Com o fim virtual de uma das stablecoins mais famosas e renomadas, o calcanhar de Aquiles do universo cripto é exposto. Mas ainda há esperança… Saiba mais aqui sobre o colapso da UST e o futuro das criptomoedas.

O mês de maio não começou muito bem para o mundo cripto. Logo no oitavo dia do mês, aconteceu o maior colapso de toda a história do mercado de criptomoedas, quando as cripto Luna e UST apresentaram queda assustadora e deixaram milhões de investidores de todo o mundo em uma situação ruim. Bom, é certo dizer que o colapso da UST deixou os investidores com pouca esperança.
Em uma das piores semanas desse mercado onde houve perda de, pelo menos, R$450 bilhões em valor de mercado – do dia 8 de maio até o dia 13 de maio, a criptomoeda nativa da blockchain Terra, Luna, ‘virou pó’ – como dizem por aí. O ativo apresentou queda absurda: caiu de US$60 para apenas US$0,01. É isso mesmo que você leu! Mas qual foi a origem desse colapso que acendeu um alerta no mercado de criptoativos? Vamos descobrir juntos!
Entendendo o colapso da UST
Se você chegou até aqui, acredito que está curioso para entender sobre o colapso da UST, certo? Então vamos lá! Tudo isso começou com a forte queda do UST, ou Terra USD, uma stablecoin que pertence ao mesmo projeto do Luna. Tal criptoativo é lastreado em dólares – assim como a tether e a USD (USDT e USDC, respectivamente. Funciona da seguinte maneira: a cada stablecoin circulando, existe US$1 correspondente.
O fato é que essa criptomoeda, UST, foi projetada e desenvolvida para manter sua paridade com a moeda americana através de um sistema baseado em algoritmos. Através dele, ele pode ser trocado por Luna, e vice-versa, para que o seu valor permaneça estável. Ou seja, toda vez que acontece a emissão de uma nova unidade de UST, sai de circulação US$1 em Luna. Os responsáveis por isso são os ‘market makers’, agentes que compram e vendem esses ativos no mercado.
Esses agentes ganham dinheiro para que a UST permaneça pareada com o dólar. Inclusive, com a queda da UST nos últimos dias, seus apoiadores elevaram a oferta de moedas Luna em circulação; isso foi uma tentativa – até então mal sucedida – de trazer a stablecoin de volta ao preço de US$1. Mas, o enorme aumento na oferta, infelizmente, fez com que o valor da Luna apresentasse queda.
O que de fato aconteceu com o terraUSD?
É muito importante compreender o que faz com que essa criptomoeda, a UST, seja única e perigosa no universo das stablecoins: o terraUSD se trata de uma stablecoin algorítmica; isso significa que ela não opera da mesma forma que a grande maioria das criptomoedas. Na verdade, ela mantém a paridade com o ativo de referência por meio de contratos inteligentes e algoritmos.
As stablecoins mais famosas, como USD Coin e tether (com US$50 bilhões e US$82 bilhões de valor de mercado, respectivamente), são sustentadas por ativos, como títulos de dívida de curto prazo, tesouros ou dólares fiduciários em uma conta bancário. Inclusive, essa também é uma abordagem perigosa e delicada, visto que os emissores às vezes não são tão claros quanto à exata distribuição de suas reservas.
Inclusive, por esse motivo, a tether tem sido alvo de diversas críticas; afinal, os observadores estão extremamente preocupados com o risco de os ativos não terem suficiente liquidez para resgatar e reaver os mais de 100 bilhões de dólares – ou 511,85 bilhões de reais – em criptoativos para os quais eles funcionam como um tipo de reserva. Pois é, caro leitor, o colapso da UST não é brincadeira…
O que leva blockchains a entrarem em colapso?

Dezenas de blockchains menores tornaram-se “mortos-vivos”, com tokens sendo negociados por menos de US$1 e com apenas um punhado de usuários – vítimas de conflitos mal planejados entre os desenvolvedores. Essas redes ainda têm um grande número de fãs que acreditam no retorno da rede e no valor crescente de suas moedas. A Terra, depois do colapso da UST, enfrenta a mesma situação, mas em uma escala muito maior.
Uma blockchain é um banco de dados que pode carregar centenas de funções e registrar transações financeiras relacionadas. Tais redes geralmente são de código aberto, criados por uma comunidade de desenvolvedores e alimentados por operadores de computador que verificam as transações e são recompensados com tokens ou moedas dedicadas, especialmente, a esse blockchain específico.
Colapso da UST mostra a necessidade urgente da regulamentação das stablecoins
A secretária do tesouro americano, Janet Yellen, comentou sobre a necessidade das stablecoins serem regulamentadas ainda em 2022. Ao longo de uma audiência, Janet disse que, embora os ativos digitais tenham total capacidade de ‘promover a inovação’, eles também podem ‘apresentar diversos riscos ao sistema financeiro’. Inclusive, a secretária do tesouro usou o Terra como exemplo, a blockchain relacionada ao colapso da UST.
A queda da stablecoin, de US$0,65, abaixo de US$1, que é seu lastro. Isso, claramente, gerou um baita furacão no mercado de criptomoedas. As stablecoins, na teoria, deveriam ser estáveis, mas o colapso da UST trouxe algumas dúvidas. Inclusive, essa queda da UST, com outros fatores macroeconômicos, também pode ter colaborado com o impacto no mercado de criptoativos.
Além disso, de acordo com Yellen, esse colapso da UST ilustra de forma clara que os produtos de rápido crescimento também contam com riscos de rápido crescimento. Se você já conhece o universo digital e investe em criptos, sabe muito bem que os ativos digitais podem apresentar diversos riscos ao sistema econômico, então uma atenção regulatória e coordenada se faz muito necessária. É muito importante e urgente!
Espiral da morte
As blockchains são conhecidas por serem ecossistemas financeiros incertos de usuários, validadores, desenvolvedores, investidores e etc., com sua participação relacionada diretamente à valorização do token da cadeia. Sendo assim, a esperança é que, com o envolvimento de mais participantes e o aumento da atividade, os valores das moedas aumentem; isso, consequentemente, atrai um maior número de usuários.
Porém, se o token de uma cadeia entrar em crise, como o colapso da UST, o incentivo financeiro de todos para apoiar a cadeia também desaparece. É dessa maneira que uma blockchain pode acabar morrendo…
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