O Tesouro Direto Prefixado 2033 passou de 12,99% na segunda, para retorno de 13,2% na terça. Governo mira em novo arcabouço fiscal e inflação dos Estados Unidos. Acompanhe as atualizações.

Com intuito de substituir o teto de gastos, ainda nesta semana pode ser apresentada a proposta de um novo arcabouço fiscal. De acordo com informações de Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, a proposta elaborada pelo Ministério da Fazenda já foi entregue ao presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que deve se encontrar ainda esta semana com Haddad para discutir a pasta.
Quanto ao Tesouro Direto, destacou-se no início da semana o Tesouro Prefixado 2033, que na segunda apresentava retorno de 12,99%, e em seguida, na terça, o retorno subiu para 13,12% ao ano. Além disso, em meio aos títulos de inflação, o Tesouro IPCA + 2045 apresentou maior retorno nesta terça (14), de 6,50% ao ano, acima dos 6,44% vistos um dia antes.
Inflação dos Estados Unidos
No cenário externo, após grande estresse que levou o Silicon Valley Bank ao colapso, os agentes financeiros do país já estão considerando que o Fed (banco central dos Estados Unidos, Federal Reserve) amenize o ritmo de elevação dos juros básicos no país, ou até mesmo, que encerre esse ciclo de elevação. Contudo, uma nova reunião de política monetária já está marcada para a próxima semana.
Ainda considerando o cenário externo, além do caos que a crise bancária gerou para os Estados Unidos, o que também está na mira dos investidores é o CPI, sigla para o índice de preços ao consumidor americano. Nesse caso, entre janeiro e fevereiro houve aumento de 0,4%, de acordo com os dados do Departamento do Trabalho, que também divulgou que a inflação acumulada em 12 meses atingiu 6%.
No entanto, a inflação referente ao mês não fugiu do que já era esperado pelos analistas. De acordo com o consenso Refinity, o aumento de 0,4% no mês e o acúmulo de 6% em 12 meses, cumpriu exatamente o que já estava projetado. Agora, a tendência é que, ao longo do tempo, a inflação seja moderada, e essa desaceleração comece gradualmente a partir de agora.
Arcabouço fiscal
Fernando Haddad, do PT, na posição de atual Ministro da Fazendo, declarou que o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT, pretende realizar ainda nesta semana, a apresentação de uma proposta, elaborada pelo Ministério comandado por ele, para um novo arcabouço fiscal, que tem como objetivo substituir o teto de gastos. Inclusive, a proposta já foi enviada ao Presidente.
A expectativa é que ainda nesta semana o texto seja discutido e aprovado pelo presidente Lula, antes de sua viagem marcada à China. Assim o Ministério do Planejamento e Orçamento já poderá se organizar dentro dos novos parâmetros para elaborar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária que, em seguida, será enviada ao Congresso Nacional, com data prevista para Abril.
A ideia é que o novo arcabouço fiscal substitua o atual teto de gastos, que foi criado em 2016 como regra fiscal, ainda no governo de Michel Temer. Regra essa que limita que as despesas públicas evoluam em um ano ao desempenho da inflação no exercício anterior. Porém, Haddad defende que a nova regra tramite junto com a LDO de 2024, ideia, inclusive, defendida também por Simone Tebet, do MDB.
Governo Lula em 100 dias

Em reunião ministerial, para tratar os primeiros 100 dias do novo governo, realizada nesta semana, foi dito na abertura, pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que todos os ministros devem recorrer a Fernando Haddad, que é o atual ministro da Fazendo, e também a Simone Tebet, atual ministra do Planejamento, a fim de combinarem qualquer questão relacionada ao caixa.
Isso porque agora, são os dois ministros citados que estão cuidando do caixa do governo. Por isso, antes de prometer qualquer ação, é importante combinar com os ministros para que tudo seja realizado dentro das reais possibilidades. Sendo assim, todos os ministros devem comunicar qualquer programa ou ideia à Casa Civil, para que assim seja um programa do governo.
Banco Central e a Inflação
Foi aprovado, na última terça-feira (14), pela CAE (Comissão de Assunto s Econômicos) do Senado Federal, a proposta que convida Roberto Campos Neto, presidente do BC (Banco Central), a disponibilizar informações, no colegiado, sobre como a política monetária tem sido conduzida, e também sobre o patamar atual da Selic (taxa básica de juros, que foi mantida em 13,75% ao ano.
Contudo, como se trata apenas de um convite, não há nenhuma obrigação para que Campos Neto compareça ao colegiado para prestar os esclarecimentos. No entanto, mesmo sem a obrigação, após o convite, a assessoria de Campos Neto já chegou a definir, juntamente ao colegiado, a data para tal encontro, ficando marcado para o dia 04 do próximo mês.
A aprovação do convite no Senado Federal atende o pedido, que veio da parte do Vanderlan Cardoso, senador do PSD-GO, que presidiu a sessão. No requerimento, o senador ressaltou que o patamar atual da Selic (taxa básica de juros) está causando muitos debates no setor econômico a respeito da obrigação que o BC (Banco Central) tem em reduzir a inflação.
Retomada do crescimento econômico
Com a taxa básica de juros, Selic, atualmente em 13,75% ao ano, a proposta de novo arcabouço fiscal proposto pela pasta de Haddad, prevê dentre outros pontos, auxiliar na condução da política monetária pelo BC (Banco Central). Pois, considerando que o patamar atual da Selic é motivo de frequentes críticas por parte do atual presidente e seus aliados, as novas regras devem contribuir para a retomada do crescimento econômico do país, neste novo governo.
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