Muitas empresas brasileiras, em 2022, passaram por, pelo menos, uma experiência de crimes cibernéticos.

Em um mundo digital e hiper conectado, os crimes cibernéticos estão entre os principais perigos que uma empresa precisa lidar. E, ao contrário do que muitos imaginam, pouco importa o tamanho da companhia ou o setor que ela atua. Todo negócio é um potencial alvo dos hackers e criminosos digitais. Inclusive, dito isso, o ano de 2022 foi desafiador para as empresas, que precisaram lidar com essas situações.
Pesquisas e levantamentos colocam a ação de hackers na lista dos cinco principais riscos para as organizações que podem acontecer dentro de um período de 2 anos. Ou seja, o perigo de lidar com crimes e ataques cibernéticos é real e pode acontecer imediatamente. A sua empresa está pronta para passar por isso? Poder evitar e responder com agilidade a ação de criminosos digitais é essencial para manter a segurança da empresa.
O que são crimes cibernéticos?
Estamos falando de atividades criminosas que usam redes de computadores, dispositivos eletrônicos conectados ou aparelhos digitais para praticar atos criminosos, que causam danos a patrimônios, indivíduos e/ou empresas, através de extorsão financeira, estresse emocional ou exposições na internet – que causam danos à reputação das vítimas dos crimes.
A classificação desses crimes é bastante ampla e compreende desde ações ligadas a bullying digital e ataques à reputação pela internet (Facebook, WhatsApp, Instagram, etc.) até crimes que utilizam de malwares para, através de engenharia social ou vulnerabilidades e falhas técnicas, causar prejuízos ou danos financeiros. Lembre-se que esses ataques podem ser voltados a pessoas físicas ou jurídicas.
Não todos, mas a grande maioria dos cibercriminosos praticam esses crimes com o intuito de ganhar dinheiro. Contudo, ocasionalmente, os crimes cibernéticos objetivam danificar redes ou computadores por outras razões que não lucrativas. Em situações como essa, por exemplo, os motivos podem ser políticos ou pessoais. Ademais, os crimes desse estilo podem ser feitos por indivíduos ou por organizações.
Hackers prejudicam empresas brasileiras
Devido aos ataques digitais que aconteceram no último ano (2022), aproximadamente um quarto das empresas brasileiras evidenciaram perdas financeiras. A maioria dessas empresas, inclusive, relatou casos de roubo de dados e informações, conforme um levantamento anual feito por uma companhia de segurança bem influente no mercado. De acordo com a pesquisa, quase 80% das empresas sofreram com esses crimes.
Para ser mais exato, foram 78% das empresas brasileiras que relataram ter, pelo menos, uma experiência de ataque de roubo de informações por e-mail – também conhecido por aí como ‘phishing’. Enquanto isso, 23% delas sofreram prejuízos financeiros com isso. Também realizada em outros 14 países, essa pesquisa identificou que cerca de 58% das companhias brasileiras sofreram uma tentativa de ransomware em 2022.
Desses 58%, infelizmente, 46% dos casos sendo bem-sucedidos para os criminosos. Em ataques desse tipo, os hackers impedem que as vítimas tenham acesso a dados e informações nos sistemas afetados. E para que recuperem esse acesso, eles cobram pagamento de ‘resgate’ utilizando criptomoedas e transações que não podem ser rastreadas. Ainda assim, mesmo que as vítimas paguem o resgate solicitado, os criminosos não devolvem os acessos prometidos.
Mais detalhes para você:

No último ano, diversas empresas e instituições financeiras nacionais sofreram tentativas de crimes cibernéticos e ataques pela internet. Podemos citar por aqui, por exemplo, a Lojas Americanas, o banco de investimentos BR Partners, a fabricante de componentes automotivos e rodas Iochpe-Maxion, o Banco Pan, a companhia Aegea de saneamento e a Agência Nacional do Petróleo – ou ANP. São muitas, não é? E olha que ainda faltam muitos nomes nessa lista.
Somente a gigante varejista Americanas perdeu, em média, R$1 bilhão de reais em vendas depois do ataque cibernético registrado há pouco mais de um ano, em fevereiro de 2022. Além disso, embora o phishing continue sendo interessante para os criminosos, muitos deles intensificaram os ataques. Dito isso, agora eles contam com sites criados para contornar as seguranças adicionais.
Saiba como proteger sua empresa de crimes cibernéticos
É inegável dizer que a tecnologia da informação revolucionou o cotidiano das empresas; mas, além disso, o mundo digital abriu as portas para que, infelizmente, as companhias fossem alvos de crimes cibernéticos, das mais variadas maneiras. Os hackers atuam de forma diversificada; sendo assim, podemos nos deparar com um arsenal de golpes e ataques que se desenvolvem e se transformam constantemente.
Sequestro de redes sociais, roubo de dados e informações, dispositivos e sistemas hackeados e obtenção de vantagens financeiras. Esses são, quase sempre, o objetivo final dessas ações criminosas. Outrossim, não podemos descartar também a espionagem industrial e a sabotagem a concorrência. Fica bem claro, então, que as empresas não estão muito protegidas contra esses crimes e ataques.
Mas, infelizmente, é impossível zerar totalmente os perigos a partir do momento em que você está conectado nesse universo da tecnologia. No entanto, você pode adotar algumas medidas simples que auxiliam na redução das chances de ser uma vítima de um crime cibernético. Manter softwares e sistemas operacionais atualizados, capacitar sua equipe e investir em tecnologia para incrementar a segurança estão na lista de dicas que podem proteger sua empresa contra esses ataques.
Finalizando.
O universo digital oferece diversas oportunidades, mas, ao mesmo tempo, oferece também grandes riscos para as empresas. Nos últimos anos, as atividades de criminosos digitais se intensificaram bastante, mostrando assim que esse cenário não está perto de ser modificado – muito pelo contrário… Não permita que sua empresa faça parte das estatísticas. Adote medidas simples e eficazes para reduzir os riscos de sofrer com esses ataques.
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