Ao longo de um período de recuperação durante o último ano, 2021, o IAEmp permanece em queda pelo terceiro mês seguinte. Ah! Você não sabe o que é o Indicador Antecedente de Emprego? Continue lendo nosso artigo para entender o indicador e sua trajetória nos últimos tempos.

Como todos sabem, a pandemia do Coronavírus causou diversos impactos no mercado de trabalho brasileiro. Embora ainda estejamos passando por um processo de recuperação da economia, existem algumas preocupações concernentes a esses impactos; por exemplo, o desemprego ainda está bem acima do que o desejado. Por esse e outros motivos é importante utilizarmos indicadores como o IAEmp para acompanharmos os principais movimentos desse mercado.
Esse indicador que citamos acima foi desenvolvido com a função de antecipar os principais – e mais prováveis – mudanças e acontecimentos do mercado de trabalho em todo o território Brasileiro. De antemão, podemos citar que o índice é calculado com base em dados extraídos de estudos produzidos pela Fundação Getúlio Vargas. Contudo, o indicador vem apresentando queda há algum tempo. Não tire os olhos do nosso artigo e saiba mais!
O que é o Indicador Antecedente de Emprego?
Você já ouviu falar no Indicador Antecedente de Emprego, ou IAEmp? Esse indicador tem como objetivo prever os principais movimentos do mercado de trabalho brasileiro, se baseando em dados retirados da Sondagens do Consumidor e da Sondagem da Indústria e de Serviços elaboradas pela Fundação Getúlio Vargas – Instituto Brasileiro de Economia, ou FGV IBRE. Em suma, esse índice antecipa as tendências do mercado de trabalho do Brasil.
O tema ‘emprego’ na Sondagem do Consumidor engloba questões acerca do cenário presente e futuro do mercado de trabalho. Além disso, o IAEmp compreende os resultados alcançados na pergunta em que os consumidores revelam suas projeções e estimativas para os próximos meses em relação ao mercado profissional na cidade em que o mesmo reside. Esse indicador é construído por meio dos dados fragmentados de sete principais capitais brasileiras.
Sendo assim, o IAEmp é um índice desenvolvido a partir de dados estatísticos captados e gerados pelo FGV IBRE. A seleção das séries e dos pesos foi realizada por meio de métodos estatísticos; então, eles podem sofrer revisões de tempos em tempos. Nesta situação, as eventuais alterações não irão provocar mudanças nas séries divulgadas previamente.
IAEmp registra o pior índice desde agosto de 2020

O IAEmp do Brasil começou o ano de 2022 registrando queda pelo terceiro mês consecutivo, apresentando em janeiro o menor nível em cerca de um ano e meio. Segundo a FGV, o índice vem apontando algumas dificuldades de recuperação. O indicador que, como você já sabe, prevê o rumo do mercado de trabalho nacional, registrou queda de 5,3 pontos em janeiro, a 76,5 pontos, voltando ao menor patamar desde agosto de 2020 – 74,8 pontos.
A piora mais intensa no início deste ano é decorrente da combinação de alguns fatores: como, por exemplo, a desaceleração da economia iniciada nos últimos meses de 2021 com o surto da Influenza e da variante Ômicron, que lesa especialmente o segmento de serviços – o maior empregador. Isso torna, no curto prazo, bastante difícil enxergar uma alteração no curso do índice.
Saiba como estava o cenário pré-pandemia
Contudo, vale citar que entre os itens do IAEmp, todos eles tiveram participação negativa para o apuramento de janeiro; contudo, o destaque do índice foi o Situação Atual dos Negócios da Indústria, que colaborou com -1,6 ponto na variação geral mensal. Inclusive, a taxa de desemprego no Brasil voltou a registrar queda no trimestre que se encerrou em novembro, atingindo o patamar mais baixo desde o começo de 2020.
Antes da chegada da pandemia, o mercado de trabalho nacional já apresentava algumas complicações que não podemos – e nem devemos – desconsiderar. Isso é importante para entender que os avanços conquistados recentemente são de grande relevância. Afinal, estamos falando de uma recuperação em dose dupla; então, se o Brasil implementar determinado ritmo de crescimento em algum momento iremos superar o período pré-pandêmico.
Contudo, é claro que precisamos destacar que ainda se trata de um momento de grandes desafios. Mas, a conclusão é que, embora estejamos com margens negativas, comemorar qualquer avanço é fundamental. Nossa nação está se recuperando não somente das consequências do vírus, mas também das complicações antes de o mesmo eclodir. Portanto, o avanço do mercado de trabalho brasileiro é determinante para a melhora da qualidade de vida dos brasileiros.
O que esperar do mercado de trabalho em 2022
É certo afirmar que o último ano trouxe um cenário um tanto quanto favorável para o mercado de trabalho do Brasil. Sendo assim, o esperado é que ao longo do ano de 2022, um forte movimento de recuperação de vagas de emprego e postos de trabalho aconteça. Afinal, quanto mais o processo de vacinação e aplicação da dose de reforço avança, mais oportunidades podem aparecer para aqueles que estão em busca de um lugarzinho no mercado.
Pois bem, então, este é um momento em que os profissionais do Brasil podem se sentir animados e motivados. No entanto, é nosso papel alertar que a taxa de desemprego no país, infelizmente, pode permanecer elevada por algum tempo ainda. Afinal, o mercado não irá absorver, do dia para a noite, toda a força de trabalho que deseja uma reinserção.
Mas uma coisa é certa: o horizonte que está surgindo é mais propício a uma tranquilidade do que aquilo que foi vivido nesses últimos anos, com a pandemia do Covid-19. Mas, claro, ainda é necessário se manter atento e com foco total para usufruir de qualquer oportunidade que aparecer por aí. Mantenha a calma e a persistência, mas não deixe de correr atrás daquilo que deseja!
Destaques do IAEmp
Em dezembro do último ano, 5 de um total de 7 componentes do índice contribuíram de forma negativa para seu resultado. Os destaques foram para: a. Situação Atual dos Negócios da Indústria, com redução de 0,7 pontos na margem; e b. Tendências dos Negócios de Serviços, com 3,0 pontos de recuo, também na margem.
Já os dois componentes que avançaram foram índices de Situação Atual dos Negócios de Serviços, com 2,5 pontos; e Emprego Previsto na Indústria, com variação de 2,2 pontos.
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