Carreira Profissional: qualificação demais pode atrapalhar?

Imagine o excesso de experiência e qualificação ser o motivo para a reprovação em uma entrevista de emprego. Pois acredite, esse pode ser um dos desafios da carreira profissional. Veja em quais casos a qualificação demais pode ser um problema.

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É comum de se imaginar que um currículo amplo, com muita experiência e qualificação é um fator positivo na busca de um emprego, não é verdade? Afinal, quando o assunto é carreira profissional, quanto mais qualificação, mais chances de ser escolhido para uma vaga, certo? Não! Na verdade, nem sempre! Isso porque, o empregador pode enxergar um candidato que excede as exigências, como um golpe de sorte.

Muitas vezes, o fato de ser qualificado demais para uma vaga, pode ser motivo para ser descartado em um processo seletivo, ou até mesmo nem ser convidado para participar. Os motivos que levam uma empresa a rejeitar um candidato “superqualificado” podem ser vários, e é sobre isso que vamos falar hoje. Então, continue a leitura, a seguir, e entenda em quais casos a qualificação demais pode atrapalhar.

Carreira profissional 

O processo comum de uma carreira profissional é que, à medida que o trabalhador progride em experiência e qualificação, ele começa a assumir cargos mais importantes. Assim, o profissional gradualmente constrói seu caminho para chegar a cargos cada vez maiores, como de executivo ou de chefia. No entanto, quando mais alto é o voo do profissional, menores são as opções de trabalho disponíveis.

Um profissional focado em crescer em no seu ramo, tudo o que faz está direcionado ao topo da pirâmide de sua carreira profissional. Contudo, há um risco. Pois, a verdade é que quanto mais experiência um profissional adquire, o seu leque de oportunidades vai ficando cada vez menor. Desta forma, para tentar algo diferente, talvez seja preciso retornar ao início da pirâmide.

Por isso, muitas vezes, durante a caminhada, o profissional decide recalcular a rota, digamos assim. E nesse contexto, é possível que seja necessário dar alguns passos para trás, para conseguir seguir em direção ao destino desejado. Os motivos são diversos: uma mudança de carreira, uma nova estratégia visando ganhos futuros, questões pessoais ou de momento, enfim, é muito comum de acontecer.

Quando a “superqualificação” pode atrapalhar

Embora os motivos para um retrocesso na carreira possam estar baseados em boas razões, nem sempre os recrutadores enxergam essa manobra com bons olhos. Isso porque quando um profissional se candidata a um cargo considerado abaixo do nível do seu currículo, ou incompatível com o atual nível de sua carreira, isso pode soar como um alerta para o empregador.

Dentre as suspeitas mais comuns, esse candidato pode significar aos olhos de um recrutador, que está sempre mudando de emprego por não dar certo em nenhum, ou que é um profissional estagnado. Por isso, é importante que durante o processo, este profissional esteja preparado para responder perguntas sobre a motivação que o faz procurar um cargo inferior à sua qualificação, sendo este o momento decisivo para convencer o empregador.

Em uma situação como essa, é comum que haja um certo receio por parte da empresa, de que, se contratado, esse profissional “superqualificado”, mesmo que tenha um desempenho acima da média no cargo concedido, e isso seja um ponto muito positivo para a empresa, ainda assim, a contratação pode não ter sido uma boa ideia. Visto que, muito provavelmente, com o passar do tempo esse trabalhador se sinta entediado e desista do emprego, por falta de desafios ou oportunidades.

Continue e entenda tudo sobre este assunto

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Normalmente, uma empresa leva de 3 meses a 1 ano para que um novo contratado seja plenamente produtivo em sua função. Mesmo no caso de um profissional com melhor qualificação, é impossível não passar por esse processo de adaptação. Visto que é necessário primeiro entender como a empresa funciona em sua cultura, processos e tecnologia, para então entrar no ritmo desejado.

Por isso, ao escolher um profissional em um nível de carreira superior ao cargo disponibilizado, existe um grande risco para a empresa, de estar investindo todo esse tempo de adaptação, em um trabalhador que tem grandes chances de desistir do emprego alguns meses depois. Portanto, por mais que um bom currículo seja tentador, essa decisão não soa muito inteligente na hora da contratação.

Mas claro, há excessões!

Enquanto muitas empresas pensam que ao contratar um profissional “bom demais” para determinado cargo, esse trabalhador será um benefício para a empresa apenas em curto prazo. Por outro lado, existem muitas outras empresas que não descartam essa oportunidade, e ainda pensam em melhores maneiras de aproveitar esses profissionais que têm a qualificação e experiência como diferencial.

É mais comum que as empresas pequenas, livres de limitações hierárquicas e corporativas, sejam mais propícias a contratarem funcionários com qualificações maiores que as exigidas. Por exemplo, podemos citar startups. Novas no mercado e com grande potencial de crescimento, elas costumam se comportar de forma mais ágil e flexível em relação aos seus funcionários.

Sendo assim, a possibilidade de crescimento interno é uma das formas de evitar que um bom funcionário descarte o emprego. Afinal, um bom currículo precisa ser aproveitado. Mesmo que, inicialmente o cargo oferecido não faça jus a experiência do profissional, as chances de rapidamente ser promovido, caso desempenhe um bom trabalho e estabeleça boas relações, é o que mantém o profissional interessado em contribuir cada vez mais com a empresa. Assim, todos os lados saem ganhando.

Saiba escolher e aproveitar as oportunidades

Se você é um profissional que se encontra em situação parecida, existem alguns pontos que podem te ajudar. Primeiramente, saiba escolher! Dentre as vagas de seu interesse, pesquise mais sobre a empresa contratante, sobre como funciona o plano de carreira interna e a hierarquia. Pois, escolher uma empresa que, como dissemos no bloco anterior, tem potencial para oferecer promoções e plano de carreira, deve ser primordial.

Além disso, saiba aproveitar as oportunidades que vierem. Por isso, evite se colocar em um nível acima dos demais candidatos com uma autovalorização explícita, pode ser um péssimo sinal. Então, concentre nas atribuições exigidas para o cargo, mostre como você poderá agregar à empresa, e seja sincero ao falar sobre suas motivações para conquistar o cargo em questão. O jogo limpo é o melhor caminho.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.