Para o começo do ano de 2023, especialistas apontam que a incerteza na economia deve se manter em nível desconfortável. Continue acompanhando nosso artigo!

O ano de 2022 chegou ao fim, e 2023 já começou, mas os desafios enfrentados pelo Brasil e pelo mundo no último ano dificilmente serão deixados para trás. Afinal, 2022 foi um ano marcado pela persistente preocupação com a inflação, que ocasionou uma forte resposta dos principais bancos centrais. Será que a alta dos juros trará novas consequências para a economia do mundo inteiro?
Compreender o cenário econômico é essencial para os investidores; especialmente se eles querem estar preparados para o ano que temos pela frente. O que podemos ver na economia para o ano de 2023? Um mundo onde a inflação perde força, mas cresce pouco e o dinheiro fica ainda mais caro. São muitos detalhes e informações… Confira aqui tudo sobre a economia de 2023 e o que devemos esperar.
Não seja pego de surpresa!
De tempos em tempos, economistas de todo o mundo estudam modelos matemáticos e criam previsões para cenários econômicos. À medida que os cenários evoluem, os eventos ocorrem, as decisões políticas são tomadas e os dados econômicos são divulgados, essas previsões são refinadas e revisadas.
As previsões macroeconômicas são importantes para todos os investidores, principalmente porque nos ajudam a nos preparar para o futuro. Dito isto, você não pode se deixar ser pego de surpresa. Mas, ao mesmo tempo, isso não quer dizer que você saberá a data exata em que o dólar vai cair ou subir.
Infelizmente, isso é quase impossível. Mas, sim, você será totalmente capaz de entender melhor as tendências econômicas e conseguirá pensar em como ajustar seus investimentos (ou deixar tudo como está, se for o caso), considerando seu perfil de investidor e objetivos – de curto, médio ou longo prazo.
Mundo da economia com menos inflação e menos crescimento
Após um ano de inflação global recorde, temos uma boa notícia. A boa notícia é que começaremos 2023 com o pé fora do acelerador de preços. Quer dizer, no curso da deflação global. Lembre-se que desinflação não é a mesma coisa do que deflação. No primeiro caso, os preços ainda sobem, mas mais lentamente.
Os preços perdem força por vários motivos. Primeiro, pela normalização da produção e da movimentação de produtos pelo mundo – o que chamamos de cadeia produtiva. À medida que os países “voltam ao normal”, podemos observar uma queda nos custos logísticos, como frete, e o fim da escassez de produtos como microchips.
Ao mesmo tempo, os preços das commodities pararam de subir e deve permanecer relativamente estáveis, mesmo que elevados pelos padrões históricos, ao longo de 2023, deprimindo o custo de alimentos e insumos para a produção de vários bens. Por fim, o processo de alta de juros implementado pelo BC durante 2022 começa a surtir efeito. Assim, aliviando os preços ao elevar o custo do crédito e deprimindo as expectativas de preços futuros.
No Brasil, a economia perde tração

No Brasil, 2022 foi um ano de crescimento econômico acima do esperado. Uma combinação de altos preços de commodities, benefícios do governo e demanda reprimida da pandemia impulsionaram o crescimento do PIB. Porém, 2023 deve ser mais desafiador, e os dados já apontam nessa direção. Por um lado, o setor de serviços perdeu força na onda de normalização do consumo pós-pandemia e recuperação do emprego. E a economia não deve ser tão impulsionada como ao longo de 2022.
Por outro lado, o efeito da manutenção da Selic em patamares elevados (13,75% ao ano) deve continuar “freando” a economia. Por exemplo, o comércio tem mostrado sinais claros de fraqueza, principalmente em bens de consumo duráveis. Afinal, os juros altos reduzem o endividamento. O que afeta o consumo de itens que exigem mais financiamento – como carros, móveis e eletrodomésticos. Esse movimento deve se intensificar em 2023, afetando também o emprego, o consumo de serviços e a produção industrial do país.
Inflação alivia e fiscal atrapalha.
A inflação continua a enfraquecer… Após um IPCA acima de 12% em 12 meses, devemos fechar o ano com inflação de 5,8% – ainda acima da meta do Banco Central, mas já trazendo um alívio significativo para os orçamentos familiares e empresariais. Os mesmos movimentos que ajudaram os preços a perder força em todo o mundo, também ajudaram a conter a inflação e as altas taxas de juros aqui.
No entanto, as incertezas sobre o futuro das contas públicas se intensificaram no contexto pós-eleitoral a partir das discussões sobre a transição da PEC – prejudicando as percepções de controle de preços daqui para frente. Afinal, o aumento do gasto público não apenas pressiona a inflação ao aumentar a renda e o consumo hoje, mas também precisa ser pago no futuro – por meio de mais dívidas, impostos mais altos ou mais emissão de “dinheiro”.
Assim, os investidores começam a ver um risco maior em financiar o Brasil para compensar a desvalorização dos ativos brasileiros, como títulos do governo e nossa própria moeda. Portanto, estamos cautelosos com a inflação no Brasil nos próximos anos – isso não quer dizer que vemos uma espiral inflacionária nos próximos anos, com o IPCA projetado para crescer 5,4% em 2023.
Selic vai cair em 2023?
O Copom manteve a Taxa Selic inalterada em 13,75% a.a após uma série de altas em 2021 e 2022, na última reunião do ano, em dezembro. No entanto, se antes pensávamos que o BC tinha espaço para voltar a reduzir as taxas em 2023, o aumento do risco fiscal nos faz descartar essa possibilidade – pelo menos por enquanto. Portanto, ao longo de 2023 a Selic deve permanecer em 13,75% ao ano, enquanto o mundo continua lutando contra o aumento dos preços.
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