdos. Nosso Blog existe para te informar e ajudar você a mudar sua vida financeira.

Written By

Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.