Ações Camil; impacto do preço do arroz pesa e sinergias auxiliam

Comprar ou vender as ações Camil? Qual a melhor opção diante desse cenário? Afinal, a queda no valor do pacote de arroz pesa, porém sinergias com aquisições podem ajudar nesse processo. Saiba mais aqui!

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A Camil Alimentos S.A, conhecida apenas por Camil, é uma empresa brasileira do setor alimentício. A companhia é constituída como sociedade anônima e, além disso, conta com capital aberto na bolsa brasileira, onde encontramos as ações Camil sob o ticker CAML3. Sua principal atividade é a venda de produtos, especialmente grãos como arroz e feijão. Atuando em todo o território nacional e exportando seus produtos, essa empresa lidera o mercado de grãos na América do Sul.

Os ativos da fabricante de grãos, provavelmente, terão uma pequena reação depois de uma provável queda no valor do arroz, conforme analisado por especialistas renomados da Ágora Investimentos no começo do mês de outubro. Por outro lado, os especialistas também acharam alguns pontos positivos que podem ser responsáveis por impulsionar os ativos.

Ações Camil; comprar ou vender?

Como já dissemos por aqui, as ações Camil, registradas na B3 sob o código CAML3, terão uma reação meio acanhada logo depois de uma disposição de queda no valor do grãozinho mais amado no Brasil; assim disseram os especialistas da Ágora Investimentos – uma corretora de valores brasileira – no início deste mês. Por outro lado, os analistas avaliaram alguns fatores e encontraram alguns pontos positivos na companhia que podem alavancar os papéis.

No entanto, temos um ‘risco positivo’; é a técnica de fusões e aquisições – ou M&As – da Camil, que pode ocasionar em sinergias que, por enquanto, não estão retratadas nas estimativas e previsões feitas pelos especialistas. Além disso, ao divulgar o resultado financeiro da empresa também na primeira semana do mês, vemos que a fabricante de arroz obteve um lucro de mais de R$106 milhões no último tri.

Ainda segundo a corretora, Ágora, a companhia teve um Ebtida 5% menor do que o esperado no consenso do mercado financeiro; porém, 24% maior do que o previsto pela Ágora Investimentos. A alta do Ebtida se deu por conta de sua receita líquida um pouco mais forte do que o estimado, alavancado por valores melhores do que o estimado no mercado interno e externo. Por esses motivos, a recomendação para o ativo é neutra; ou seja, depende de alguns outros fatores.

O arroz foi super valorizado em apenas um ano

Um dos alimentos que os brasileiros mais consomem é o arroz. Então, este deveria ser o alimento mais acessível a todos, mas não é bem assim. Esse grãozinho segue como um dos produtos com maior valorização nos últimos meses. Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados, em julho deste ano o grão acumulou alta de quase 40% no último ano; ou seja, número quatro vezes maior do que a inflação, na época, de 8,99%.

Além do mais, também era quase oito vezes o reajuste do salário mínimo do Brasil; que era de R$1.045, no ano passado e, neste ano, o piso salarial do Brasil aumentou 5,2%, indo para R$1.100. Portanto, diante de alguns cálculos, podemos observar que no último ano, o preço do arroz aumentou 7,65 vezes mais que o salário mínimo dos trabalhadores do Brasil. Ou seja, as pessoas com menos renda são as que mais consomem esse alimento, e também as que mais tem dificuldade em compra-lo.

André Martins, o gerente de Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, afirma que o grão está presente na dieta de mais de 95% dos brasileiros; contudo, na classe de baixa renda a quantidade de consumo desse alimento é um pouco maior. Então, mesmo com a pequena queda no preço, registrada entre junho e julho de 2021, o arroz está no topo da lista dos produtos mais valorizados desde o ano de 2020. A pandemia do Covid-19 também pode ter contribuído para esse aumento.

Agora é válido ter ações Camil na carteira?

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Os resultados da fabricante de arroz durante os primeiros três meses do ano, classificado pelo setor agro como o intervalo entre os meses de março e maio, não fez os olhos de nenhum dos analistas do Bank of America – BofA – brilhar; na verdade, não foi nem um pouco agradável. Por outro lado, no caso do Ebtida, que calcula os resultados operacionais, a Camil computou R$183 milhões naquele intervalo, um recuo de 6,5% causado pelo aumento dos gastos.

Assim, o indicador apresentado foi 4% menor do que aquele previsto pelo BofA. O banco pontua, ainda, que desde o mês de maio, os preços do grão despencaram 20% no estado do Rio Grande do Sul; assim, os produtores rurais estão super capitalizados para manter seus produtos. Vale destacar que a Camil é uma empresa nacional do segmento alimentício, também é especialista no beneficiamento do prato preferido dos brasileiros, arroz e feijão.

Analistas voltam a observar os ativos da Camil

As ações Camil – marca famosa na mesa muitos brasileiros com o arroz e feijão – voltaram a chamar a atenção dos analistas e investidores do mercado financeiro, mesmo que o papel esteja, ultimamente, acumulando um desempenho um pouco mais negativo que o do Índice Bovespa no amontoado deste ano, 2021. Para compreender essa reviravolta, os analistas avaliaram os números divulgados pela Camil no 2T21 e as aquisições mais recentes da empresa.

De um tempo para cá, a produtora divulgou várias aquisições, com categorias diversificadas no Brasil e ampliação dos negócios pela América do Sul. Além disso, a Camil é líder de arroz no país do Equador, com entrada no mercado de massas do Brasil; além da aquisição da Seleto, o que inaugura sua operação no setor cafeeiro.

Algumas especialistas do BB Investimentos ressaltam que o segmento alimentício, de forma histórica, é resistente a um cenário econômico um pouco desafiador, como este que o Brasil e o mundo inteiro estão enfrentando, com a pandemia do coronavírus. Contudo, as ações Camil juntam recuo de cerca de 12% neste ano, frente a queda de 7,1 do Ibovespa também neste ano.

Um pouco sobre a Camil

A principal atividade executada pela Camil é a produção e comercialização de produtos do setor alimentício. Dentre a variedade de produtos que a empresa produz, o grande destaque – e o mais conhecido pelas pessoas – é a comercialização de grãos como o arroz e o feijão. Além disso, a companhia também se destaca por diversificar seu espaço de ocupação ao adquirir demais empresas do setor alimentício, seja no Brasil ou em outros países.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.