OCDE vê desaceleração da atividade econômica no Brasil

Com os preços dos alimentos batendo recorde de alta no mês de março, é possível notar a piora da situação das economias pobres. Indicadores da OCDE apontam alguns pontos. Saiba mais.

Fonte: Google

A OCDE – ou Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – representa uma estruturação formada por nações e parceiros estratégicos que se dedicam ao desenvolvimento da economia. Os membros da organização pretendem debater políticas públicas e econômicas que os norteiam. Então, os países membros apoiam os princípios da democracia representativa e as normas da economia de mercado.

Inclusive, essa organização também é conhecida por aí como o Clube dos Ricos; isso porque seus integrantes apresentam um PIB per capita elevado, além de indicadores de desenvolvimento humano elevado, representando em média 80% do comércio global e investimentos. Ah! OCDE é a sigla em português; em inglês, é OECD de Organization for Economic Co-operation and Development.

Como funciona a OCDE?

A OCDE é integrada por países-membros que se empenham em promover padrões internacionais que permeiam assuntos econômicos, financeiros, comerciais, sociais e também ambientais. As reuniões realizadas pela organização proporcionam uma oportunidade de discussão entre seus membros, que criam possibilidades de gestão de políticas em diversas áreas e de tratamento de questões que podem surgir por meio da troca de experiências sobre suas ações governamentais.

Essas discussões são feitas através das informações fornecidas em seu banco de dados. Essas informações orientam os governos participantes a promover o desenvolvimento econômico de forma sustentável em busca da estabilidade financeira. Basicamente, a organização segue um padrão para orientar suas reuniões: a secretaria coleta os dados relevantes necessários; comitês discutem as informações coletadas; o conselho decide sobre possíveis soluções e coordenação de políticas; e, finalmente, o governo aplica as recomendações.

Conforme divulgado pela OCDE, seu modo de trabalhar ocorre da seguinte forma: Coleta de dados → Análises → Debates → Decisões → Implementações → Supervisão multilateral.  Segundo o Ministério da Economia do Brasil, a estrutura organizacional compreende: secretaria técnica; agências; centros de pesquisas; em média 30 comitês internacionais especializados em diversos assuntos acerca da economia internacional e políticas públicas; cerca de 200 órgãos e 240 instrumentos legais.

Perda de impulso da economia da Europa

Os indicadores compostos avançados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam para o enfraquecimento do ritmo de crescimento na Europa e uma desaceleração na atividade econômica brasileira. Os indicadores são projetados com o intuito de prever as flutuações da atividade econômica nos próximos seis a nove meses.

Os indicadores da Organização definem quatro fases cíclicas. Em uma expansão, o indicador aumenta e fica acima de 100; em um ponto de inflexão, cai, mas permanece acima de 100; em uma desaceleração, há um mínimo abaixo de 100; após a recuperação, o indicador aumenta, mas permanece abaixo de 100.

No mês de março, no Reino Unido e em toda a zona do euro, incluindo Alemanha, França e Itália, os indicadores esperam que o crescimento perca força, com leituras de confiança do consumidor contraindo e inflação subindo. Nas principais economias da OCDE fora da Europa, os indicadores permaneceram acima da tendência, implicando um crescimento estável nos EUA, Japão e Canadá.

Desaceleração na economia brasileira, crescimento estável na China e Índia

Entre as principais economias emergentes, os indicadores da China (indústria) e da Índia continuaram a crescer de forma constante e estável. No Brasil, por outro lado, eles continuam esperando um crescimento um pouco mais lento. O indicador do Brasil vem caindo – 98,9 em janeiro, 98,3 em fevereiro e em março, 97,8. Por sua vez, o jornal francês Le Figaro destacou, em março, o risco de recessão nos Estados Unidos da América.

Segundo a avaliação do jornal, a inflação no nível mais alto em 40 anos, o aumento das taxas de juros e a guerra na Ucrânia devem desacelerar a economia e até mesmo destruir o crescimento, um cenário que não imaginávamos há apenas alguns meses. Por seu lado, o Rabobank observou ainda que a situação está piorando nas economias pobres; afinal, os preços dos alimentos atingiram recordes em março.

OCDE e o Brasil

Fonte: Google

O Brasil participa das reuniões da OCDE há alguns anos, desde 1996, quando decidiu aderir ao Comitê do Aço. Um pouco mais tarde, em 2007, o Brasil recebeu o convite e aderiu ao Programa de Engajamento Ampliado. Em 2012, o Brasil foi elevado a Parceiro Chave, ao lado da Índia, China, África do Sul e Indonésia. Ademais, em 2015, o Brasil assinou com a OCDE o Acordo de Cooperação, instituindo um Plano de Trabalho com a organização.

Ademais, em meados de 2017, o Brasil foi nomeado o primeiro Parceiro Chave a solicitar formalmente a acessão a membro pleno da organização. Assim, a solicitação do Brasil para a acessão a organização foi considerada um sinal de que o país está pronto para uma maior consolidação de sua agenda de reformas. O processo oferece chance para que o país candidato e os países membros atuem em conjunto para aumentar a transparência e eficiência das políticas públicas do país.

Depois de aceito, esse país passa a ter voz e voto, podendo moldar os debates mundiais e garantindo que as particularidades da economia brasileira serão levadas em conta no estabelecimento e revisão de padrões da OCDE. Atualmente, o Brasil já participa de 25 comitês, fóruns, grupos de trabalho e programas da organização – sendo que o BC está presente em mais de 50% deles.

O que é necessário para entrar na Organização?

Para ser aceito no clube, é preciso que o país candidato demonstre estar alinhado aos vários princípios que regem as nações membros da organização. Como, por exemplo, a proteção dos direitos humanos, os valores da democracia, a preservação da liberdade individual e o valor das economias de mercado abertas, competitivas, comerciais, transparentes e sustentáveis.

Atualmente, 38 países fazem parte da OCDE. O Brasil ainda não está incluso nesse número; contudo, já foi iniciado o processo para avaliar a inclusão do Brasil no grupo.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.