Tecnologias Assistivas: como elas podem mudar a vida de pessoas com deficiência?

Acessibilidade é essencial para a inclusão social das pessoas com deficiência, e é importante analisar o real impacto que ela tem no dia a dia. Saiba mais sobre as tecnologias assistivas.

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Fonte: Google

Você já pensou que uma cadeira de rodas motorizada pode ser sinônimo de liberdade de locomoção e independência para as pessoas portadoras de deficiência física? Enquanto isso, um aparelho auditivo abre as portas da comunicação com o universo, além de trazer toda a felicidade de o outro poder se reconectar com os sons da vida e com a música.

Tanto um quanto o outro – e inúmeras outras opções – podem ser poderosas ferramentas para melhorar a autoestima de um indivíduo. Muitas pessoas não sabem, mas, todos os anos, no dia 21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência – curiosidade interessante, não é mesmo? Pois bem, no artigo de hoje, te convidamos a se aprofundar no assunto e conhecer mais sobre as tecnologias assistivas.

Mas afinal, o que são tecnologias assistivas?

De acordo com o Comitê de Ajudas Técnicas – CAT, DA Secretaria de Direitos Humanos da República, as tecnologias assistivas se tratam de uma área do conhecimento, de caráter interdisciplinar, que abrange recursos, produtos, estratégias, técnicas, metodologias, serviços e práticas cujo objetivo é promover a funcionalidade ligada a participação e atividade dos portadores de deficiência.

Ou seja, daquelas pessoas com algum tipo de incapacidade, mobilidade reduzida ou deficiência, visando oferecer mais autonomia, liberdade, independência, inclusão social e qualidade de vida. De uma forma mais resumida, quando falamos de tecnologias assistivas não estamos falando de um dispositivo tecnológico em si. O termo se trata de práticas e metodologias inclusivas.

Tais metodologias e práticas podem e, na verdade, devem ser implantadas pela sociedade; nos ambientes de trabalho, por exemplo, com o intuito de promover a comunicação e o exercício de tarefas plenamente para pessoas com mobilidade reduzida e alguma deficiência. As empresas que buscam inclusão social devem, obrigatoriamente, em escolas e empresas que possuam funcionários com necessidades especiais.

Categorias de TA

Para facilitar ainda mais o conhecimento sobre o assunto, as tecnologias assistivas são divididas em categorias conforme sua natureza e funcionalidade. Como você já viu por aqui, elas são práticas e ações que promovem a inclusão social. Dito isso, autores e especialistas da área da educação inclusiva classificam tais tecnologias em alguns tipos. O primeiro tipo é das tecnologias que auxiliam a vida diária e prática.

Nesse primeiro tipo podemos citar utensílios, materiais e produtos com a missão de promover mais autonomia no dia a dia das pessoas com deficiência – seja em casa, na escola ou no trabalho. São produtos adaptados para auxiliar e facilitar a alimentação, dentre outras possibilidades. Depois, podemos falar também de recursos voltados para as pessoas com dificuldade de fala ou ausência, ou dificuldade de escrita.

Assim, é possível encontrar no mercado produtos que são elaborados com simbologia gráfica, palavras ou letras escritas, e usados pela pessoa portadora de deficiência para comunicar qualquer coisa que precise: dúvidas, anseios, entendimento. Um exemplo disponível por aí são as pranchas de comunicação, além de dispositivos de voz, computadores e aparelhos com software de leitura e interpretação e tradução de textos para a língua brasileira de sinais.

PCD em números e no mercado de trabalho


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Fonte: Google

Existem por aí milhares e milhares de brasileiros que vivem dia após dia com algum tipo de deficiência. Não só no Brasil, é claro, mas no mundo inteiro. Dados divulgados recentemente mostram como anda a situação atual das Pessoas com Deficiência no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde – PNS, de 2019, mais de 17 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência. O número é igual a 8,4% das pessoas com mais de 2 anos de idade.

Além disso, metade desse número, cerca de 49,4%, corresponde a idosos. Ainda conforme o levantamento, feito pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, pessoas com deficiência enfrentam inúmeras dificuldades para arrumar um trabalho. Dito isso, é importante ressaltar que apenas 28,3% delas acima de 14 anos se encontram no mercado. Na educação, infelizmente, a desigualdade também acontece… Perto de 68% não contam com o ensino fundamental completo.

Alguns exemplos de tecnologias assistivas que podem ser implementadas:

Ainda se tratando no mercado de trabalho, existem algumas tecnologias assistivas que podem ser implementadas para que aqueles funcionários com algum tipo de deficiência possam se comunicar plenamente, ter mais liberdade e exercer suas tarefas com autonomia; assim, promovendo uma inclusão social real dessas pessoas. Pode ser que para você essas tecnologias não façam diferença, mas para eles fazem.

Um espaço físico inclusivo é uma boa pedida. A depender do tipo de deficiência da pessoa, realizar ações de melhoria desse espaço, com banheiros acessíveis, corrimão de sustentação nos corredores e escada é um bom investimento. Além disso, é interessante também pensar num espaço adequado para locomoção de um cadeirante, de uma pessoa com deficiência auditiva ou com baixa ou nenhuma visão.

Outro detalhe que, muitas vezes passa despercebido e, merece atenção é a implementação de computadores adaptados e softwares de leitura. A adaptação dos computadores se dá no quesito ergonômico e na aquisição de periféricos (como teclado e mouse) adaptados para o funcionário com dificuldades motoras. Quanto ao software, ele é essencial para auxiliar na leitura de qualquer material e, assim, permitir que aqueles com deficiência visual desempenhem suas atividades com sucesso.

Finalizando…

Por fim, dentre essas tecnologias assistivas já citadas, não poderíamos deixar de mencionar uma tão importante quanto: os telefones adaptados. Estamos falando de aparelhos com dígitos maiores, sinalização por luz nas chamadas, dígitos em braille e coisas do tipo. Isso ajuda as pessoas com deficiência visual a fazer ligações para clientes ou para outros setores da empresa, por exemplo.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.