Mais uma notícia sobre o Dólar X Real. Com exterior benigno, moeda americana apresenta mais de 1% de queda frente à moeda brasileira na última semana de julho. Confira!

Você entende o motivo de o dólar abaixar e aumentar em comparação ao real? Se a resposta for não, você está no lugar certo. Não saia daqui! No artigo de hoje, você vai encontrar tudo que precisa para entender sobre as variações que a moeda americana sofreu na última semana de julho (2022). Saber o valor do dólar é muito importante – seja você investidor, viajante, analista financeiro ou apenas uma pessoa que se interessa pelo mercado.
Entender sobre a cotação da moeda americana pode ajudar você a economizar no dia a dia, calcular os gastos e despesas com mais facilidades e até compreender mais sobre investimentos. Sendo assim, você sabe quanto está valendo o dólar hoje?
Calma, você não precisa decorar essa informação – e nem tem como. Afinal, a oscilação do dólar é constante, então não precisa ter esse valor na ponta da língua sempre. Mas, então, por que é tão importante acompanhar o valor da moeda? E como compreender sobre as altas e baixas do dólar?
Dólar apresenta queda acentuada frente ao real
Na segunda-feira, dia 25 de julho de 2022, a moeda americana apresentava queda acentuada contra a moeda brasileira; assim, acompanhando o movimento similar que podemos encontrar nos mercados de câmbio pelo mundo. Além disso, o foco dos investidores estava voltado para a reunião de política monetária do Federal Reserve que aconteceria ainda naquela semana. Ademais, ainda naquele dia, nas mínimas do dia o dólar à vista apresentava 1,24% de queda – R$5,4295 na venda.
Na Bolsa de Valores (B3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento apresentava 1,31% de recuo – a R$5,4370. Naquela segunda-feira, as perdas da moeda americana eram generalizadas, com seu índice diante de vários países fortes – e rivais – cedendo 0,42% a 106,250; ou seja, se mantendo bastante abaixo de um valor máximo em dezenas de anos mais cedo no mês de julho. Entendeu?
Por outro lado, enquanto isso acontecia com o dólar, várias moedas de nações emergentes ou países exportadores de commodities – como pesos chileno e mexicano, dólar australiano, rand sul-africano – apresentavam ganhos expressivos na última segunda-feira de julho. Além disso, o sócio da Nexgen Capital, Felipe Izac, atribuiu tal comportamento ao avanço dos valores de produtos como minério de ferro e petróleo. Isso é mais um fator que, de um jeito ou de outro, favorece a valorização do real.
Mercados internacionais
Embora tenhamos por aqui uma melhora aparente no sentimento dos mercados internacionais quanto ao dólar na última semana de julho, com as principais bolsas de ações apresentando altas, a expectativa era de que aquela semana seria um tanto quanto volátil. Como já dissemos por aqui, os operadores do mercado estavam ansiosos para a reunião do Fed, que começou no dia 26 e se encerrou no dia 27 de julho (2022).
Tal cenário precificado por uma grande parte dos mercados é de uma elevação de 0,75 ponto percentual nos juros pelo Federal Reserve; isso, por sua vez, configuraria manutenção do ritmo de aperto quanto ao último encontro de política monetária. No entanto, a aposta de alguns investidores e analistas do mercado financeiro era de que o ajuste seria um pouco mais intenso; no caso, de 1 ponto percentual completo.
Além da decisão do Federal Reserve, o mercado financeiro também estava bem em cima do comunicado de política monetária; afinal, dependendo de como vier, o comunicado tem o poder de ajudar a valorizar ou desvalorizar a moeda americana. Geralmente, quando o banco central dos EUA, o Fed, emite alguns sinais de endurecimento do aperto monetário, o dólar tende a ganhar mais força pelo mundo; por outro lado, indicações mais brandas tendem a desencadear seu enfraquecimento.
Volatilidade do mercado cambial

Além de tudo isso que você viu por aqui, existem outros fatores que podem colaborar para a volatilidade no mercado de câmbio. Quer saber um desses fatores? É bem simples. Os analistas, investidores e estrategistas da Travelex acreditavam que a formação da Ptax referencial do mês de julho, que acontecia na última sexta-feira de julho, também poderia colaborar para a volatilidade do mercado cambial
Você não sabe o que é a Ptax? Essa é uma taxa de câmbio que o Banco Central calcula; a taxa serve como referencial para a liquidação de derivativos. Ao final de cada mês, agentes financeiros seguem na tentativa de direcioná-la para patamares que sejam um pouco mais convenientes às suas posições – independente se estas são compradas ou vendidas na moeda americana (o que, inclusive, geralmente aumenta a instabilidade das negociações).
A corrida eleitoral brasileira também causa impactos
Além dos riscos vindos do mercado internacional, existe uma tendência de que o desenrolar da corrida eleitoral cause uma pressão sobre o real; uma pressão negativa, inclusive. Se a eleição ficar um pouco mais apertada – embora nos dias de hoje haja certa distância entre o primeiro e o segundo lugar – a situação cambial tende piorar. E isso, na verdade, não tem nada a ver com os nomes de candidatos; a questão é apenas que a incerteza do mercado aumenta.
Então, esse cenário um pouco mais apertado pode causar uma discussão entre os candidatos; discussão esta que pode ser muito mais pautada sobre uma perspectiva de políticas mais eleitoreiras e isso, automaticamente, desenha uma taxa cambial mais alta. Por outro lado, enquanto isso, os investidores do mercado devem apresentar um pouco mais de cautela quanto à corrida eleitoral do Brasil.
A expectativa é que a corria comece a ganhar ritmo; visto que as candidaturas do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), e do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já foram divulgadas oficialmente. Ambos estão dando indícios de que, se forem eleitos, irão manter medidas populistas. Isso ainda levanta um risco fiscal que, inclusive, pode ser um fator que limita a queda do dólar x real.
Dólar X Real
Desde o início do ano até o mês de julho, o dólar apresenta quase 4% de alta contra o real; para ser mais exato, foi 3,80% de alta da moeda americana contra a moeda brasileira. Contudo, a moeda norte-americana acumulou, até então, baixa de 2,57% anual.
Sendo assim, na sexta-feira daquela semana, dia 29 de julho, o dólar negociado no mercado interbancário havia registrado valorização positiva – de 0,02% a R$5,4976.
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