O último ano foi marcado por consolidadores no setor de investimentos, com bancos, corretoras e instituições financeiras notando que os consumidores desejam mais transparência sobre suas aplicações e conteúdo personalizado. O Open Banking é a ferramenta ideal. Confira!

É certo dizer que o tempo do compartilhamento de dados é pauta crescente na área de serviços financeiros. Por exemplo, um dos últimos lançamentos mais interessantes desse meio foi a implementação do meio de pagamento instantâneo PIX. Mas, as novidades não param por aí! Teremos outras facilidades que prometem revolucionar o mercado financeiro e oferecer melhores condições aos clientes; o Open Banking é uma dessas facilidades.
Embora o PIX seja uma operação mais simples de se compreender, o conceito da funcionalidade que iremos abordar no artigo de hoje pode ser um pouco mais complexo. Afinal, envolve diversas melhorias que prometem impactar – de forma positiva – a vida dos consumidores brasileiros. Você conhece essa funcionalidade? Quais as mudanças para o consumidor? Acompanhe o artigo até o final e descubra todas essas respostas!
O que é o open banking?
Então, de maneira simples, o Open Banking é um modelo de negócios baseado na adoção de ferramentas de tecnologia, padronizadas e amplas. O papel dessa ferramenta é incentivar um maior fornecimento de serviços e produtos financeiros ao público – além de maior qualidade também. A tradução literal do termo significa ‘sistema bancário aberto’; ou seja, o princípio é simples: permitir que o consumidor tenha mais liberdade e autonomia com seus dados.
Na verdade, a base desse modelo de negócios é bem simples: o mercado financeiro, como um todo, deveria adotar um nível de tecnologia padrão – uma maneira de comunicação fácil que possa facilitar a portabilidade de dados financeiros. Essa tecnologia é conhecida como API, ou application programming interface. Sua utilização promete trazer mais competição a um segmento do mercado financeiro que é super concentrado.
O Reino Unido é um dos países nos quais o Open Banking já se tornou uma realidade. Além do mais, Austrália, Estados Unidos da América, Japão, Hong-Kong e União Europeia também são alguns locais que já estudam maneiras de implementar e desenvolver esse sistema. Por fim, o Brasil não podia ficar de fora dessa lista! Nosso país já começou a implementação desse sistema e as expectativas são muito boas.
As vantagens desse modelo de negócio
Não existe apenas um modelo de Open Banking. Na verdade, vários países pelo mundo têm estudado maneiras de implementá-lo. Contudo, existem algumas vantagens gerais características dos princípios mais básicos dessa ferramenta:
- Mais autonomia e liberdade: hoje, existe uma grande burocracia interna das financeiras e ao tentar mudar de banco isso é notável. Além disso, quanto mais tempo de relacionamento o cliente tiver com uma instituição, mais informações a mesma possui sobre o cliente. O Open Banking não quer prender o cliente nesse sistema.
- Menos gastos e custos: as APIs abertas desenvolvem um sistema bem mais integrado, onde pode ser possível eliminar os intermediários; assim, os processos se tornam mais baratos e ágeis.
- Mais competição: o Open Banking diminui a barreira de entrada para novos produtos e serviços financeiros, gerando um ambiente mais competitivo e com mais alternativas para os consumidores.
Além desses benefícios, também existem outros pontos de atenção relacionados ao Open Banking – especialmente sobre a segurança das informações. Diante disso, o primeiro – e mais importante – passo na criação de um sistema desse modelo de negócios é assegurar aos usuários um ambiente completamente seguro. Afinal, estamos falando de dados e informações importantes.
Mudanças para o consumidor

Os sistemas das diferentes instituições bancárias não se conversam e, por esse motivo, é mais complexo para uma empresa analisar o histórico de possíveis clientes. Sendo assim, com o Open Banking se torna possível que as financeiras tenham conhecimento sobre o perfil de um determinado cliente; além de saber quais os serviços financeiros que essa pessoa utiliza e os possíveis interesses do consumidor.
Com isso, as companhias vão buscar melhorar as experiências ofertadas ao público, oferecendo serviços e produtos que se encaixem no perfil de cada um deles. Além disso, quando o consumidor procurar instituições para conseguir ofertas, aumentam as condições de obtenção de juros menores e, ainda, terá mais chances de ter mais agilidade na aprovação de crédito, por exemplo. Ou seja, a oferta de produtos e serviços será cada vez mais exclusiva e personalizada.
Consolidadores de investimentos estão prontos para o Open Banking?
O número de corretoras da bolsa no Brasil agora ultrapassa 100. À medida que os produtos de investimento continuam a crescer e a concorrência aumenta, é comum encontrar pessoas que têm contas abertas em várias. Inclusive, prova disso é que a quantidade de contas de pessoas físicas na B3 é um pouco maior do que o número de CPFs cadastrados: 4 milhões de contas para 3,4 milhões de CPFs.
Para administrar essa disseminação de mudanças, os brasileiros estão cada vez mais se voltando para aplicativos de consolidação de investimentos, que prometem centralizar as informações de investimento dos usuários de todas as instituições financeiras e corretoras em um só lugar. O objetivo é claro: entender completamente o valor investido em diferentes produtos – fundos de investimento, ações, títulos de renda fixa, produtos de pensão, criptomoedas e contas virtuais.
A maior vantagem é a capacidade de monitorar de perto a rentabilidade e a volatilidade do portfólio, além de visualizar sua diversificação; ou seja, mais fatores para decidir por aumentar ou diminuir uma posição. Mas isso já passou; os aplicativos têm trabalhado muito para oferecer novos serviços nos últimos dois anos. Os principais apps de consolidação de investimentos são: Smartbrain, Kinvo, Gorilla, Real Valor e IM + (antigo Fliper).
É seguro compartilhar dados?
Por fim, para toda e qualquer instituição financeira participante do Open Banking existem condições básicas que asseguram a segurança, autenticidade e sigilo de todas as informações compartilhadas. Além disso, existem também outras regras e exigências relacionadas à implantação de segurança cibernética. Tudo foi minimamente pensado para que os usuários tenham total autonomia sobre seus dados pessoais e a segurança necessária para compartilhar dados e contratar produtos financeiros.
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