Brasileiros, entre outros latino-americanos, “turistam” no país como se fossem ricos. Vale a pena viajar para a Argentina – ou, como dizem por aí, para o paraíso das compras?

A Argentina é um dos destinos preferidos dos brasileiros, e a desvalorização da moeda local em relação ao real contribui para essa escolha. Aqueles que acompanham, mesmo que superficialmente, as notícias sobre a Argentina sabem que a economia do país é bastante peculiar. Estes são temas frequentemente discutidos, o que acaba afetando os planos daqueles que pretendem viajar para a Argentina e passar alguns dias em cidades “hermanas”.
É verdade que, enquanto os turistas desfrutam das vantagens econômicas de visitar a Argentina, os argentinos enfrentam uma realidade econômica diferente. Muitos deles procuram se livrar dos pesos argentinos o mais rápido possível devido ao temor crescente de uma escalada de preços que possa resultar em uma nova hiperinflação, sendo a última ocorrida em 1989.
Viajar para a Argentina se tornou o desejo de muitas pessoas!
O atual cenário econômico e os atrativos turísticos de um dos principais destinos da América Latina estão levando os brasileiros a escolherem a Argentina como destino para suas férias. Claro, além da desvalorização da moeda argentina, existem muitos motivos para visitar e se encantar por Buenos Aires – como as paisagens incríveis, a culinária, cultura e muito mais.
Porém, a escolha desse destino, considerado um dos mais atraentes da América Latina, tornou-se mais acessível para os brasileiros. Isso se deve à recente desvalorização da moeda argentina, em que 1 peso argentino equivale a cerca de 0,20 centavos (final de junho de 2023), e à criação de uma taxa de câmbio oficial diferenciada para os turistas.
Sendo assim, com certeza, este é o momento ideal para quem deseja conhecer ou revisitar a capital do tango e ainda economizar. Além de tudo isso, devido a proximidade, viajar para a Argentina costuma ser a primeira opção internacional daquelas pessoas que têm o desejo de sair do país e conhecer outras culturas por aí.
Paraíso das compras é sinônimo de viajar para a Argentina
Será que vale a pena fazer compras no país sul-americano? Uma das principais considerações é a taxa de câmbio. Se a moeda do seu país tem uma vantagem em relação ao peso argentino, você pode obter mais por seu dinheiro ao fazer compras na Argentina. No entanto, é importante acompanhar as flutuações cambiais e fazer uma análise atualizada antes de tomar qualquer decisão.
Outro fator a ser considerado são os produtos específicos que você está interessado em adquirir. A Argentina é conhecida por sua indústria do couro, oferecendo uma ampla variedade de produtos de alta qualidade, como bolsas, jaquetas e calçados. Além disso, o país é famoso por seu vinho, alfajores e produtos de beleza naturais, que podem ser opções interessantes para os visitantes.
Além disso, vale ressaltar que a Argentina tem uma grande variedade de lojas e shoppings, especialmente nas principais cidades como Buenos Aires. Esses estabelecimentos oferecem uma ampla gama de marcas nacionais e internacionais, proporcionando uma experiência de compras diversificada. No entanto, as políticas de importação e exportação da Argentina podem ter um impacto nos preços e disponibilidade de certos produtos. Pesquise!
Turistas são atraídos pela cotação da moeda

No mês de junho, a taxa de câmbio do dólar atingiu quase 235 pesos argentinos, resultando em uma significativa desvalorização da moeda e atraindo uma multidão de turistas de países como Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Bolívia, Venezuela e, é claro, Brasil. A intenção desses viajantes é aproveitar a oportunidade de viver uma experiência luxuosa, explorando a Argentina, comprando tudo o que encontram pela frente e gastando relativamente menos em suas moedas de origem.
Um exemplo notável desse fenômeno é o caso dos brasileiros, que estão aproveitando os vinhos argentinos. As garrafas da renomada vinícola Catena Zapata, por exemplo, são vendidas na capital do país por menos da metade do preço cobrado nos supermercados brasileiros. No Uruguai, estão sendo organizadas excursões para compras na Argentina, devido à queda nos preços, como é o caso dos combustíveis.
Origem da desvalorização do peso argentino
A desvalorização do peso argentino tem suas raízes na prática do governo argentino de gastar além de suas possibilidades e perder credibilidade internacional. Para enfrentar esse problema, o país recorreu a uma medida comum em muitos países latino-americanos: a emissão de mais moeda para financiar os gastos públicos. Como resultado direto do aumento da quantidade de dinheiro em circulação, a inflação aumentou, arrastando a economia para uma crise.
Diante dessa situação, os argentinos começaram a buscar proteção contra a crise através da reserva de dólares. E o que acontece quando a demanda aumenta rapidamente? O preço do dólar sobe, consequentemente, o valor do peso diminui em relação tanto ao dólar quanto a outras moedas estrangeiras, como o real brasileiro. Além disso, o governo tentou evitar a fuga de dólares por meio do controle de capitais.
Tornando, assim, a saída da moeda estrangeira do país mais difícil. Entre as medidas adotadas, houve o congelamento das poupanças, o que significa que as pessoas não podiam acessar seu próprio dinheiro, pois estava “congelado”. Em 2001, o governo argentino implementou uma medida conhecida como “Corralito”, que restringia a retirada de apenas US$250 por pessoa. Essa restrição impedia os indivíduos de acessar livremente seu próprio dinheiro.
Quanto custa em média viajar para Argentina?
Os gastos de uma viagem podem variar bastante, dependendo do perfil de cada turista. No entanto, podemos fazer uma média geral dos gastos diários na Argentina:
- Para um viajante econômico, o gasto estimado é de aproximadamente AR$2.788 por dia (cerca de R$114).
- Em uma viagem de custo intermediário, o gasto médio diário fica em torno de AR$7.300 (cerca de R$300).
- Para aqueles que buscam um padrão mais elevado, sem ser necessariamente luxuoso, o gasto diário estimado é de aproximadamente AR$27.000 (cerca de R$778).
É importante ressaltar que esses valores são apenas uma estimativa e podem variar de acordo com as preferências pessoais, escolhas de hospedagem, alimentação, transporte e atividades durante a viagem.
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