Real digital vem aí! BC planeja moeda virtual para 2022

Com o avanço dos criptoativos pelo mundo, as tradicionais instituições financeiras se viram na obrigação de se adequarem ao mercado financeiro. Assim, o Banco Central está preparando uma moeda virtual para o ano que vem. Saiba mais sobre o real digital!

BC planeja moeda virtual para 2022
Fonte: Google

Fazer a programação de uma geladeira inteligente para comprar os produtos que estão em falta ou ter os produtos cobrados de forma automática quando são colocados no carrinho de compras do supermercado sem a necessidade de passar pelo caixa podem parecer coisas futurísticas. Contudo, fazem parte de algumas promessas do BC para uma realidade próxima; inclusive, o real digital se encontra nesse meio.

Depois do sucesso da ferramenta de pagamento instantâneo, o Pix, o Banco Central deseja ampliar os meios de pagamento no Brasil – a versão digital da moeda brasileira é prova disso. A autoridade monetária lançou recentemente um laboratório para analisar as possibilidades de uso e a habilidade de execução de projetos com a moeda virtual. Além disso, a instituição prevê o início dos testes até o fim do próximo ano, 2022. Confira!

Como será o real digital?

As moedas digitais não são legais no território brasileiro; no entanto, o Banco Central do Brasil está trabalhando no desenvolvimento de alguns projetos para abrir as chances de legalização dessa nova forma de pagamento. Sim, isso mesmo que você leu! Há pouco tempo, o BC divulgou que está preparando a utilização de moedas virtuais com testes já para o próximo ano.

Inclusive, a autoridade monetária já definiu algumas diretrizes e normas para o real digital. Por exemplo, a moeda digital irá funcionar da mesma forma que o real em papel – em relação a sua cotação, por exemplo; contudo, ela só poderá ser utilizada em operações eletrônicas. Além disso, serão armazenadas nas carteiras digitais das instituições bancárias e financeiras. Exatamente como os criptoativos que já circulam pelo mercado.

Ou seja, exatamente como os criptoativos que já circulam pelo mercado. No Brasil, a expectativa é de que o real digital evolua a inovação, desenvolvendo soluções que, com o dinheiro em papel, não eram viáveis ou ainda barateando as soluções já existentes. O que você tem achado da notícia? Alguns países, como Bahamas, já estão adotando o uso de moedas digitais – uma solução positiva para a economia.

Possibilidades de uso da moeda

A Febraban – Federação Brasileira de Bancos desenvolveu um grupo de trabalho para discutir acerca do real digital e, com o auxílio de uma consultoria, foram encontradas 26 prováveis maneiras de utilização para a moeda virtual no mundo. No caso do Brasil, é possível dividir essas funcionalidades em três grandes grupos: delivery, internet das coisas e ‘tokenização’.

O primeiro grupo, como já foi dito, seria o delivery x pagamento; ou seja, soluções financeiras que possibilitariam que o pagamento de uma encomenda fosse realizado ao mesmo tempo de sua entrega. Uma boa ideia, não é? Já o segundo grupo se refere aos meios de pagamento relacionado à internet das coisas; por exemplo, o caso da geladeira inteligente, onde as máquinas tomam decisões baseadas em algum evento real.

Por fim, o terceiro e último grupo diz respeito ao processo de tokenização de investimentos convencionais; isto é, aqueles investimentos representados no ambiente virtual e negociados por blockchain. Neste caso, a vantagem é que é possível dividir o token em partes, com valores um pouco mais acessíveis para grande parte da população brasileira. Até o fim do ano a Febraban terá em mãos os melhores projetos, essa é a expectativa.

Diferença do real digital para outras criptomoedas

BC planeja moeda virtual para 2022
Fonte: Google

O BC ainda não definiu a tecnologia utilizada na moeda virtual; no entanto, o caminho mais provável é o blockchain, aquele mesmo usado em outros criptoativos, como o bitcoin. Mas, diferentemente dessa e de outras criptomoedas, o controle do real digital é do Banco Central do Brasil; ou seja, essa novidade será uma Moeda Digital do Banco Central – na sigla em inglês, CBDC.

Em resumo, esse meio de pagamento será oficialmente reconhecido como moeda do Brasil. Então, isso quer dizer que o valor do real digital estará sempre ligado ao mesmo valor do real convencional. Por outro lado, as criptomoedas são um ativo com valor instável, e não moedas correntes; sendo assim, é preciso convertê-las por uma moeda tradicional, seja real ou até dólar. Ainda, outros países também projetam criar sua própria moeda digital.

Passo a passo para a inscrição de projetos

No início do ano que vem, de 10 de janeiro a 11 de fevereiro, estará aberto o edital para a inscrição de projetos ligados ao real digital no laboratório desenvolvido pela Fenasbac – Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central – juntamente com o BC. Essa seleção busca priorizar aqueles modelos de negócios que tragam bons resultados para o sistema financeiro atual e que possuam capacidade de execução durante o processo.

O BC já tem feito algumas pesquisas e está entrando em contato com algumas fintechs e instituições bancárias. A autoridade monetária possui um leque de ideias, mas é preciso saber onde existe interesse do mercado financeiro em atuar para que exista um norte; assim, facilitando o caminho necessário para desenvolver a tecnologia adequada.

Então, escolherão e anunciarão as propostas mais interessantes no início do mês de março; logo depois, no período de 28 de março a 29 de julho, será a fase de execução do projeto. Nessa etapa, juntamente com voluntários do mercado e da academia, os servidores do BC acompanharão a evolução dos projetos de 15 em 15 dias. Por fim, o BC espera que já tenha alguns produtos maduros para o mundo real, ao final desse processo.

A moeda virtual do BC traz vantagens para os consumidores

Por fim, conforme pesquisas feitas pelo Jornal Estadão, a novidade do Banco Central pode tornar mais ágil e mais barata a criação de contratos de empréstimos com condições especiais; por exemplo, com redução dos prazos para pagamento ou ainda parcelas em determinados meses. Além disso, o real digital pode favorecer a integração dos sistemas de pagamentos internacionais; assim, facilitando operações em outros países com conversão imediata.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.