Tesouro Prefixado: retorno alto não é animador para investidores

Com a alta da Taxa Selic, buscando o controle da inflação, os ativos de renda fixa estão oferecendo rendimentos cada vez mais atrativos. Por exemplo, estão sendo proporcionados títulos do Tesouro Prefixado com mais de 11% de retorno ao ano! Confira.

tesouro prefixado
Fonte: Google

Nos últimos tempos, estão aparecendo por aí diversas ofertas de títulos públicos com rendimentos altos. Isso acontece em decorrência do aumento da taxa básica de juros (Taxa Selic), que é elevada como uma forma de tentar controlar a inflação. Ultimamente, as taxas de papéis do Tesouro Prefixado estão acima de 11%; contudo, os olhos dos investidores não estão brilhando para esses ativos.

A rentabilidade é boa, qual a razão de os investidores não estarem animados? Assim como qualquer investimento, é preciso estar atento a alguns detalhes. Com os títulos prefixados não seria diferente! Fatores muito importantes a serem considerados são a inflação e a Taxa Selic. Se essas taxas continuarem a subir, de fato, esse investimento não é tão vantajoso. Quer saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando nosso artigo!

O que é o Tesouro Prefixado?

É necessário ter em mente que mesmo as aplicações conservadoras de renda fixa podem não entregar a transparência completa sobre o seu retorno, em determinado prazo. Isso porque grande parte das aplicações de renda fixa estão ligadas a juros, dólar e a inflação. Então, como esses indexadores variam com o tempo, é impossível conhecer o rendimento no momento de investir. Contudo, existe uma categoria dentro da renda fixa que possui retorno prefixado: o Tesouro Prefixado.

Esse é um título do Tesouro Direto que, no momento da aplicação, já possui a rentabilidade estabelecida. Ou seja, na data da compra o investidor já sabe exatamente qual será o rendimento na data de vencimento do título. Entendeu? Então, o Tesouro Prefixado é um investimento da categoria renda fixa assegurado pelo governo federal – visto que a instituição responsável por sua emissão é o Tesouro Nacional.

Assim como o próprio nome já diz, a taxa de juros desse investimento é fixada no ato da compra. Diferente de outras aplicações do Tesouro Direto, onde a rentabilidade está relacionada com um indexador; por exemplo, a Selic e o IPCA. Este é um papel recomendado para aqueles investidores que acreditam que a taxa prefixada será superior a inflação e a taxa básica de juros naquele período.

Alta rentabilidade desses ativos não atraiu investidores

Nos últimos meses, os títulos do Tesouro Prefixado têm feito de tudo para chamar a atenção dos investidores: rentabilidade acima de 11% ao ano, taxas na casa dos 12% e, por bem pouco, não atingiram os 13% de rentabilidade. Se compararmos com os valores do início deste ano, é possível considerar os juros altos. Contudo, nada disso adiantou. Os investidores não estão muito animados com esse retorno.

De acordo com o Tesouro Nacional, esses foram os ativos menos vendidos nos últimos meses; ao contrário do papel mais cotado: IPCA+. Na verdade, não é necessário ser o maior investidor ou um grande entendedor de finanças para saber o principal motivo de tudo isso: a inflação. Segundo o IBGE, o IPCA-15, conhecido como a prévia da inflação brasileira, ficou em 1,17% no mês de novembro; ante 1,20% em outubro.

A alta dos preços pode ser a explicação do motivo de o grupo mais requisitado pelos investidores ter sido o indexado à inflação – ou seja, o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais – no mês de outubro; da qual participação nas vendas atingiu 46,7%. Por fim, on títulos indexados a taxa básica de juros equivaleram a 37,8% e os prefixados, 15,5%.

Vendas do Tesouro Direto

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Fonte: Google

Não é muito difícil compreender a estratégia defensiva dos investidores, com relação a esses títulos. Na verdade, os números apresentam bem isso. Com a aceleração veloz da Taxa Selic e da inflação, os investidores ficaram um pouco mais cautelosos. Por outro lado, os títulos IPCA+ e Selic os mantêm mais protegidos e com um pouco mais de segurança diante desse aumento. Sendo assim, o Tesouro Prefixado se torna um risco no cenário atual.

A realidade é que os títulos prefixados não são indicados para ciclos de juros em alta – exatamente como o que está acontecendo agora. Pois se o investidor realizar apostas nesses títulos com as atuais taxas, o retorno médio pode ser menor do que a taxa básica e juros efetiva, caso a Selic ultrapasse a que foi contratada para o período. Por fim, especialistas afirmam que os investidores precisam se questionar – e se basear – na inflação e na taxa básica de juros.

Perspectivas para o futuro

Para solucionar essa questão, o governo pretende travar a inflação em 7,5%. Caso esse patamar seja alcançado, os títulos do Tesouro Prefixado com mais de 11% ao ano de rentabilidade podem se tornar investimentos vantajosos. Quanto mais o governo conseguir diminuir a inflação, mais interessante e atrativo se tornarão esses títulos aos olhos dos investidores do mercado financeiro.

Contudo, considerando o atual cenário, é um tanto quanto complicado crer que a inflação será facilmente controlada. Afinal, com a crise econômica causada pela pandemia do Coronavírus, muitas coisas aconteceram sem planejamento – obviamente. Sendo assim, mesmo que haja um aumento da taxa de juros oferecida pelos títulos públicos, o mercado não consegue absorver esses títulos. Então, existe muita incerteza e insegurança por trás de tudo isso.

Por esse motivo, investir em títulos do Tesouro Direto Prefixado, neste momento, pode não ser a melhor escolha; visto que a inflação tende a subir ainda mais. Se é do seu interesse investir nessa área, uma dica é aguardar algum sinal de que o governo está conseguindo ter um maior controle sobre a taxa de juros. Só assim esses investimentos podem trazer benefícios para você – e para seu bolso.

Como investir no Tesouro Prefixado?

Então, se interessou pela rentabilidade dos ativos e quer investir no Tesouro Prefixado? Primeiramente, é necessário possuir uma conta em um banco ou corretora de investimentos. Em seguida, é preciso realizar o cadastro para acessar à plataforma do Tesouro Direto. Feito isso, basta selecionar o título de interesse e a quantia para investir. Ainda, é possível realizar aplicações e acompanhar os investimentos na própria instituição financeira, no site e no app oficial do Tesouro. Simples, não?

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.