Viver em São Paulo está mais caro até para os mais ricos. Veja qual posição a cidade ocupa entre as mais caras do mundo para se viver e surpreenda-se!

Sabemos que o custo de vida pode variar muito de uma cidade para outra. Principalmente entre as cidades menores e os grandes centros. Outro fator que também influencia muito no custo de vida é o padrão que a pessoa leva. Nesse sentido, a cidade de São Paulo está entre as mais caras do mundo para se viver, principalmente para quem mantém um padrão de vida mais elevado.
Aliás, se os custos variam muito de uma cidade para outra no mesmo país, imagine se comparado com os grandes centros do mundo inteiro, levando em consideração moedas diferentes, e culturas diferentes. Continue a leitura acompanhando os blocos a seguir, e entenda por que a capital de São Paulo alcançou um patamar tão alto entre as cidades mais caras do mundo. Confira!
São Paulo, a 9ª cidade mais cara do mundo
A mais recente edição do Global Wealth and Lifestyle Report, pesquisa realizada pelo Grupo Julius Baer, que em português podemos traduzir como Relatório de Riqueza Global e Estilo de Vida, apontou a cidade de São Paulo entre as 10 cidades do mundo mais caras para se viver. A capital paulista ocupa esse ano a posição 9 pela primeira vez na história. Ou seja, é hoje a 9º cidade do mundo com maior custo de vida, principalmente para os super-ricos.
A edição da pesquisa deste ano colocou São Paulo em um lugar surpreendente. Isso porque, na edição de 2021, a cidade ocupava a 21º posição na pesquisa, e em 2022 teve um salto enorme, passando a ocupar a 12ª ocupação. Agora, chegando ao 9º lugar, a capital paulista está entre as 10 mais caras cidades do mundo inteiro. Ou seja, um salto de 12 posições em apenas 2 anos.
Esta é a primeira vez que São Paulo aparece entre as 10 cidades com maior custo de vida do mundo. A pesquisa aponta as cidades onde o padrão de vida dos super-ricos tem os custos mais caros. Por isso, leva em consideração preços de produtos de alto padrão, como bolsas de grife e Whisky, por exemplo. Para se ter uma ideia, na posição atual, o padrão de vida dos ricaços é mais alto em São Paulo, do que em Miami, por exemplo.
O que é levado em consideração?
Considerando os resultados da mesma pesquisa, Global Wealth and Lifestyle Report, a cidade mais cara do mundo inteiro para manter um alto padrão de vida é a Cingapura, que na verdade é uma cidade-estado (independente), localizada no sudeste asiático. O segundo lugar na pesquisa é ocupado por Xangai, seguido de Hong Kong, ocupando a terceira colocação na lista.
Vale ressaltar que a pesquisa em questão se baseia na apuração do custo de vida de alto padrão. Por isso considera uma cesta de serviços e bens premium, em que os consumidores são pessoas com patrimônio a partir de 1 milhão de dólares (cerca de 5 milhões de reais), e a apuração é realizada entre as 25 cidades mais importantes do mundo.
É possível encontrar na cesta, despesas com itens de luxo, como os melhores whiskys, vinhos, produtos de grife e passagens aéreas em classe executiva, por exemplo. Serviços também são considerados. Além disso, o levantamento atual foi apurado entre o mês de fevereiro e o mês de março de 2023. E quanto aos continentes, a Ásia ocupa o primeiro lugar, e as Américas o segundo, contando com Nova York, São Paulo e Miami entre as 10 primeiras colocações, superando até mesmo as regiões da Europa.
O salto de São Paulo

Como vimos anteriormente, a cidade de São Paulo teve um salto considerável entre 2021 e 2023. Um intervalo muito curto para tamanha diferença. Por isso, a 9ª colocação foi uma surpresa. Mas, na prática, o que levou a capital paulista ficar entre as 10 cidades mais caras para se viver “como rico” em um espaço tão curto de tempo, ficando entre grandes nomes, como Nova York, Miami e Cingapura?
Podemos dizer que o salto se deu devido a uma combinação de fatores. Contudo, o que mais contribuiu foram os produtos importados. Afinal, as taxas de importação aplicadas no Brasil, são consideravelmente superiores às cobradas em outros países. Nesse sentido, os itens importados, como ternos, bolsas, relógios, bebidas e produtos tecnológicos, são mais caros aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.
Inflação contra os mais ricos
Ainda de acordo com a pesquisa realizada pelo Grupo Julius Baer, a média do custo de vida da população mais rica teve um disparo impressionante no último ano. Para ilustrar, podemos citar que a média do dólar, em nível global, teve crescimento de 6%, considerando os últimos 12 meses. Enquanto isso, no Brasil, o crescimento foi muito maior, chegando a 13%.
Em algumas regiões do Brasil, foi registrado crescimento de 18,4% na média do dólar, considerando o mesmo período. Portanto, a combinação de dois fatores tão relevantes, como o crescimento do dólar em relação à moeda local, e a cobrança de uma das taxas mais altas do mundo para importação, a variação do preço direto ao consumidor tende a crescer consideravelmente.
Esse fenômeno é visto com mais expressão para a população mais rica. Isso porque os ítens de alto padrão, como produtos de grife, por exemplo, são os mais afetados. Além disso, a alta dos preços globais, devido a elevação dos preços de matérias-primas provocada pela pandemia, e também aumento em serviços ligados ao turismo pós-pandemia.
Estar entre as cidades mais caras é positivo?
Não. A elevação dos preços para os consumidores nunca será vista como algo positivo em geral. Afinal, como vimos, as altas taxas, a desvalorização da moeda, e a crise causada pela pandemia, são os principais fatores para que a cidade de São Paulo tomasse um salto tão grande, chegando a 9ª posição entre as cidades mais caras do mundo. Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para que a economia brasileira encontre um equilíbrio maior.
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