Segundo especialistas, as mães que trabalham possuem níveis mais altos de depressão e ansiedade em comparação com outros profissionais. Confira.

De acordo com um relatório da plataforma norte-americana de conteúdo para mães Motherly, as mães que trabalham têm níveis mais altos de ansiedade e depressão em comparação com os pais que trabalham, com 66% delas relatando impactos negativos da pandemia na saúde mental. Além disso, a pandemia teve um impacto desproporcional nas cuidadoras, com 78% relatando que sua saúde mental foi afetada negativamente nesse período.
O relatório também destaca que pais e mães negros e latinos tiveram maior impacto na saúde mental em comparação com pais brancos. Esse é um assunto muito importante e delicado, que merece atenção e apoio das empresas e da sociedade. Algumas medidas que podem ajudar as mães no mercado de trabalho são modelos de trabalho flexíveis, cuidados acessíveis para seus filhos, terapia e redes de suporte.
A saúde mental é um aspecto fundamental para o desempenho profissional, pois influencia a capacidade de concentração, criatividade, produtividade, relacionamento interpessoal e satisfação pessoal. Quando a saúde mental está comprometida, o profissional pode apresentar sintomas como ansiedade, depressão, estresse, irritabilidade, baixa autoestima, falta de motivação, dificuldade de aprendizagem, entre outros.
Esses sintomas podem afetar negativamente a qualidade do trabalho e a segurança do profissional e dos clientes. Por isso, é importante cuidar da saúde mental no trabalho, buscando manter um equilíbrio entre as demandas profissionais e as necessidades pessoais. Algumas dicas para melhorar a saúde mental no trabalho são: ter uma rotina organizada, respeitar os limites de carga horária, fazer pausas regulares, praticar atividades físicas e de lazer, manter uma alimentação saudável e um sono adequado.
Como identificar se a profissional precisa de ajuda?
Identificar se a profissional precisa de ajuda com a saúde mental nem sempre é fácil, pois muitas pessoas tentam disfarçar ou minimizar seus sentimentos. No entanto, existem alguns sinais que podem indicar que a pessoa está sofrendo e precisa de apoio profissional. Alguns dos sinais são: mudanças nos padrões comportamentais, como isolamento, agressividade, apatia, desinteresse, impulsividade, automutilação, entre outros.
Vale ressaltar que o abuso de substâncias, como álcool, drogas, medicamentos, etc., para aliviar o sofrimento ou escapar da realidade, está entre os padrões de mudança de comportamento. Além das mudanças no sono e na alimentação, como insônia, sonolência excessiva, falta ou excesso de apetite, compulsão alimentar, entre outras mudanças de comportamento.
Se você perceber alguns desses sinais em alguém que você conhece, é importante oferecer ajuda e acolhimento. Você pode conversar com a pessoa sobre o que ela está sentindo, mostrar que se importa e que está disposto a ajudá-la. Você também pode incentivar a pessoa a procurar ajuda especializada, como um psicólogo ou um psiquiatra, e acompanhar o seu tratamento.
Mães no mercado de trabalho

Mães no mercado de trabalho é um tema que envolve diversos aspectos, como a participação feminina na economia, a conciliação entre a vida profissional e familiar. Segundo os dados do IBGE, em 2020, 54,6% das mães de 25 a 49 anos com filhos de até três anos estavam empregadas, enquanto 89,2% dos pais na mesma situação estavam ocupados. Essa diferença mostra que as mães ainda enfrentam muitos desafios e barreiras para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.
As mães no mercado de trabalho também trazem muitas vantagens e contribuições para as empresas e para a sociedade. As mães desenvolvem habilidades como organização, planejamento, criatividade, resiliência, empatia, liderança e comunicação. Além disso, as mães representam um grande potencial econômico e social, pois geram renda, consumo e desenvolvimento.
Portanto, é importante que as empresas valorizem e apoiem as mães no mercado de trabalho, criando uma cultura inclusiva e diversa. Algumas medidas que podem ajudar nesse sentido são: oferecer modelos de trabalho flexíveis como, por exemplo, o home office ou jornada reduzida, proporcionar espaços de acolhimento e diálogo para as mães, oferecer benefícios corporativos personalizados como auxílio-creche ou licença-maternidade estendida, estabelecer metas de diversidade e inclusão e promover a equidade salarial e promocional entre homens e mulheres.
Necessidade das mães que trabalham
As necessidades das mães que trabalham são diversas e variam de acordo com cada contexto e realidade. No entanto, algumas necessidades costumam ser mais comuns e, que podem ser apontadas são: a flexibilidade, as mães que trabalham precisam conciliar as demandas profissionais e familiares, o que nem sempre é fácil. Por isso, elas precisam de flexibilidade nos horários, nas formas e nos locais de trabalho, para poderem se adaptar às diferentes situações e imprevistos.
Benefícios, as mães que trabalham precisam de benefícios que atendam às suas necessidades específicas, como auxílio-creche, licença-maternidade estendida, salas de amamentação, plano de saúde, entre outros. Equidade, as mães que trabalham precisam de equidade de gênero no mercado de trabalho, ou seja, de igualdade de oportunidades, salários e promoções em relação aos homens. Elas também precisam de respeito e reconhecimento por suas competências e contribuições.
E por fim, os direitos, boa parte das mães que trabalham precisam ter seus direitos trabalhistas garantidos e respeitados, como estabilidade no emprego durante a gestação e a licença-maternidade, realização de consultas médicas e exames durante o horário de trabalho, entre outros.




