Empresas de tecnologia: Nubank e Vasta na bolsa dos EUA

Têm se tornado cada vez mais comum encontrarmos empresas de tecnologia do Brasil abrindo capital em bolsas no exterior. No artigo de hoje iremos falar sobre duas empresas brasileiras que dispararam no exterior: Nubank e Vasta. Confira!

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Fonte: Google

Conhecer as empresas de tecnologia listadas na Bolsa é um desejo de grande parte dos investidores; afinal, elas são responsáveis por representar um dos segmentos mais prósperos e favoráveis da Bolsa de Valores – seja brasileira ou americana. Isso é um fato inegável: a cada dia que passa, essas empresas se tornam mais importantes na atual economia, pois fornecem insumos fundamentais para todo e qualquer setor.

Nós últimos tempos ficou bem claro o quão importante é a tecnologia para as pessoas. Você já pensou se, a partir de amanhã, não existisse qualquer tipo de tecnologia? Acredito que não, principalmente depois da pandemia que vivemos. Cada vez mais o mundo depende da tecnologia e isso pode refletir, de forma positiva, nos papéis desse setor. Por essas e outras razões que esse segmento possui grande potencial e perspectiva de crescimento.

Empresas de tecnologia na bolsa

As pessoas estão cada vez mais conectadas e em busca de inovações tecnológicas. Não acredita? Simples. Basta olhar para o seu celular; é possível perceber sua capacidade de substituir, em diversas situações, uma calculadora, um caderno, um relógio e inúmeros outros dispositivos em apenas um. Viu só? Esse é o maior diferencial da tecnologia: sua habilidade em mudar hábitos em muito pouco tempo – Netflix, Uber e Airbnb são grandes provas.

Google, Microsoft, Apple e Netflix são algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos; no entanto, elas possuem importância e influência pelo mundo inteiro. Mesmo em cenários de crise, como da Covid-19, essas companhias encontraram meios para lucrar e, ainda, se valorizar no mercado de ações. Por exemplo, sozinha, a gigante da maçãzinha cresceu 12% apenas no segundo trimestre do último ano.

Contudo, investir em empresas de tecnologia, assim como em empresas de qualquer outro setor, envolve diversos riscos e é preciso que esteja alinhado ao seu perfil de investidor e às suas metas financeiras de longo prazo; claro, sempre com uma carteira de ações diversificada. Então, faça uma análise fundamentalista e descubra se a companhia é financeiramente saudável; isso é muito importante no momento de se tornar acionista.

Nubank sobe mais de 30% na Bolsa de NY

Mais uma vez o Nubank atraiu a atenção e a demanda de investidores do mercado financeiro; e, no dia 10 de dezembro, o roxinho fechou o pregão do dia com 14,71% de alta na NYSE, com os papéis sendo negociados a US$11,85. Com o novo progresso, a ação do Nu acumulou valorização de 31,67% nos dois primeiros pregões da Bolsa americana.  O valor de mercado passou para US$54,6 bi – antes US$41,5 bi.

Na comparação com o Itaú Unibanco – ITUB4 –, a diferença chega a aproximadamente 100 bilhões de reais. Ainda, segundo a Bloomberg News, a oferta pública inicial (IPO) de US$2,6 bilhões chamou a atenção de grandes investidores; por exemplo, de Warren Buffett, que resolveu adquirir cerca de 10% das ações colocadas para venda na oferta.

Além disso, o segundo dia do roxinho como companhia de capital aberto também foi marcado pela cerimônia de celebração da negociação de seus BDRs (Brazilian Depositary Receipt) – os recibos dos ativos listados na Bolsa de NY – na Bolsa de Valores brasileira. Por fim, os BDRs finalizaram o dia 10 de dezembro com 14,54% de alta, sendo negociados a R$11,50. Então, em dois dias, a valorização foi de quase 40%, mais precisamente 37,56%.

IPOs de empresas brasileiras nos EUA batem recorde em 2021

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Fonte: Google

O número de companhias brasileiras que optam por abrir capital em Wall Street aumenta a cada dia que passa. Mas é claro que não dá para dizer que esse movimento é uma consequência exclusiva das instabilidades do mercado nacional; contudo, a listagem internacional faz sentido para muitas empresas. Como é o caso do Nubank e da Vasta Educação.

Existem diversos fatores capazes de estimular as empresas brasileiras a abrirem seu capital nos Estados Unidos, por exemplo. A possibilidade de alcançar maior visibilidade é um dos principais fatores; afinal, uma empresa listada no exterior pode conseguir uma melhor avaliação, além de obter múltiplos de negociação maiores. Além do mais, nos EUA existe um número de investidores muito maior do que no Brasil; então, o exterior possui muita disponibilidade de dinheiro.       

Vasta Educação dispara com rumores de venda

Em meados do mês de dezembro, a ação da Vasta Educação chegou a subir mais de 70% após rumores de que a companhia estaria sendo vendida – no entanto, ao que tudo indica, os boatos eram apenas… boatos. Sendo assim, o papel registrou crescimento de 52% na Nasdaq, sendo cotado a US$4,59. Juntamente com o roxinho, um dos bancos digitais mais amados do Brasil, a Vasta foi um destaque positivo para a bolsa.

Companhia de serviços e soluções digitais voltada para escolas de ensino básico, a Vasta integra a Cogna – COGN3 – cujos papéis pegaram carona no movimento da empresa e também registraram forte valorização na B3; especificamente uma alta de 11,97%. Neste começo de dezembro, a Vasta dobrou de valor, acumulando uma valorização que ultrapassa 102%; segundo analistas, uma possível recuperação das receitas no próximo ano escolar é uma razão.

Por exemplo, na divulgação do balanço do terceiro tri da Cogna, há mais ou menos um mês, os números da Vasta Educação auxiliaram a pressionar, para baixo, a resposta pelo lado da receita; porém, um crescimento de 32% no índice ACV – Annual Contract Value – foi revelado. Por fim, esse indicador é responsável medir aquilo que já está contratado para o ciclo escolar seguinte.

Cuidados ao investir em empresas de tecnologia!

Então, mesmo com perspectivas e bons resultados, não quer dizer que seja a melhor opção investir de olhos fechados. Afinal, da mesma maneira que algumas empresas tiveram alta, existem aquelas que se desvalorizaram também. Sendo assim, ao investir em empresas de tecnologia na bolsa é preciso ter duas principais cautelas: a concorrência global e o fato de que as tecnologias podem se tornar ultrapassadas. Por fim, outro cuidado importante – e necessário – é com as rápidas transformações desse mercado.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.