O último relatório Focus elevou a projeção da Selic, que antes era 11,50%, para 11,75%. Veja esta e mais notícias sobre o mercado financeiro, para o ano de 2022. Acompanhe!

Divulgado pelo Banco Central, no último dia 10, o relatório Focus eleva a projeção da Selic (Taxa Básica de Juros), que antes era de 11,50% e agora está em 11,75% para dezembro de 2022. Desta maneira, o que se espera é que o Copom (Comitê de Política Monetária) aumente 1,5 ponto percentual para a Taxa Básica de Juros. Nesse cenário, a taxa que hoje está em 9,25% pode subir para 10,75% ao ano. A próxima reunião do Copom está prevista para fevereiro.
A projeção não altera as expectativas para 2023, onde a Selic continua em 8,00% ao ano. No entanto, a mudança nas projeções de 2022 são consequências de um momento de expressiva pressão da inflação. Contudo, de acordo com o que estimam os economistas, a inflação que previa ficar 10,01% passou para 9,99% em 2021. Ou seja, não há nenhuma melhora considerável.
Entenda o que é a Selic
O termo Selic tem como significado Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ou seja, é um programa virtual onde são comprados e também vendidos os títulos do Tesouro Nacional, pelas instituições financeiras diariamente. Na prática, a Selic é a Taxa Básica de Juros do Mercado Financeiro do país. Sendo assim, todas as outras taxas de juros, aqui no Brasil, são influenciadas pela Selic. Por exemplo: os empréstimos, retorno de aplicações e até financiamentos.
Quem projeta o valor da Selic é o Comitê de Política Monetária do Banco Central, mais conhecido como Copom. Sendo assim, o comitê se reúne a cada 45 dias para decidir qual o valor da Taxa Básica de Juros. Desta maneira, a cada reunião, o Copom pode definir se a Selic se mantém estável. Mas, também pode decidir o aumento ou a diminuição da taxa, de acordo com a inflação.
Atualmente, a Taxa Selic se encontra em 9,25% ao ano. Esse valor foi definido na última reunião do Copom, que aconteceu no dia 8 de dezembro do ano passado. Na ocasião, a Taxa Selic, que se encontrava em 7,75%, subiu para 9,25% de acordo com a decisão do Comitê. Inclusive, esse aumento foi o sétimo em sequência para a Selic. Aliás, é bem provável que continue aumentando. Pois, a próxima reunião do Copom, com data para fevereiro, já prevê mais um aumento dessa taxa.
Veja a importância da Taxa Selic no Mercado Financeiro
A Taxa Selic teve início no ano de 1979, momento em que a economia do país sofria um caos com uma hiperinflação. Sendo assim, a Taxa Básica de Juros, Selic, chegou no mercado financeiro como uma ferramenta para ajudar no controle da inflação do país. Desde então, toda mudança que o Copom aplicar na Selic terá influência no aumento ou na diminuição da inflação.
Desta maneira, é importante considerar que se o Banco Central decide aumentar a Taxa Selic, o objetivo então é desacelerar a economia, com a intenção de impedir o aumento da inflação; Mas, se o Banco Central decide diminuir a Taxa Selic, seu objetivo é movimentar a economia e estimular o consumo. Normalmente isso acontece quando a inflação está abaixo da meta.
Sendo assim, desde que foi criada, a Taxa Selic é usada como referência para a economia do Brasil. Dessa forma, ela funciona como uma ferramenta capaz de controlar a inflação brasileira. Visto que podemos resumir a inflação como um real indicador da atual situação econômica do país. Por isso, se a inflação está acima da meta, significa que a economia não vai bem. Então a Selic precisa entrar em ação.
Qual a relação da Selic com a população?

Os impactos causados pelas mudanças na Taxa Básica de Juros, Selic, podem afetar toda a população do país. Na prática funciona da seguinte forma: no caso de diminuição da Taxa Selic, o crédito fica mais acessível. Pois, quando a taxa está baixa, consequentemente os bancos também diminuem suas taxas de juros. Mas, por outro lado, a inflação tende a crescer.
Agora, quando a Taxa Selic cresce, os preços normalmente diminuem ou ficam estáveis. Sendo esse um resultado do controle da inflação. No entanto, os juros de serviços financeiros como crédito, cheque especial, financiamento e parcelamento, tendem a ficar mais caros, por causa da alta da inflação. Em resumo, a taxa Selic é responsável por manter o controle do mercado financeiro e da economia do país.
Veja como está a Inflação
De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, as instituições financeiras reduziram a previsão da inflação de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preço Amplo) em 2021. Sendo assim, a previsão que era de 10,18% foi reduzida para 10,05%. Inclusive, essa foi a primeira vez que houve queda no percentual, desde o mês de março de 2021.
Já a inflação nos preços administrados, controlados pelo poder público ou por contratos, tem previsão de aumento. Assim, de 17,03% depois da previsão de aumento, foi para 17,28%. Em contrapartida, o IGP-M, Índice Geral de Preços – Mercado, teve a projeção para a inflação mantida em 17,47%. Ou seja, não apresentou queda, mas também não apresentou aumento.
De acordo com as instituições financeiras, foi possível manter em 5,02% para 2022 a inflação prevista e medida pelo IPCA. No entanto, o resultado ainda está longe da meta, que é de 3,50% no período. Enquanto isso, quanto aos preços administrados a previsão para a inflação 2022 subiu de 4,29% para agora, 4,36%. Da mesma forma, subiu também a expectativa de inflação, de acordo com o IGP-M, que foi de 5,40% para 5,41%.
Mercado Financeiro em 2022
Como vimos, o país ainda passa por um momento de inflação em alta, causando grandes impactos no mercado financeiro. Mesmo com as mudanças na Taxa Selic, manter o controle da inflação ainda não é previsto. No entanto, o aumento desenfreado da inflação, como foi em 2021, perdeu um pouco a força agora em 2021, de acordo com as expectativas dos economistas. Contudo, o cenário ainda é de cautela na economia brasileira.
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