Quer sair das dívidas? Veja quais contas devem ser prioridade:

Só cresce o número de brasileiros endividados, infelizmente. Vem entender como parar essa bola de neve e sair das dívidas de uma vez por todas. Se liga!

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Conta de água atrasada, saldo vermelho no banco, fatura do cartão estourada. Se isso faz parte da sua realidade, saiba que você não está sozinho. Todos os dias, milhões de pessoas pelo Brasil acordam pensando no que fazer para sair das dívidas. De acordo com o Serasa, mais de 66 milhões de pessoas estão inadimplentes e mais de 28% das famílias brasileiras tem dívidas ou contas atrasadas, segundo o CNC.

Financiamento de imóvel e automóvel, cartão de crédito, empréstimos, carnê e cheque especiais são as principais dívidas da população. Tais contas tem consumido cerca de 30% – ou mais – da renda mensal total dessas famílias. Porém, existe uma parcela que precisa de mais da metade do orçamento para conseguir arcar com tudo isso. Às contas essenciais também estão sendo deixadas de lado – água, luz e gás. Mas como resolver tudo isso? Qual dívida pagar primeiro?

Sair das dívidas é um verdadeiro desafio

Sim, sair das dívidas e ficar no azul é um grande desafio para milhares de brasileiros espalhados pelo país. A porcentagem de famílias endividadas e com contas atrasadas é um tanto quanto assustadora. Mas podemos citar aqui dois fatores que com certeza contribuíram para esse cenário: a situação econômica do Brasil e a falta de estímulo à educação financeira desde cedo nas escolas e famílias.

Diante da situação econômica do país, é correto dizer que sem o planejamento financeiro necessário, os brasileiros continuarão nessa situação. Inclusive, é um cenário bastante complicado que, muitas vezes, aparenta não ter nenhuma solução. Uma das piores coisas em tudo isso é sentir que não temos qualquer controle sobre a nossa vida. Em poucas palavras, essa é a sensação de estar coberto em dívidas.

As contas aumentam todos os dias porque os juros não param de multiplicar o valor da dívida. O seu nome fica ‘sujo’, como as pessoas costumam dizer. Todos os seus objetivos de vida são adiados. Tudo isso se soma e acaba se tornando em uma bola de neve de dívidas, problemas e irritações. É completamente possível sair das dívidas e respirar tranquilidade; mas saiba que você precisa estar disposto a se organizar e mudar o comportamento.

Livre-se da culpa antes de qualquer coisa!

Só quem tem dívidas sabe que elas não afetam somente o bolso, mas também a rotina e principalmente a saúde mental. É difícil se concentrar, focar no trabalho, sair e se relacionar com pessoas e principalmente dormir. Estudos do Serasa apontam que mais de 60% dos endividados afirmam que as dívidas afetam a relação com seus parceiros, quase 90% se sentem envergonhados e 85% tem insônia por conta delas.

O endividamento é uma questão muito séria e tem um enorme peso emocional; além de trazer sofrimento. Ter que encarar a própria realidade passa por um processo de autocuidado e autoconhecimento interno. As dívidas comprometem o futuro, pois fica impossível fazer planejamentos de longo prazo, mesmo que seja de coisas mais simples. É disso que surge a culpa!

Geralmente as pessoas ignoram esses sentimentos ruins; no entanto, eles devem ser os primeiros pontos a serem trabalhados. Além do mais, tudo isso gera uma ansiedade tão grande a ponto de fazer você se prejudicar ainda mais. Por esse motivo, antes de decidir qual conta pagar primeiro e como se livrar das dívidas, você deve respirar e tirar essa culpa de si. Comece entendendo que esse caos financeiro não vem apenas da falta de organização e planejamento.

Nem tudo depende de você para sair das dívidas

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Muitos fatores externos também tem responsabilidade nessa conta. O desemprego é assustador, a alta da inflação é chocante, juros absurdos, os preços estão nas alturas… Tudo isso só mostra o que muitas pessoas sentem no bolso: o dinheiro cai na conta, mas não é o suficiente, não rende e não é possível arcar com todos os boletos. Além do mais, essas contas vêm com valores cada vez mais altos; assim, comprometendo uma porção maior do orçamento mensal.

É muito importante ressaltar eu o endividamento não é apenas falta de educação financeira; na verdade, é falta de educação financeira aliada a questões estruturais que limitam o crescimento patrimonial dos indivíduos. Afinal, a educação financeira não consegue resolver questões estruturais, mas com certeza consegue reduzir a vulnerabilidade pessoal. Então, deixe o emocional de lado e foque naquilo que é possível controlar para sair das dívidas.

Priorize as dívidas e contas em atraso

Pronto! O primeiro passo, então, é diminuir a emoção da situação e focar no lado racional. Depois disso, é preciso listar todas as dívidas que você tem; só assim dá para saber qual deve ser priorizada da maneira mais racional possível. Sim, eu disse todas as contas. Inclusive aquela conta de água atrasada, ou aquele amigo que você está devendo. Tudo mesmo!

Vamos lá! Liste todas as suas dívidas, levando em conta os valores, prazos, juros e credores. O próximo passo é revisar o seu orçamento mensal; checar todo e qualquer valor que entra. Você deve priorizar as dívidas seguindo a ordem: contas essenciais, as pessoas que te ajudaram nas horas difíceis, dívidas com mais consequências, as mais caras e as que mais comprometem sua renda.

Depois você precisa determinar um limite previsível de dinheiro para arcar com as dívidas e se livrar das contas. Veja quanto você consegue reservar por mês. A grana ainda não está sendo o suficiente? Veja se consegue incrementar sua renda, mesmo que de forma temporária. Por fim, aproveite todo dinheiro extra para juntar dinheiro, adiantar prestações ou quitar alguma dívida quando aparecer uma oportunidade boa.

A paciência é a chave!

Não adianta querer sair das dívidas do dia para a noite. Apenas é possível acelerar o pagamento das contas com o aumento da sua renda que, inclusive, é uma ideia muito romantizada e vendida como algo super simples. Mas fazer uma renda extra não é bem assim… Depende, na verdade, de muitas coisas, como habilidade, tempo, disponibilidade e as vezes até investimento. E isso, claro, vai depender da realidade de qualquer pessoa. Então, o ideal é focar na sua realidade e no planejamento que você fez com a sua renda.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.