Já se tornou comum ouvir por aí sobre a alta dos combustíveis – seja no noticiário de economia ou nas conversas entre amigos e família. Mas, tudo pode piorar! Petróleo pode atingir US$100. Isso mesmo que você leu. Confira o artigo e saiba mais!

A cada dia que passa, os brasileiros precisam pagar mais caro para encher o tanque do carro. No fim de outubro, por exemplo, a Petrobras fez um anúncio informando um novo reajuste nos valores da gasolina e do diesel para seus postos de distribuição. Aplicado em 26 de outubro, a alta dos combustíveis foi de 7,04% para a gasolina e de 9,15% para o diesel. Além disso, nos postos de combustível do Brasil, é evidente a escalada dos preços.
Contudo, para entender o que está acontecendo com os preços da gasolina, é necessário compreender alguns fatores, como a atual política de preços da Petrobras. Em suma, o principal motivo é o dólar. Em 2016, o governo Temer colocou a estatal brasileira no mercado estrangeiro; ou seja, as nossas operações com o petróleo acompanham as variações da moeda americana. Já deu para entender o problema, certo? No entanto, existe uma opção para aproveitar e lucrar com a alta do petróleo; ao invés de só ficar sofrendo toda vez que vai abastecer o carro.
Petróleo a US$100? O que 2022 nos reserva?
Há pouco tempo atrás, enquanto os estrategistas de Wall St. avaliavam o novo superciclo das commodities, o cenário de US$100 por barril de petróleo era considerado inevitável. Mesmo com o avanço das variantes do Ômicron e o aumento do número dos casos de Covid, a previsão ainda é válida. No entanto, o Goldman Sachs disse que sob demanda recorde, os preços do petróleo podem chegar a US$100 em 2023.
Além disso, o banco de investimento acredita que as preocupações com a nova variante têm sido exageradas, porque o governo deve passar por mais testes do que bloqueios para contê-la. A economia global está se recuperando das restrições impostas em 2020 para combater a Covid. Então, como a OPEP+ não está disposta a trazer mais petróleo para o mercado, e porque os produtores dos EUA são financeiramente responsáveis pela redução da perfuração e dos empréstimos, as pessoas viam o preço do petróleo de US$100 inevitável.
O aumento do preço do petróleo devido à demanda reprimida sempre foi um dos principais motores da inflação. Mas também funciona de outra maneira; a inflação impacta o valor do dólar, que é a moeda de cotação dos contratos de petróleo. Então, à medida que o dólar sobe, afetado pelo aumento dos rendimentos dos títulos e pelos três aumentos esperados nas taxas de juros nos EUA em 2022, o preço do petróleo de US$100 pode vir antes do que o esperado.
Investir em petróleo e buscar lucros com a alta dos combustíveis
O petróleo é uma commodity cujo preço é determinado pelas bolsas internacionais que negociam contratos futuros. Quem se beneficia com os altos preços do petróleo? As petrolíferas, que vendem combustíveis mais caros quando os preços sobem. Portanto, quando os preços do petróleo têm perspectiva de subir, as ações das petrolíferas devem se valorizar. Isso já é esperado.
No Brasil, a maior petroleira é a Petrobras. É natural investir no PETR4 na bolsa para tentar surfar na alta do petróleo. Mas a Petrobras é uma empresa estatal e enfrenta os riscos do Brasil. O fato é que as ações da Petrobras não refletem apenas as perspectivas de demanda por combustíveis e preços de petróleo. A crise interna no Brasil também faz parte do valor da ação. Em certa medida, o PETR4 é refém da cena política brasileira.
É só observar alguns exemplos recentes. O burburinho sobre a possível privatização da empresa fez os papéis subirem: PETR4 subiu 6,84% por um simples rumor. Essa variação mostra que investir em petróleo apenas por intermédio da Petrobras pode não ser a melhor escolha. Não que a estatal seja um ativo ruim. Mas ela está sujeita a oscilações por qualquer fala do presidente acerca do preço da gasolina ou das privatizações. Imagina como será no próximo ano com a eleição?
Petróleo e ESG: ainda combinam?

Será que ainda vale a pena investir em petróleo? Em um universo onde muito se fala sobre biocombustíveis, matriz energética para fontes renováveis, e adoção de veículos elétricos essa pode ser uma dúvida pertinente. Todos esses assuntos estão ligados ao ESG, termo referente a boas práticas ambientais, sociais e de governança. Embora, a longo prazo, essa ‘onda verde’ seja de fato vantajosa, ela não vai se tornar realidade da noite para o dia.
Principalmente por que o ritmo e a maneira de produção atual, é totalmente insustentável. Além disso, mudar a matriz energética de uma nação pode levar anos e anos; veículos elétricos são caríssimos; e os biocombustíveis precisam conquistar mais espaço. Uma coisa é certa: felizmente ou infelizmente – o mundo ainda depende o petróleo. Por esse motivo, é compreensível a supervalorização da commodity. Ainda, esta é mais uma razão para lucrar com a alta dos combustíveis.
O que causa a alta dos combustíveis?
Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo inteiro e, ainda, ser autossuficiente – ou seja, é capaz de atender as necessidades de consumo do país – o valor de mercado da moeda americana está diretamente relacionado a alta dos combustíveis. Afinal, o preço do petróleo, base do diesel e da gasolina, acompanha a flutuação do valor do barril no mercado estrangeiro. Além disso, mesmo sendo um grande produtor da commodity, o Brasil precisa importar o produto.
Como dissemos ali em cima, a cotação do preço do barril ocorre segundo o mercado internacional. Então, o Preço de Paridade Internacional (PPI) é a instituição que define as constantes variações de valor do combustível. E com certeza, a lei de procura e oferta interfere diretamente no preço. Portanto, quando existem variações no preço internacional, é preciso reajustar por aqui também.
Por fim, embora o valor do petróleo tenha caído em 2020, durante o período da pandemia, em 2021 os valores voltaram a aumentar. No entanto, a queda da produção mundial é o principal fator de culpa dessa alta; e justamente no período em que o consumo de toda a população voltou a elevar rapidamente.
População e os postos de combustível também são afetados!
Muitas pessoas acreditam que a alta dos combustíveis afeta apenas aqueles que dirigem; no entanto, este é um problema que atinge a toda população. Afinal, atualmente no Brasil 30% do custo da tarifa de ônibus condiz com o valor do diesel. Além disso, o custo dos fretes também é prejudicado, visto que o transporte de mercadorias para os grandes centros encarece. Em relação aos postos, pode ser necessário reduzir a margem de lucro para conservar as vendas ou verem uma redução da venda por litro – movimento já visto desde o início do ano.
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