Deixar os planos para o próximo ano só porque estamos em dezembro é uma péssima desculpa do procrastinador, que só atrasa sua vida. Veja a diferença entre otimismo X realidade, e se isso poder estar te prejudicando.

Um pensamento que, muito provavelmente, já passou pela cabeça de todos nós é: “Ah, mas já estamos em dezembro, ano que vem eu começo”. É muito comum a gente dar aquela desculpa: “o ano já está acabando mesmo” ou “ano que vem será tudo diferente”. Você já teve algum pensamento nesse sentido? Agora, no mês de dezembro, essas desculpas estão ainda mais presentes, não é mesmo?
Se você se identificou com os pensamentos acima, sua participação foi confirmada no “surto coletivo” chamado procrastinação natalina, com uma pitada especial do viés de otimismo X realidade gerado pelo fim de ano. No entanto, essa crença de que o futuro será melhor, sem a menor ação no presente, faz com que você se distancie ainda mais dos seus objetivos. Vamos falar um pouco mais sobre isso? Acompanhe a leitura, a seguir.
Entenda por que isso acontece
Você sabia que o cérebro procura “completar” histórias e calcula análises das probabilidades de tudo o que acontece ao nosso redor? Ou seja, o cérebro tenta “prever” um contexto e também as expectativas. Porém, isso pode levá-lo com bastante facilidade a certos erros de análises, e isso é comum de acontecer quando temos apenas uma parte da informação.
Neil D. Weinstein desenvolveu em conceito (1980) e o testou em pesquisa, com a colaboração de mais de 1200 alunos, onde ficou definido que o nosso cérebro pode interpretar dados apenas com uma perspectiva otimista e parcial. Tal ação nos faz acreditar que tudo será melhor no futuro, e que de forma “fácil” os problemas poderão ser resolvidos. Mas o que isso quer dizer?
Afinal, não é bom ter pensamentos otimistas? A resposta é: depende! É preciso analisar se o otimismo que você apresenta condiz, de forma justa, com o que você vive na realidade. Pense simplesmente se o que você tem feito hoje condiz com o que você almeja colher no futuro conforme o que diz o seu otimismo. Assim você poderá responder você mesmo, se esse otimismo está sendo realmente bom. Afinal, quem “espera” sem “agir” não sai do lugar.
É importante esclarecer: otimismo X realidade, qual está certo?
Diante da pergunta proposta acima, podemos esclarecer essa questão utilizando um exemplo simples. Expectativa: vou aproveitar o limite do meu crédito, afinal, mês que vem será um mês melhor, pois tenho contratos novos em andamento, e os recursos que vão entrar podem cobrir esses gastos. Realidade: agora que já fechei contrato com mais três novos clientes, já com o pagamento da entrada confirmado, posso utilizar o meu crédito para realizar uma compra que será um investimento para atendê-los melhor.
Note que nos dois exemplos utilizados acima, a diferença entre eles é que, em um, a ideia utilizou apenas dados (possibilidades), enquanto no outro foi utilizado um fato real. Ou seja, quando conto apenas com a expectativa, estou esperando por algo que ainda não existe, é como contar com o “se” (se acontecer, se der certo, se cair o dinheiro). Entretanto, a realidade trabalha somente com fatos (coisas que são certas, já aconteceram).
Neste caso, para evitar as frustrações do viés otimista, devo agir como pessimista? Não! Você pode sim ser otimista e cultivar boas esperanças dentro de você. Porém, é muito importante que suas ações sejam baseadas na realidade atual, de forma que você aja para alcançar aquilo a que tem esperança de que vai acontecer, criando você mesmo a realidade que deseja, sempre com os pés no chão.
Otimismo só é bom quando acompanhado de ação!

Ser uma pessoa otimista pode ser muito bom, como também pode ser muito ruim. Afinal, se eu sou otimista e tenho esperança de que o melhor vai acontecer, mas na realidade eu não ajo em conformidade para com aquilo que eu espero, é muito arriscado contar com apenas com a sorte, você não acha? Nesse caso, apenas o otimismo pode não ser suficiente para tornar a expectativa uma realidade.
Agora, se você é uma pessoa otimista e utiliza essa expectativa boa como impulso para fazer acontecer aquilo que você deseja, sintonizando sua expectativa com suas ações, isso quer dizer que você utiliza o otimismo e a esperança de forma correta. Contudo, ainda assim, é bom se basear apenas na realidade na hora de tomar decisões importantes, mas sempre perder o otimismo e o impulso que ele dá.
Rotular datas só adia os resultados
Voltando ao contexto de fim de ano, em nossa mente nós podemos evitar o esforço, visto que é bem mais cômodo rotular uma data para começar uma mudança, iludindo a si mesmo com a sensação de que estou fazendo algo para lidar com o problema. Mas, o que acontece é que pensando e agindo assim, na realidade estou apenas fortalecendo ainda mais minha zona de conforto.
Ao rotular datas, como “ano que vem eu faço” ou “na segunda eu começo”, na verdade estou adiando algo que eu deveria fazer agora, e ao fortalecer a zona de conforto, como citamos acima, aumentamos a probabilidade de estar sempre adiando ações e aumentando cada vez mais o sentimento de frustração por algo que, apesar de tanto otimismo eu não fiz acontecer.
Portanto, quando o assunto é otimismo X realidade, é importante considerar duas coisas: o otimismo sem ação não gera resultados satisfatórios, fortalece nossa zona de conforto e aumenta cada vez mais as nossas frustrações; e a realidade não pode ser utilizada como desculpa para ser pessimista. Ao contrário! O otimismo deve ser o combustível que te impulsiona a transformar sua realidade, agindo agora!
Entre otimismo X realidade, opte por começar agora!
Começar ou recomeçar algo importante não deve ser adiado! Por isso, não dê a desculpa do fim de ano. Se você quer algo, trabalhe nisso hoje! Faça algo agora! Seja otimista o suficiente para agir imediatamente! Afinal, o momento ideal é o agora! Sendo assim, faça esse exercício, elimine a procrastinação da sua vida e transforme a sua realidade com otimismo!
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