Você sabe qual a diferença entre fintech, startup e banco digital? O mercado financeiro está se inovando e é importante ficar por dentro dos novos formatos que estão surgindo.

Na era da revolução tecnológica, as expressões fintech, startup e banco digital estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. O acesso e controle das finanças direto no celular é uma realidade nos dias de hoje, e que facilita muito o nosso dia a dia, não é verdade? O tempo gasto em filas de banco, agora, pode ser evitado com apenas alguns cliques, assim como o pagamento de contas e transações diversas.
Desde então, a maneira como o sistema bancário do Brasil opera tem ganhado novos formatos, que beneficiam os usuários de várias maneiras. Não só a otimização do tempo, como também, processos menos burocráticos, taxas mais baixas e programas de recompensas. Tudo isso só foi possível com a chegada dos bancos digitais e fintechs. Mas, você sabe qual a diferença entre um e outro? Continue a leitura e descubra!
Fintech
Vamos começar falando sobre o que é uma fintech. E a melhor forma é buscando o significado da palavra, com origem no inglês, é a junção de “financial” e de “technology”, e trazendo para o português, significa tecnologia financeira. Ou seja, na prática, a palavra fintech se refere a todo serviço financeiro relacionado à tecnologia, e que utiliza meios tecnológicos para serem entregues.
Portanto, o termo fintech vai muito além de conta bancária e cartão de débito e crédito controlados por meio de um aplicativo para smartphones. Na prática, a categoria fintech é bem mais ampla, e basicamente indica que a empresa oferece produtos e serviços financeiros com foco em atender determinadas demandas dos seus usuários, através de recursos tecnológicos.
De acordo com o relatório Deep Dive 2019, da PwC, 22% das fintechs no país contam com “meios de pagamentos” como segmento principal. Enquanto 21% têm o segmento principal em “crédito, negociação e financiamento”. Outros 10% representam “bancos digitais”. As demais parcelas estão distribuídas entre setores variados, como seguros, investimentos e financiamentos coletivos.
Startup
Agora que já conseguimos entender o que é uma fintech, surge uma dúvida. Afinal, toda fintech é uma startup? Pois bem! Para responder essa questão, primeiro precisamos entender o que de fato é uma startup. Portanto, podemos definir como startup empresas novas, emergentes e em desenvolvimentos, cuja a principal característica é o desenvolvimento de um novo modelo de negócio ou o fato de aprimorar um modelo já existente, de forma disruptiva, escalável e repetível.
Agora, podemos compreender que as empresas categorizadas como fintechs, podem sim serem chamadas também de startups. Pois, são empresas jovens, disruptivas e que contam com um modelo inovador e escalável, de negócio. Portanto, as fintechs, assim como adtech, healthtech, lawtech e enertech, são verticais de startups, por serem empresas escaláveis e disruptivas.
Além disso, podemos observar no mercado diversas fintechs que bombaram no mercado há alguns anos, nasceram a partir de equipes enxutas, focadas em oferecer soluções para dificuldades comuns em empresas tradicionais, com ótima velocidade de implantação. E, apesar de hoje serem empresas sólidas no mercado, aquela cultura característica de startup ainda se faz presente.
Banco digital

É importante entender que fintech e banco digital não são a mesma coisa. No entanto, visto que ainda não existe nenhum regulamento para utilizar o termo, qualquer empresa pode se intitular como uma fintech. Por outro lado, para se intitular como banco, não é tão simples assim, e precisa estar adequado aos termos legais para assumir esse status, mesmo se tratando de um modelo digital.
Isso porque diferente das fintechs, para ser reconhecido como banco, a empresa precisa se encaixar em um rigoroso regulamento do Bacen, que também é conhecido como BC, ou Banco Central. Portanto, são as regras do SFN (Sistema Financeiro Nacional) que regem e categorizam todas as empresas que prestam serviços financeiros aqui no Brasil.
Entenda a diferença
O fato de nem toda fintech ser um banco digital, não quer dizer que um banco digital não possa ser uma fintech. Acontece que, na prática, os dois segmentos somam juntos, para promover transformação digital para as finanças do país e continuar inovando os processos e o mercado em geral, de forma que todos saiam ganhando, tanto as empresas, como os consumidores.
Existem modelos diferentes de bancos digitais também. Alguns são especializados em investimentos, outros em câmbio, e ainda tem os bancos múltiplos. Porém, cada um deles precisa se enquadrar em complexas séries de exigências. Inclusive, um modelo inovador de banco digital e fintech ao mesmo tempo é o modelo de empréstimos entre pessoas. Pois, com um conceito inovador e 100% digital, esse modelo além de banco digital também pode ser chamado de fintech, e até de startup.
Em resumo, podemos dizer que para ser um banco digital, a empresa precisa ser reconhecida como tal pelo Bacen, com o diferencial de serviços completamente digitais. Ou seja, todos os procedimentos, transações e produtos devem ser realizados e disponibilizados de forma online, sem a necessidade de deslocamento até um espaço físico, como agência, por exemplo.
Mercado em evolução
Como vimos, as fintechs, startups e bancos digitais estão revolucionando o mercado financeiro e simplificando os processos bancários. Ao mesmo tempo, essas instituições trabalham duro para contornar problemas, como segurança de dados e suporte aos clientes. E você? Já tem experiência com empresas nesses segmentos? Se não, vale a pena conhecer, afinal, a tendência é que todos os sistemas operem cada vez mais de forma tecnológica.
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