Alta de juros; Brasil apresenta grandes chances de recessão.

Mais uma vez o Banco Central do Brasil voltou a aumentar a taxa Selic – ou taxa básica de juros do Brasil. Os economistas consultados pelo BC continuam acreditando que a inflação em 2022 estará acima da mata, com as previsões subindo pela quinta semana seguida.

alta de juros
Fonte: Google

Você, provavelmente, já conhece a Taxa Selic. Mas, mesmo que não saiba do que se trata, é bem provável que já tenha se deparado com essa pauta por aí. De maneira resumida, a Selic é a taxa básica de juros da economia do Brasil; ou seja, é a taxa responsável por influenciar todas as outras – inclusive a alta de juros que vem assombrando o país. Continue a leitura e saiba todos os detalhes sobre este assunto.

Muitos setores da economia são influenciados pela Selic, contudo, basicamente, a mesma pode ser utilizada para controlar a inflação e, consequentemente, a elevação generalizada de preços no país. Por exemplo, em setembro do último ano, o IPCA, responsável por medir a taxa de inflação no Brasil, fechou o mês em 1,16% – maior valor desde setembro de 1994. Isso mesmo que você leu!

Como a alta de juros afeta a sua vida?

Quando a Taxa Selic sobe, o povo brasileiro sente a diferença especialmente quando veem a necessidade de solicitar crédito – seja pessoa físicas ou jurídicas. Sendo assim, na prática, com a taxa básica de juros alta, quem está em busca de um empréstimo, financiamento ou parcelamento acaba pagando um pouco mais caro para conseguir aquela graninha emprestada. Isso não é nada bom, não é mesmo?

Em situações como essa, de alta de juros, é ainda mais importante fazer uma comparação entre diferentes ofertas antes de realizar a contratação de qualquer modalidade de crédito. Aproveitando a oportunidade, para quem busca facilidade, existem diversas plataformas por aí que pesquisam, comparam e recomendas as melhores alternativas de crédito disponíveis para seu perfil.

Voltando ao assunto… Portanto, a alta de juros faz com que as aplicações de Renda Fixa ligados a indicadores que seguem a Taxa Selic passem a valer um pouco mais. Podemos citar o CDI como exemplo. De maneira geral, a situação fica um pouco mais complicada para aqueles que precisam pegar uma grana emprestada; mas, para aqueles que tem um dinheiro investido em Renda Fixa, o cenário é mais positivo.

Escalada da inflação em 2021 resultou em ações drásticas do BC

A escalada da inflação no ano passado levou o banco central a aumentar as taxas novamente depois de manter a taxa básica da economia em uma baixa histórica de 2% ao ano entre agosto de 2020 e março de 2021. A taxa anual é de 9,25% ao ano, inalterada desde julho de 2017, e retornará aos níveis de dois dígitos ao longo de 2022. Isso é o que os especialistas previram.

No entanto, a alta de juros não foi suficiente para manter a inflação dentro da faixa tolerável de 5,25%. Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Generalizado (IPCA) atingiu alta de 9,26% no ano, com alta de 10,74% em 12 meses. Os dados de dezembro devem confirmar que, pela sexta vez desde 1999, o BC não atingiu a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Mesmo que volte a dois dígitos em 2022, a Selic não tem garantia de cumprir sua meta de inflação para este ano, que é limitada a 5%. Na verdade, há 100% de chance de que o teto da meta seja violado novamente. A chance em 2023 também é alta, em 73%. Diante desse quadro, acredita-se que o BC deve intensificar o aperto monetário, elevando a Selic para 12,25% até o final do ano. Esse percentual é superior à estimativa mediana de mercado de 11,50%.

Cenário para o ano de 2022

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A situação em 2022 é muito preocupante. A inflação ficará acima do teto da meta, o que exigirá taxas mais altas e um período maior de tempo. Então, essas previsões de uma recessão estão começando a fazer sentido. Há expectativas de preços altos e baixos este ano, como aumento da oferta de alimentos e desaceleração na China, por exemplo.

Inicialmente, porém, será um desafio para o Banco Central manter a inflação dentro do teto da meta sem recessão. Além disso, os especialistas financeiros não descartam o risco de o país entrar em recessão devido à alta dos juros. Se fosse necessário elevar a taxa básica do Brasil acima de 11,75% ou 12% ao ano, o BC estaria em recessão – isso é fato!

A alta de juros é resultado de um governo ruim?

Roberto Luis Troster, consultor e economista, enfatiza que o retorno da inflação a casa dos dois dígitos também reflete a piora na compreensão da qualidade do atual governante do Brasil, Jair Bolsonaro, que conseguiu realizar somente um grande ato: a Reforma da Previdência. Alguns problemas do país não foram solucionados, como a baixa competitividade e a pesada carga de tributos.

E, com a alta de juros, a economia continuará sem grandes avanços em 2022, com altas taxas de desemprego e inflação elevada. Ainda segundo especialistas do mercado, a maior preocupação é em relação ao descuido do governo com o balanço fiscal. O ponto de vista de desajuste das contas públicas abala de forma direta na cotação da moeda americana que, mais valorizada, ajuda a pressionar a inflação.

Então, diante disso, tal ato exige atitudes mais rígidas do Banco Central na política monetária – isso fecha o círculo cada vez mais! Sendo assim, muitos excessos do Congresso e do governo geraram problemas para o Banco Central do Brasil que, de outra forma, não estaria com toda essa precipitação para subir os juros.

Prêmio de risco

Enquanto no Brasil as previsões em 2022 para a taxa Selic estão em dois dígitos, nas nações vizinhas, que também sofreram impactos com o Corona vírus e com questões referentes ao clima, a expectativa é de juros básicos em cerca de 5%.

Os investidores estão cobrando um alto preço para o risco de curto prazo e, mesmo com o governo agindo da maneira certa, haverá restrições de longo prazo – que é o pequeno potencial de crescimento da nação.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.