Varejistas brasileiras com potencial de serem vendidas.

Quase 500 varejistas brasileiras apresentam grande potencial para serem vendidas. O que isso representa para os consumidores? Não tire os olhos da tela e saiba mais!

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As empresas varejistas brasileiras representam um dos setores mais importantes para a economia do Brasil. Ainda que com alguns resquícios do cenário adverso do Covid-19, o varejo nacional foi um dos poucos que continuou crescendo de maneira excepcional e, ainda, mantendo acima da média do PIB. Nos últimos anos, foram muitas mudanças e revoluções sentidas pelos varejistas.

A migração do comércio físico para o comércio digital foi uma das maiores e mais benéficas transformações. Ainda em 2020, cerca de quatro meses depois o início do isolamento social, as vendas online representaram quase 20% de todo o faturamento das varejistas brasileiras. Essa quantia equivale ao dobro da média registrada antes do cenário caótico da pandemia. Continue acompanhando nosso artigo até o final para saber mais sobre o assunto.

Varejistas brasileiras e a recuperação econômica

O setor de varejo do Brasil ainda está deslizando na recuperação econômica. Mas em agosto, os dados foram melhores do que o esperado. Apesar dessa situação, ainda existem muitas empresas com potencial na área, dizem os especialistas. Recentemente, pesquisas mostraram que 479 empresas familiares do setor têm potencial para receber financiamento ou serem adquiridas ou incorporadas por outras redes.

A pesquisa considerou varejistas brasileiras com faturamento anual entre 100 milhões e 500 milhões de reais, além de supermercados e atacadistas com faturamento anual superior a 300 milhões de reais. Após várias peneiras, a pesquisa chegou ao número de 1.751 empresas familiares do varejo que, dentro de uma determinada faixa de renda, nunca receberam nenhum tipo de contribuição. A conclusão foi que 185 redes de supermercados e 294 redes varejistas tinham potencial para receber aportes de investidores ou serem adquiridas.

Para determinar quais empresas podem receber esse tipo de doação, foram utilizados vários critérios. A primeira condição é vasculhar quais setores estão em um bom momento e no radar de potenciais investidores. As indústrias mais maduras tornaram-se mais consolidadas, com poucas empresas dominando o mercado. Fora do Brasil, esse tipo de quadro de integração é comum, outros nem tanto.

Mapeamento de setores e outros quesitos…

Por exemplo, costumava haver hospitais familiares, faculdades familiares. Hoje, muitos são adquiridos por grandes grupos, o que não acontecia em outras áreas. Neste estudo, foram mapeados setores como artigos esportivos, cosméticos, eletroeletrônicos, flores, papelaria, livrarias, moda, móveis, animais de estimação, supermercados e varejo de alimentos. Um ponto positivo do setor retratado é o supermercado, que tem chamado a atenção do mercado.

Fundo Pátria (de private equity) comprou muitos supermercados. Mais recentemente, a Advent (também uma empresa de private equity) adquiriu mais de 80% do Walmart no Brasil, reposicionou-o, transformou-o no BIG Group e vendeu-o para o Carrefour. Quando outros fundos veem isso, seus olhos brilham, como dizem por aí, e eles também sentem vontade de entrar nesse mercado.

Além disso, especialistas do setor explicam que é preciso olhar mais de perto a empresa para entender seu potencial. A avaliação é feita de forma detalhada, na qual especialistas avaliam temas como a quantia de lojas, fábricas, colaboradores e distribuição geográfica na tentativa de entender e mapear a saúde e a eficiência financeira da empresa. Afinal, temos que lembrar que isso não é brincadeira, não é mesmo?

Isso é bom para o consumidor? Ou não?

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O número de empresas que podem ser adquiridas por grandes grupos ou até mesmo financiadas por grandes investidores continua alto. Mas isso significa que esses movimentos são bons para os consumidores? Analistas acreditam que tais negociações tendem a favorecer empresas “especializadas”. Do ponto de vista do consumidor, quanto mais profissional o varejo, melhor para ele. E hoje ainda, não podemos esquecer de toda a questão que envolve a tecnologia.

Você pode alcançar os consumidores mesmo de lugares distantes. As lojas físicas eram a base, mas em algum momento os pequenos varejistas pensaram que os eletrônicos eram concorrentes. Mas, descobriram que isso não é verdade; eles são, de fato, um complemento. Mesmo pequenas empresas que postam fotos no Instagram e contratam motociclistas têm ambientes digitais incorporados. Pequenas empresas bem administradas recebem contribuições de capital para crescer. Pequenas empresas mal administradas fecham ou são adquiridas.

Resultados da pesquisa das varejistas brasileiras

Em setores como supermercados, a aquisição de pequenos negócios por grandes marcas pode levar a uma maior qualidade, pois a concorrência fica entre empresas do mesmo porte e com os mesmos “braços”. Não há nada que uma pessoa possa fazer que outra não possa. Isso aumenta a competitividade e, consequentemente, a qualidade do serviço prestado, que é a experiência que você tem na prática.

Segundo especialistas, o Brasil apresenta baixa concentração na maioria dos setores varejistas analisados. Na pesquisa, as redes varejistas brasileiras mapeadas são divididas em categorias de acordo com seu porte. A maior fatura entre 300 milhões e 500 milhões de reais e a menor entre 100 e 300 milhões de reais. O estudo concluiu que as maiores redes possuem em média 44 lojas por rede, enquanto as menores possuem em média 23 lojas.

Nos supermercados, também há uma segmentação baseada no porte da empresa. As maiores empresas têm faturamento superior a R$1 bilhão, as empresas de médio porte têm faturamento entre R$500 milhões e R$1 bilhão e as menores têm faturamento entre R$300 milhões e R$500 milhões. O número de lojas também segue a lei da receita da rede. Cadeias menores têm uma média de 11, cadeias de tamanho médio têm uma média de 18 e cadeias maiores têm uma média de 37 lojas. A rede com maior número de lojas tem 145 unidades.

Finalizando…

Além de tudo isso que você viu por aqui, é importante deixar registrado que fatores econômicos como a redução do poder de compra e o aumento da inflação, também podem elevar episódios de inadimplência dentre os consumidores e, assim, prejudicar o crescimento do setor de varejo. Independente da ameaça, o planejamento sempre será o segredo para lidar com esses problemas da melhor maneira possível. Principalmente se alinhado às principais tendências do momento. Não fique por fora!

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.