Inflação 2022: o que devemos esperar para este ano?

Para a tristeza de muitos, o mercado financeiro elevou a projeção de inflação para 5,38% neste ano. Houveram ainda alterações sobre o PIB; a projeção de crescimento passou de 0,29% para 0,30%. Quer saber mais sobre as estimativas para inflação 2022? Continue lendo!

Inflação 2022
Fonte: Google

Você sente que, a cada ano que passa, tudo parece estar mais caro? Não é apenas impressão, infelizmente: os preços, de um tempo para cá, estão aumentando sistematicamente e de forma generalizada. Isso é a famosa inflação. E existem algumas maneiras de medir essa variação durante os anos. Enfim, o problema é que economistas do mercado já esperam o aumento da inflação 2022.

Isso mesmo que você leu! Mais uma vez, o mercado financeiro aumentou a previsão de inflação para este ano. De acordo com a projeção do Boletim Focus, divulgado no fim de janeiro pelo BC, o IPCA deve concluir 2022 em cerca de 5,38%. Uma semana antes dessa divulgação, a expectativa do mercado era de que a inflação fechasse o ano em 5,15%. Já há quatro semanas, a previsão estava na casa dos 5,03%. Viu só o quanto isso muda? Em pouco tempo já foram três projeções.

O que é a inflação?

De maneira geral e resumida, a inflação está relacionada com o aumento dos preços ao longo dos anos. Em economias normais e saudáveis, já é esperado que, a cada ano, haja um pequeno aumento dos preços. Isso, na verdade, é bom; pois significa que a população está consumindo e a economia do país está girando. O problema é quando isso foge do controle, reduzindo o poder de compra dos consumidores e causando instabilidade e incertezas.

No Brasil, o órgão responsável por adotar técnicas para que a inflação permaneça dentro da meta, de maneira que os preços permaneçam, de certa forma, estáveis ao longo do tempo é o Banco Central do Brasil. Dessa maneira, tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas conseguem ter uma previsão do real valor dos produtos e, assim, fazer planos e se organizar a longo prazo.

Então, o cálculo da inflação é feito com base na variação média dos valores dos produtos em um período específico. Porém, esse cálculo pode ser feito de vários modos. Cada índice leva em consideração uma determinada seleção de produtos que são incluídos na avaliação em um determinado período. O mais conhecido é o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que calcula o custo dos principais serviços e produtos usados pelas famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos por mês.

A inflação em 2022 continuará subindo?

Espera-se alguma alta, mas vale ressaltar que os problemas surgem quando os preços sobem muito ou de forma muito imprevisível e descontrolada. Todos os anos, o banco central estabelece uma meta de inflação que deve ser cumprida para que os preços brasileiros tenham alguma estabilidade e previsibilidade. Ainda assim, os economistas acreditam que o forte crescimento inflacionário observado em 2021 será moderado em 2022. Ou seja, irá desacelerar.

As projeções sugerem que o IPCA poderá ficar mais próximo de 5% a 6%, em comparação com os mais de 10% no ano passado. Mesmo assim, a inflação tende a ficar acima da meta do Banco Central de 3,5%. A inflação medida pelo IPCA tem oscilado muito nos últimos anos, como pudemos observar. Ficou acima de 10% em 2015, caiu para 2,95% em 2017 e vem crescendo desde então, chegando a 10,06% em 2021.

Bem, infelizmente, não há como se livrar totalmente da inflação: afinal, ela afeta a economia de um país inteiro. Mas não importa como você vai vencer a inflação, é importante investir tempo diário em seu trabalho para aprender mais sobre seus ganhos e gastos e, assim, entender como funcionam os principais produtos e serviços financeiros. Dessa forma, você pode reduzir o impacto dos aumentos de preços no seu bolso.

Os principais vilões da alta inflacionária nos últimos 12 meses

Inflação 2022
Fonte: Google

Então, como você já sabe, ao longo do último ano, o IPCA registrou um aumento bastante expressivo. Quer saber quais foram os principais responsáveis pela elevação da média de preços? Veja abaixo:

  1. Transportes – 21,03%
  2. Habitação – 13,05%
  3. Alimentação – 7,94%

Juntos, esses três itens carregaram a responsabilidade por média de 79% da inflação registrada no ano passado. Nesses âmbitos, os produtos que registraram maior aumento foram:

  1. Combustíveis – 47,49% na gasolina e 62,23% no etanol;
  2. Veículos – 16,16% nos automóveis novos e 15,05% nos usados;
  3. Conta de luz – 21,21%;
  4. Botijão de gás – 36,99%;
  5. Café moído – 50,24%;
  6. Açúcar – 47,87%.

Quer uma dica?

Com o aumento contínuo dos combustíveis, é comum se perguntar qual é mais vantajoso, certo? Pois bem, você pode fazer uma rápida análise; basta utilizar uma Calculadora Álcool x Gasolina, capaz de medir qual dos dois tipos vale mais a pena naquele momento.

Economistas estimam aumento da inflação 2022

Entre os economistas que previram com mais precisão a previsão de médio prazo compilada pelo Banco Central do Brasil, conhecido como Top 5, a projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu este ano de 5,05% para 5,37%. Já para o ano seguinte, 2023, o ponto médio das expectativas oficiais de inflação do Brasil diminuiu de 3,50% para 3,43%. Ainda, em 2024, se manteve em 3,23%.

A inflação oficial do Brasil atingiu 10,06% em 2021; esta é a maior taxa de inflação anual acumulada desde 2015 (10,67%) – superando a meta de 3,75% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o BC, 1,5 ponto percentual dentro do faixa de tolerância – notificada ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início deste mês. O BC está perseguindo metas de inflação de 3,50% em 2022, 3,25% em 2023 e 3,00% em 2024, sempre dentro de 1,5 ponto percentual (pp) – seja para cima ou para baixo.

Impactos no seu bolso

Por fim, a projeção para a Selic, a taxa básica de juros, para esse grupo selecionado permanece inalterada em 12,75% em 2022, 8,125% em 2023 e 7,00% em 2024. A taxa básica para esse grupo selecionado está prevista de 12,75% a 12,50% em 2022, permanecendo em 8,125% e 7,00% em 2023 e 2024, respectivamente. Para o dólar, a previsão para o hit no final do ano permanece em R$5,60 e R$5,40 em 2023 e 2024.

Quando elevada, a inflação reduz o poder de compra: com tudo mais caro, podemos compras menos coisas que o de costume com a mesma quantia. Tais reflexos são sentidos em basicamente todos os setores da vida, como: nas compras para casa (supermercado, açougue e sacolão); contas de luz, gás, água e telefone; no aluguel; no IPTU/IPVA; e também nas mensalidades escolares. A camada mais pobre da população é, de fato, a mais afetada com isso!

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.