Mulheres na Gestão de Ativos: participação feminina na economia moderna.

Mais mulheres na gestão de ativos pode levar a um aumento de US$20 trilhões no PIB mundial, de acordo com estudo da Bloomberg. É preciso capacitar as mulheres para a participação plena da economia moderna.

mulheres investidoras
Fonte: Google

O mercado de finanças e investimentos é responsável por movimentar quantias enormes de bens e dinheiro, nos países e no mundo. Porém, quando falamos em gestão de ativos, normalmente, é um tema mais voltado para o masculino, sem muita participação de mulheres nesse setor. Afinal, o que falta para que as mulheres sejam mais ativas nesse sentido?

Pensando nisso, foi feito um estudo que mostrou um considerável aumento de 20 trilhões de dólares no PIB mundial, se houvesse a participação de mais mulheres na economia moderna. Por isso, é importante investir em capacitação do público feminino, para que possamos contar com mais mulheres na gestão de ativos. Acompanhe mais informações sobre esse assunto. Confira a seguir.

Movimento para inclusão das mulheres na gestão de ativos

Executivas seniores lideram a iniciativa BWBN (Bloomberg Women’s Buy-Side Network), que foi criada com o objetivo de elevar mais as mulheres na gestão de ativos. Trata-se de um movimento de âmbito mundial que atua através de eventos de networking, ambientes de mentorias e capacitação técnica para estimular as carreiras das mulheres em sentido aos cargos seniores na gestão de ativos.

Considerado o maior mercado da América Latina em gestão de ativos, o Brasil passou a integrar, em 2021, o seleto grupo de filiais da BWBN pelo mundo. Inclusive, outros países como Estados Unidos, Japão, Hong Kong, Cingapura, Índia e Nova Zelândia também participam da iniciativa. A intenção é colocar as mulheres no mesmo nível de emprego e educação dos homens, e com a participação do público feminino de forma plena na economia moderna, a elevação do PIB em US$20 trilhões pode ser alcançada em 2050, de acordo com as expectativas de economistas.

Por isso é importante priorizar a inclusão e a diversidade, de forma a atrair e reter talentos de forma mais ampla, melhorar a tomada de decisões, oportunizar mais inovações e assim, obter resultados significativamente melhores. De acordo com Geraldo Coelho, um dos diretores na Bloomberg, quando valorizamos o conhecimento, experiência, ideias e percepção das mulheres, além de construir um negócio mais igualitário, também construímos um negócio mais próspero e bem sucedido.

Mulheres inspirando mulheres

Um novo capítulo da Bloomberg Women’s Buy-Side Network (BWBN) está sendo construído no Brasil com a liderança de 3 sócias fundadores: a Diretora de Riscos do Itaú Unibanco, Tatiana Grecco; a CEO da Península Participações, Flávia Almeida; e a principal sócia e fundadora da 3V Capital Asset Management Ltda, Luciane Ribeiro. É importante que as mulheres bem sucedidas se dediquem para inspirar mais mulheres a trilharem um caminho de sucesso.

Um ponto bastante positivo é que a geração de mulheres jovens de hoje é bem mais otimista e interessada em suas carreiras, bem como na gestão de ativos, se comparada às gerações anteriores. Além disso, o fato das mulheres serem notadas como profissionais com habilidades tecnológicas, é de extrema importância para quebrar barreiras que impedem o crescimento profissional feminino.

A dedicação de mulheres para inspirar, animar e estimular outras mulheres, forma uma rede de apoio tão poderosa entre elas, capaz de funcionar como um motor utilizado para o crescimento profissional delas, e impulsionando-as para uma carreira de sucesso e realização. É impressionante como as interações sociais são peças fundamentais para a transformação.

A importância da identificação de gênero

Mulheres no mercado de ações
Fonte: Google

Antes do BWBN, outro programa similar foi lançado, e algo chamou a atenção! Entre as inscrições para participar do programa, apenas 5% foi feita por mulheres. Então, houve uma percepção de que o público feminino tinha uma participação muito pequena, se comparado ao grande potencial de mercado. Por isso, foi pensado uma nova estratégia: convidar mulheres profissionais do buy-side, e assim oferecer um programa exclusivo para o público feminino.

Parece que funcionou! Pois, logo no início, quando foram abertas 50 vagas para o programa, o número de inscrições alcançou o triplo do número de vagas, prometendo ser um grande sucesso! Sendo assim, a expectativa é que o BWBN ajude a construir uma nova geração de mulheres no buy-side, através de uma rede de apoio, educando as profissionais sobre as possibilidades de carreiras de sucesso.

Entenda mais sobre o BWBN

O movimento Bloomberg Women’s Buy-Side Network é uma iniciativa da Bloomberg para incentivar e apoiar as mulheres que desejam entrar no setor de gestão de ativos e prosperar na carreira. O início do projeto foi em 2018, em Cingapura. Agora, o projeto conta com filiais em diversos países, incluindo o Brasil, onde foi criado um capítulo há cerca de 1 ano, em agosto de 2021.

Há um leque grande de oportunidades para as pessoas com habilidades para atuar no buy-side. Por isso, é importante capacitar as mulheres que desejam se especializar nesta área. A expectativa é que o movimento leve mais mulheres a participarem da economia moderna, ao conquistarem empregos no ramo de gestão de ativos. Com a capacitação certa, as empresas estão interessadas em contratar e promover as profissionais.

Iniciativas como essa da Bloomberg são extremamente importantes para promover a diversidade no mercado de trabalho. Temas como a paridade de gênero, igualdade, inclusão e independência feminina precisam ser levantados, e muitas empresas estão abertas para participar de movimentos que os promovem, e a visibilidade contribui para incentivar que mais empresas participem.

Mais mulheres na gestão de ativos

As mulheres estão transformando o mercado financeiro. A ideia de capacitá-las para atuarem também na economia moderna pode trazer grande ganho para as empresas. O mercado de gestão de ativos é bastante competitivo, e a presença feminina tem um potencial muito grande! Por isso, investir para que mais mulheres se interessem pelo setor pode ser benéfico para todo mundo. 

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.