Balanço realizado no mês da Black Friday mostra que este ano os brasileiros compraram menos no setor de eletrodomésticos e eletrônicos em relação aos anos anteriores.

O setor de eletrodomésticos e eletrônicos é o setor mais procurado por brasileiros, na época em que as empresas promovem as campanhas de Black Friday. No entanto, em 2021 não foi bem assim. Um levantamento das vendas do varejo no mês de novembro deste ano mostrou que houve uma expressiva queda nas vendas de produtos desses setores.
O fiasco nas vendas de novembro representa queda de 30% no setor de eletrônicos, em comparação ao ano de 2020. Outro fator interessante é que, apesar do aumento da receita, a inflação em alta fez com que a queda fosse ainda mais real. Sendo assim, os resultados são frustrantes para o comércio. Pois, a expectativa era que, com as promoções de novembro, o mês apresentasse um aumento, mesmo contando com a inflação.
Veja Como Ficaram as Vendas de Eletrodomésticos e Eletrônicos
Dentre os produtos que tiveram maior queda de vendas no mês da Black Friday, os videogames estão em primeiro lugar, em questão de faturamento. Pois, em relação ao mesmo período, no ano passado, este ano o varejo teve 37% a menos de faturamento nos aparelhos de videogame. Agora, quanto a unidades vendidas, um produto que sofreu expressiva queda foi o ferro de passar, com 34,1% a menos de vendas.
Nesse mesmo sentido, os aparelhos de ar-condicionado também caíram muito em vendas. A avaliação aponta 30% a menos. Assim como os produtos da linha branca, com queda de 25%. Em seguida, estão mais eletrodomésticos e eletrônicos, como televisores, tablets e videogames. Porém, agora em número de vendas. A queda nesses aparelhos representa 21,3% a menos de vendas, em comparação a 2020.
Todos esses dados assustaram muito os comerciantes. Pois, mesmo em meio à pandemia, as vendas neste período apresentaram um bom aumento no ano de 2020, em relação ao ano anterior, 2019. Por isso, a expectativa do comércio, mesmo levando em consideração a alta inflação, era que o crescimento nas vendas e no faturamento. Mas a realidade foi estoques cheios, como produtos não vendidos.
Cenário Frustrante pós Black Friday
Sabemos que estamos vivendo um momento de inflação muito alta. De forma que todos estão sentindo o impacto dessa crise no bolso, não é mesmo? Da mesma forma, todos os segmentos de comércio, também sofrem com os problemas causados por essa crise econômica. Inclusive, o comércio de varejo, que enfrenta um momento de alta nos produtos e na logística, dentre tantos outros obstáculos.
No entanto, cientes dos desafios do atual cenário da economia, as empresas previam um novembro com maiores lucros e sucesso de vendas. Mesmo contando com os custos a mais e todos os fatores que a inflação em alta envolve, a expectativa ainda era otimista para as vendas das campanhas do mês. Principalmente nos setores de eletrodomésticos e eletrônicos, que sempre foi sucesso de vendas nas campanhas de Black Friday.
Porém, como vimos, o resultado não cumpriu com as expectativas. Pelo menos para os comerciantes das lojas físicas de varejo. Aliás, um ponto que chama a atenção, é a diferença de resultado entre o varejo físico e o varejo online. Pois, o balanço do mês de novembro mostrou que as vendas nas lojas de varejo online cresceram 10,7%. Enquanto isso, as vendas nas lojas físicas recuaram 13,8%.
Quais os Motivos Para a Expressiva Queda nas Vendas de Novembro Deste Ano?

A diferença enorme de vendas nos setores de Eletrodomésticos e Eletrônicos durante o mês de Black Friday, entre o varejo físico e o varejo online, pode ter uma explicação ligada à alta da inflação. Segundo Fernando Baialuna, atual diretor de varejo da empresa Gfk, o comércio de varejo em lojas físicas possui maior interação com os consumidores das classes C e D.
Por isso, dentre os diversos motivos para tão expressiva queda nas vendas, um fator que pode explicar com mais clareza, é que o público do varejo físico, é o público mais afetado pela crise econômica devido à alta da inflação. Sendo assim, as compras básicas e mais essenciais são priorizadas por eles. Dessa forma, os gastos com eletrodomésticos e eletrônicos ficaram em segundo plano nesse momento.
Custos
Outro fator importante que pode explicar a queda de vendas de 2020 para 2021, é o preço dos produtos. Pois, devido à grande alta nos custos, os preços dos produtos precisaram ser reajustados. Inclusive, até mesmo os insumos de fabricação tiveram alta. O aço, por exemplo, apresentou 90% de aumento. Já o plástico, material muito usado para fabricação de diversos produtos, teve um reajuste de 50% no valor.
Mas não para por aí! Afinal, os reflexos da crise econômica estão por toda a parte! Até mesmo o transporte marítimo de um contêiner, pode influenciar muito no valor final passado ao consumidor. Afinal, esse tipo de frete, que normalmente custa US$1 mil, chegou a custar US$30 mil este ano. Atualmente, o valor está em torno de US$15 mil.
Além disso, os custos com energia elétrica, que sofre a maior alta dos últimos 90 anos, faz muita diferença nas indústrias de produção. Também a desvalorização do câmbio, é outro fator muito relevante. Pois, grande parte dos insumos de fabricação é importada. Sendo assim, empresários contam que por mais que tentaram segurar ao máximo para manter os preços, o reajuste foi inevitável.
Eletrodomésticos e Eletrônicos em Estoque Devem Compor as Vendas de Fim de Ano
Enquanto o impasse da crise econômica e inflação não se resolvem, os comerciantes pretendem driblar a queda do mês de novembro, liberando os produtos em estoque para as vendas de fim de ano. Desta forma, a expectativa é que o período de natal e ano novo alcancem pelo menos os números de 2020, para não fechar mais um mês com queda nas vendas.
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