Uma das grandes preocupações em cenários de crise econômica é como saber, de fato, que a situação está melhorando. Para facilitar o processo, existem vários indicadores, como o ICF, ou Intenção de Consumo das Famílias. Saiba mais sobre suas variações nos últimos tempos!

De antemão, posso lhe adiantar que ICF, ou Intenção de Consumo das Famílias, é um indicador financeiro. Tais indicadores são fórmulas pré definidas que buscam, assim como o próprio termo sugere, indicar a situação financeira de determinada companhia – no caso do ICF, do mercado e da população brasileira. Afinal, em tempos de crise, uma das principais preocupações é como saber que a situação está evoluindo.
Inclusive, no mês de janeiro, esse índice cresceu mais de 1%, de acordo com pesquisas realizadas pela CNC. Ainda que considerada, por muitos, uma porcentagem pequena, experts no assunto afirmam que esse aumento representa um início de ano favorável para o setor de comércio. Além do mais, também significa que as famílias, no momento atual, apresentaram maior segurança em relação à renda mensal e ao emprego.
O que é Intenção de Consumo das Famílias – ICF?
Como você já viu por aqui, ICF é a sigla para Indicador de Consumo das Famílias. Certo? Esse indicador se baseia em buscar a opinião dos consumidores brasileiros acerca de alguns aspectos particulares de suas finanças. Em suma, o objetivo do ICF é apresentar uma média das condições e intenção de consumo – atual e de curto prazo – dos brasileiros. O órgão responsável por esta medição é a CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
Sinceramente, não é tão simples calcular o indicador. O mesmo é calculado mês a mês, com base em uma pesquisa, que conta com 18 mil questionários. Ele apresenta uma espécie de comparativo dos meses passados, onde o intuito é analisar o avanço do índice ao longo do ano. Por fim, o grau de satisfação e insatisfação dos consumidores é observado para a análise dos dados.
O indicador, então, tem o objetivo de antecipar a capacidade de vendas do comércio. Assim, estima a capacidade atual de consumo da população, o nível de renda doméstico, as condições de acesso ao crédito, segurança no emprego e expectativas. Ademais, o ICF é medido de 0 a 200; sendo assim, abaixo de 100 pontos significa insatisfação dos consumidores. Acima desta pontuação, é representada a satisfação dos consumidores.
Índice sobe em janeiro e atinge maior nível desde maio de 2020
A Intenção de Consumo das Famílias, da CNC, aumentou 1,1% em janeiro se compararmos com o mês anterior, dezembro de 2021, para 76,2 pontos, depois de dois meses apresentando queda. Com a elevação, o indicador se encontra no nível mais alto desde maio de 2020, quando apresentada 81,7 pontos. A CNC detalhou ainda que a boa avaliação acerca o mercado de trabalho impulsionou o resultado.
Dos sete itens utilizados para calcular o índice, o de emprego atual foi aquele que registrou aumento mais expressivo, de 2,6% em janeiro em comparação com dezembro, para 97 pontos. Em relação a janeiro de 2021, esse item obteve 9,2% de alta. Contudo, além do tópico relacionado ao emprego, outros quatro apresentaram saldo positivo, em janeiro ante dezembro; perspectiva profissional – 1,6%; renda atual – 0,5%; nível de consumo atual – 0,8% e perspectiva de consumo – 2,5%.
No entanto, por outro lado, apresentaram queda, nessa relação, acesso ao crédito e momento para duráveis – -1% e -0,8%, respectivamente. Ainda, em relação a janeiro de 2021, os itens elevados foram, além de emprego atual: renda atual – 4%; número de consumo atual e perspectiva de consumo – 7,7%. Ainda, registraram recuo, nessa relação, perspectiva profissional – -1,2%; acesso ao crédito – -7,4%; e momento para duráveis – -5,7%.
A alta inflacionária e seus impactos

A inflação, como muitos sabem, é o aumento dos preços de serviços e bens, que implica na redução do poder de compra da moeda – ou dos consumidores. Se é você quem vai ao supermercado, sacolão e açougue fazer as compras de casa, com certeza notou como o preço dos produtos está subindo nos últimos anos. E não há nada que fuja dessa regra: desde um simples pãozinho até um imóvel, tudo fica consideravelmente mais caro. E a alta inflacionária é a grande culpada.
Inclusive, com a alta da inflação, é possível observar os impactos causados na compra de bens duráveis, que teve a 5ª redução mensal e uma queda de quase 6% em comparação ao último ano. Isso leva 75% dos consumidores a acreditarem que este não é um momento favorável para a realização de compras mais caras. Diante disso, fica claro que tudo isso está relacionado: a intenção de consumo das famílias, a economia e a inflação.
Por outro lado, ICF em 2021 registra menor resultado em 11 anos
O ICF registrou queda de 9,9% no último ano em relação ao ano anterior, para certa de 71,6 pontos no ano de 2021. Da série histórica iniciada em 2010, este foi o menor nível registrado, conforme a CNC. No ano de 2020, o índice já havia registrado 15,9% de queda anual. Além do mais, a confederação informou ainda que a percepção de consumo, na margem, também não foi das melhores.
Ademais, pelo segundo mês seguido, o ICF registrou recuo em seu desempenho mensal, com queda de 0,8% em dezembro em comparação com novembro, para 74,4 pontos. Na prática, em comparação com 2021, as famílias analisaram que houve renda menor. Sendo assim, isso afetou o poder aquisitivo e, consequente e logicamente, o consumo. Ainda no âmbito do ICF, em 2021, nas avaliações sobre renda atual, mais de 40% afirmaram pior rendimento em 2021 do que em 2020.
Enquanto isso, a percepção da alta inflacionária também ajudou na piora da percepção de renda das famílias, segundo a CNC. Além disso, ainda segundo a confederação, a intenção em baixa de consumo, em 2021, foi mais intensa entre os mais pobres do que os mais ricos. Nas famílias com mais de 10 salários mínimos de renda, o indicador caiu 5% no ano passado ante 2020, para 86,9 pontos. Enfim, de forma geral, mais de 50% das famílias, no âmbito do ICF, analisou que o nível de consumo em 2020 foi maior do que em 2021.
Intenção de Consumo das Famílias X Economia
Pois bem, por se tratar de um índice que analisa a intenção de consumo das famílias, como o próprio nome diz, e o seu entendimento sobre fatos econômicos básicos, ela é de extrema importância para o comércio, especialmente. Afinal, na circunstância de ocorrer uma queda gradual ou brusca, porém duradoura, na renda de tal família ou estabilidade profissional, a tendência é que o consumo também caia, certo? Ou seja, esse indicador é de grande ajuda para evitar prejuízos.
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