Carreira e Filhos: números mostram o impacto da maternidade/paternidade no trabalho

Será que carreira e filhos são de fato incompatíveis? Veja a seguir o que mostram os dados sobre o impacto da maternidade/paternidade na carreira profissionais dos pais.

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Fonte: Google

Muito se fala sobre a carreira e filhos, e como um influencia o outro. Mas o que mostram os dados sobre o que de fato acontece? O cenário muda em relação a homens e mulheres? O fato de ser pai ou de ser mãe influencia na sua relação com a carreira e com o trabalho? Profissionais sem filhos saem na frente em suas carreiras profissionais? O que é realidade e o que é mito?

No texto de hoje preparamos um conteúdo especial com informações e dados sobre como o fato de ter ou não ter filhos pode influenciar na construção de uma carreira profissional. Afinal, abrir mão de ter filhos por uma carreira, ou abrir mão da carreira profissional pelos filhos é mesmo uma decisão necessária? Continue a leitura conosco e descubra mais sobre o assunto.

Como carreira e filhos se relacionam?

É muito comum ouvirmos histórias de mulheres que foram demitidas logo após o término da licença maternidade, e casos de mães que sequer conseguem ser contratadas apenas pelo fato de terem filhos pequenos. Problemas como esses costumam ser comuns entre mulheres que tentam conciliar a sua carreira profissional e a maternidade, não é verdade?

Mas como se não bastasse, ainda há outros tipos de problemas que envolvem carreira e filhos, até mesmo para as mulheres que não são mães. É o caso de uma promoção que não aconteceu porque o chefe não se sentiu seguro em dar o cargo para uma mulher em idade fértil, pois poderia a qualquer momento precisar de uma licença maternidade. Ou quando a empresa decide pagar um salário menor para uma mulher, pelo mesmo motivo.

Pode parecer absurdo, mas infelizmente essa é uma realidade muito comum. Pois, como vimos nos exemplos acima, principalmente as mulheres, são muito afetadas em suas carreiras profissionais, pelo fato de serem mães, ou simplesmente pelo fato de algum dia poder ser mães. Ou seja, ser mulher, por si só, já é motivo de alerta para muitas empresas.

Vamos falar de números?

Sabemos que casos podem ser mal contados, mal interpretados e até mesmo retirados de contexto. Por isso, os números são mais precisos quando queremos tratar de qualquer assunto. Pensando nisso, uma pesquisa foi realizada para saber dos profissionais como a carreira e filhos se relacionam, e como o impacto na vida profissional influencia na decisão de ser pai, ou de ser mãe.

Durante o estudo, 57 fatores relacionados à vida, carreira e filhos foram avaliados. Nesse contexto, os profissionais que têm filhos sentem impacto negativo em 46 dos 57 fatores, com destaque para aqueles ligados à saúde financeira, crescimento profissional e nível de ansiedade. Além disso, dentre os entrevistados 56% dos que não tem filhos acreditam que tê-los pode diminuir as chances de uma promoção, por exemplo. Enquanto 39% dos profissionais com filhos, também compartilham da mesma opinião.

Dos profissionais entrevistados que não são pais/mães, 46% deles afirmam que a decisão de não ter filhos foi influenciada pela carreira profissional. Por outro lado, esses mesmos profissionais reconhecem que os colegas que são pais/mães contam com competências relevantes, como o fato de serem multitarefas, por exemplo, e que a parentalidade fortalece o desenvolvimento de importantes habilidades.

O impacto é menor para os pais?


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Até aqui vimos que a relação entre carreira e filhos muito pode influenciar em decisões importantes, tanto para a empresa, quanto para o profissional. Contudo, quando comparamos o impacto entre homens e mulheres, é muito clara a diferença entre eles Afinal, homem não precisa tirar de 5 a 7 meses de licença maternidade, o que influencia muito nessa diferença entre gêneros.

Além disso, culturalmente em nosso país é mais comum que as mães sejam responsáveis por grande parte das responsabilidades com os filhos, como reuniões escolares, visitas ao médico, consultas de emergência, etc. Por isso, os atrasos e faltas no trabalho por demandas familiares é menos comum entre pais. Portanto, o impacto em suas carreiras profissionais tende a ser menor, se comparado às mães.

As mulheres são as mais discriminadas

Ainda com base na pesquisa realizada, 30% das mães entrevistadas afirmam que já passaram por situações em que não foram contratadas para um emprego simplesmente pelo fato de serem mães. Da mesma forma, 10% delas contam que ouviram da própria empresa que não seriam promovidas a um cargo melhor, também pelo fato de terem filhos.

Entretanto, entre os pais entrevistados, não houve relato sobre a paternidade impedir uma contratação ou uma promoção. Porém, houveram casos de demissão. Contudo, em uma porcentagem muito inferior, se comparado às mulheres. Pois, enquanto 11% das mães entrevistadas relataram casos de demissão relacionada aos filhos, o número entre homens foi de apenas 4%.

Além disso, as mães relataram 5 vezes mais o fato de terem sido preteridas no trabalho, do que os pais. Elas também contam que após a maternidade a participação em projetos diminuiu, e agora estão menos expostas e, consequentemente, contam com menores chances de promoções ou de aumento. Aliás, a grande maioria das empresas não possui políticas para incentivar o trabalho das mulheres com filhos.

É preciso escolher entre carreira e filhos?

Como vimos, o número de profissionais que escolhem não ter filhos por conta da carreira é consideravelmente alto. Por outro lado, aqueles que escolhem ter filhos, muitas vezes não recebem apoio por parte da empresa e ainda têm suas carreiras prejudicadas. Portanto, é preciso pensar em políticas públicas e políticas internas que assegurem que as pessoas não tenham que escolher entre ter filhos ou carreira profissional.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.