O governo limitou o uso de termoelétricas e também a importação de energia. Por isso o impacto na conta de luz deve ser menor. Porém, o cenário ainda é de aumento.

Nos últimos meses pudemos notar um aumento muito grande nas contas de energia elétrica em todo o Brasil. O impacto no bolso dos brasileiros chegou de forma repentina e não deu descanso. Com a conta de luz nas alturas, muitos consumidores optaram por diminuir o consumo ao máximo possível. Principalmente em um cenário de inflação intensa, como estamos vivendo.
Agora, com a notícia de uma possível desaceleração no aumento da energia, a expectativa do consumidor é que a próxima boa notícia seja de uma queda no valor. Porém, são muitos os fatores que podem influenciar para o aumento ou para a diminuição da cobrança pelo serviço de energia elétrica. Entenda com mais detalhes toda essa movimentação do setor. Acompanhe a seguir.
Entenda Por Que a Conta de Luz Subiu Tanto
Em meio a um cenário de inflação nas alturas, a conta de luz é um dos ítens que mais pesou no bolso dos consumidores. Desta forma, o jeito que muitos brasileiros encontraram para tentar diminuir o impacto no orçamento, foi poupar energia de todas as maneiras que fosse possível. Mas, a pergunta que todos querem a resposta é: por que esse aumento tão alto de uma só vez? Por que a situação só piora? Existe uma previsão para um alívio?
A explicação não é novidade: os reservatórios das usinas hidrelétricas estão afetados por uma crise hídrica. Essa crise se deu pela pior estiagem no Brasil dos últimos 91 anos, de acordo com o ONS. Diante de tal crise, foi preciso acionar usinas termelétricas. Dessa forma, essa ajuda é necessária para suprir a demanda do país. Porém o custo dessa compensação é alto. Consequentemente, o valor é repassado aos consumidores.
O impacto sentido pelos brasileiros, não era visto neste patamar há muito tempo. Afinal, o custo gerado pela crise ocasionou o acionamento da bandeira vermelha nas contas de energia elétrica. Logo em seguida, a bandeira vermelha alcançou o patamar 2, considerado o nível máximo de cobrança aos consumidores.
Governo Brasileiro Toma Medidas Para Conter Esse Aumento
Com a inflação nas alturas, crise econômica, e agora, crise hídrica, que vem disparando o preço da conta de luz, o governo brasileiro resolveu adotar medidas a fim de conter o aumento acelerado das tarifas de energia elétrica no Brasil. Sendo assim, o governo decidiu limitar o uso de termoelétricas, um dos principais motivos para o aumento da tarifa. Além disso, a decisão também impõe limite para importar energia de países vizinhos.
Dessa forma, a pretensão do governo é evitar um impacto maior na inflação e nos bolsos dos consumidores. Contudo, ainda é previsto que o valor da conta de luz continue aumentando, mas em ritmo menor do que o atual. No entanto, as medidas adotadas pelo governo podem contribuir para um possível alívio para a população, visto que as previsões de chuva para os próximos meses, são bastante positivas.
Porém, ainda não é possível afirmar nada, já que tudo depende de como os reservatórios podem reagir daqui pra frente. Mas, a expectativa de melhora é bastante positiva. Principalmente porque entramos no período úmido, que tem previsão para durar até abril, onde as chuvas são favoráveis para amenizar a atual crise hídrica.
Confira Como Funciona as Bandeiras Tarifárias

O valor da conta de luz está diretamente ligado não só ao consumo, mas também à situação hídrica do país. Isso acontece porque o Brasil conta com um sistema que pode aumentar a cobrança, de acordo com a situação dos reservatórios. Dessa forma, incentivando a economia de energia por parte dos consumidores.
Sendo assim, o sistema conta com bandeiras tarifárias definidas pela Aneel. Confira os 4 níveis das bandeiras:
- Verde: sem cobrança extra;
- Amarela: a cada 100 kWh/mês há uma tarifa de R$ 1,343 extra;
- Patamar 1 Vermelha: a cada 100 kWh/mês há uma tarifa de R$ 4,169 extra;
- Patamar 2 Vermelha: a cada 100 kWh/mês a tarifa adicional é de R$ 6,243.
Como Fica os Encargos da Conta de Luz
As medidas adotadas pelo governo para desacelerar o aumento da conta de luz, repassado aos consumidores, são consideradas válidas, segundo especialistas do setor elétrico. Mas a princípio, ainda não há uma queda nos valores. Visto que, na situação atual, a conta continua aumentando. Pois, enquanto tiver encargos, as tarifas extras serão cobradas.
Então, na prática, as medidas servem para aumentar menos a cobrança. Ou seja, desacelerar esse aumento, que só tende a piorar. Contudo, o limite imposto pelo governo, dá preferência para, à medida que for sendo necessário, que sejam acionadas as termoelétricas mais baratas. Dessa forma, é possível reduzir os encargos que geram aumento.
Mas vale lembrar, que ainda há muitas térmicas sendo operadas. Principalmente, se comparado ao mesmo período, antes da crise. Pois, normalmente poucas térmicas são acionadas nessa época do ano. Por isso, as medidas de contenção ainda não podem proporcionar uma queda nas tarifas. Mas, é um primeiro passo para começar a conter o impacto na economia.
Previsão para o início de 2022
Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) os encargos das bandeiras tarifárias não têm suprido os custos do impacto da crise hídrica atual (a maior em 90 anos). Sendo assim, devem ser feitos reajustes para as tarifas repassadas ao consumidor. Dessa forma, a Aneel prevê um aumento considerável para o próximo ano.
Mesmo com as medidas na tentativa de diminuir o aumento acelerado dos custos, muitas termoelétricas ainda são necessárias, assim como a importação de países vizinhos. Por isso, até que os reservatórios apresentem melhora significativa, a previsão é que a conta de luz continue em alta.
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