No Brasil, a quantidade de pessoas inadimplentes bate recorde; dito isso, como está a proporção de pessoas com o nome sujo pelo país?

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL e o Serviço de Proteção ao Crédito – conhecido por aí como SPC Brasil, realizaram um levantamento onde ficou claro que, em cada 10 brasileiros, 4 estão inadimplentes; ou seja, com o nome sujo. Conforme a pesquisa, esse número é 6,5% maior se compararmos com o mesmo período no ano passado (2021). Entre maio e junho de 2022, o número subiu 0,64%.
Entre todos os estados analisados, o líder em número de inadimplentes é São Paulo, com 15 milhões de pessoas. Em segundo lugar temos o Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de pessoas e Minas Gerais, com 5,9 milhões de pessoas. Quanto à faixa etária, a maior concentração de pessoas com nome negativado está entre os 30 e 39 anos, com mais de 15 milhões de devedores. Continue acompanhando aqui para saber mais.
Pessoas com nome sujo pelos Estados do Brasil
As variações entre os estados são bastante significativas, conforme dados divulgados pelo Serasa Experian. No Amazonas, podemos encontrar o dado mais preocupante: existem mais adultos com o nome sujo (51,8%) do que adultos com o nome limpo e as contas em dia. Mas, calma aí, o Amazonas não é o único estado com uma situação alarmante.
Ainda tem mais estados os a porção de inadimplentes é praticamente metade dos adultos, como Distrito Federal, Amapá e Rio de Janeiro – os três com indicadores acima de 49%. Do outro lado do extremo, com o menor índice do Brasil, temos o Piauí, com ‘somente’ um terço dos adultos com o nome negativado. Temos ainda Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Alagoas – 34,8%, 36,3% e 36,8%, respectivamente.
Esses nomes também aparecem entre os Estados onde uma porção maior de pessoas adultas está conseguindo pagar as contas antes do vencimento e manter as finanças em dia. Inclusive, uma pessoa é caracterizada inadimplente quando ela não consegue pagar uma conta antes de vencer. No entanto, ela só entra nas estatísticas de inadimplência da Serasa quando a empresa comunica que tal conta não foi paga.
Qual a explicação para essa variação regional?
Mas, vem cá, qual é a explicação para essa discrepância entre os Estados? Especialistas da área financeira afirma que é crucial levar em consideração a renda per capita para compreender o ponto da inadimplência, já que renda per capita é sinônimo de capacidade de pagamento. O que isso quer dizer? É simples, os estados com renda mais alta tem a tendência a ter menos taxa de inadimplência – isso na teoria, ok?
Inclusive, isso pode ajudar a explicar o caso do Amazonas, cuja taxa de inadimplência é a maior do Brasil e também está na lista das três menores rendas per capita do país, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Mas, por outro lado, o estado com menor taxa de inadimplentes, o Piauí, também está na lista dos estados com menor renda per capita.
Ademais, o Distrito Federal, estado com maior renda per capita, se encontra na lista das maiores taxas de inadimplência. No entanto, embora a renda per capita seja um fator de muita importância, não é o único. Existem ainda algumas variáveis que realmente fazem a diferença quando olhamos a distribuição estadual, segundo análises e dados divulgados.
A economia influencia a quantidade de pessoas com nome sujo por aí?

Além de tudo isso que você viu, especialistas vêm analisando também que a inadimplência tem tendência a ser menor naqueles estados que estão dentro de uma cadeia exportadora de recursos naturais (ou commodities) e onde entra a relevância desse setor na economia local. Assim, esse estado pode ter uma performance econômica muito melhor do que a média do país, ou melhor do que aqueles estados que não possuem tal característica.
Por exemplo, isso explica o motivo de o Piauí, sendo estado que possui uma renda per capita mais baixa, tem a menor taxa de inadimplência – porque, exemplificando, o Piauí é a principal fronteira agrícola da soja. Ademais, com a guerra da Rússia e Ucrânia, combustível, valores de energia, alimentos e outras matérias-primas dispararam. Além de causar inflação, isso também causa um impacto na renda dos produtores de commodities; para ser exata, um aumento.
Inadimplência recorde no país
No Brasil, as estatísticas deixam claro que 41% dos adultos do país são inadimplentes; ou seja, a cada dez pessoas adultas, 4 estão com o nome sujo. O número de 66,6 milhões de pessoas inadimplentes, registrado no mês de maio, é o recorde registrado pelo Serasa Experian desde 2016. Como você já viu, quanto a maio do último ano, o aumento de nomes negativados foi de 4 milhões.
Segundo especialistas, a inadimplência vem crescendo por conta da inflação, que está acabando com o poder de compra e, consequentemente, as pessoas não conseguem mais arcar com suas despesas e pagar suas contas. Isso, definitivamente, faz um enorme estrago na capacidade de pagamento de milhares de brasileiros. Além disso, a alta de juros também é algo que, com certeza, torna a situação ainda mais grave.
Contudo, esse aumento torna o crédito utilizado pelos consumidores ainda mais caros; é o caso, por exemplo, do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito, que são conhecidos por aí por serem os mais altos. Inclusive, esse segmento (dos cartões e bancos) foi o que gerou mais volume de dívidas negativadas e pessoas com o nome sujo, seguido por contas básicas e, em terceiro lugar, o setor de financeiras e varejo.
Maior número de todos os tempos?
Há pouco tempo, o Brasil atingiu a maior marca de pessoas com o nome sujo desde o começo da série histórica, feita pela Serasa, desde o ano de 2016. Hoje em dia, mais de 66 milhões de pessoas tem os nomes negativas por conta de dívidas.
Os dados, quanto ao mês de maio, divulgados na primeira semana de julho, são da Serasa Experian e representam uma elevação de quatro milhões de inadimplentes – o que equivale a mais de 6%. O levantamento deixa claro ainda que a maioria das dívidas é de cartões e bancos.
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