A implementação da tecnologia 5G no Brasil começou a caminhar no ano passado, quando aconteceu o chamado Leilão do 5G – inclusive, o leilão do país foi o maior do mundo inteiro. Saiba mais aqui!

O leilão para exploração e oferta do 5G no Brasil terminou na primeira semana do mês de novembro do último ano – mais precisamente, no quarto e quinto dia do mês. Tal leilão determinou quais companhias tem permissão para levar a internet móvel de quinta geração aos brasileiros a partir deste ano que se iniciou há pouco. Ao todo o embate rendeu R$46,790 bilhões.
No entanto, vale a pena citar que esse leilão que possibilita a chegada da nova geração de internet já virou uma novela: essa pauta de licitação é assunto discutido desde 2019; contudo, finalmente aconteceu no início de novembro de 2021. Porém entre atrasos, discussões regulamentares e lançamentos precoces, a chegada oficial da tecnologia 5G no país não é totalmente clara ainda. Entenda aqui todo esse processo e o que precisará ser feito para concluí-lo!
Entenda o que é 5G, a nova geração de internet
De maneira simples e direta, o 5G nada mais é do que a nova geração de internet. Conforme especialistas, essa tecnologia conta com três particularidades que o distinguem das gerações anteriores. A primeira delas é uma velocidade maior para se conectar com dispositivos. A segunda é conhecida como baixa latência, o tempo entre determinado comando e o resultado no aparelho. Por fim, a terceira é a capacidade de conexão com mais dispositivos em apenas uma antena, mas com uma área de conexão menor.
A expectativa do mercado é que essas características tornem possível o desenvolvimento e a expansão de novas ferramentas, é o caso de aplicações como a realidade virtual, da realidade aumentada – atreladas à ideia do metaverso –, da execução de atividades remotas – como cirurgias –, do desempenho aperfeiçoado de veículos autônomos e da utilização de holografia.
Inicialmente, o Governo Federal acreditava que o leilão ocorreria em março de 2020. Contudo, o processo de aprovação do edital com as normas do leilão se arrastou até meados de 2021, por conta de divergências entre a Agência Nacional de Telecomunicações e o Tribunal de Contas da União – Anatel e TCU, respectivamente. Ainda, mesmo depois de o edital ser aprovado, a Anatel necessitou alterar partes do texto para seguir instruções do tribunal.
Leilão do 5G no Brasil
Pois bem, o leilão de concessões para operar na banda 5G foi realizado em novembro. O saldo de R$46,7 bilhões ficou com as 10 operadoras vencedoras. As faixas de frequência de 700 MHz, 2,5 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz foram leiloadas. Segundo Neger, o leilão traz duas grandes inovações relacionadas ao 3G e 4G. Primeiramente, essa não é uma atividade de captação de recursos; ou seja, o objetivo não é arrecadar recursos, mas utilizar os recursos investidos para a construção da infraestrutura de expansão do 5G para atender a determinados objetivos e requisitos.
Destes, R$42 bilhões serão utilizados para investimentos e R$5 bilhões serão doados ao Ministério da Economia. O prazo de financiamento é de 20 anos. A segunda é a divisão de lotes entre países e regiões. “Isso abre espaço para novos players fazerem negócios em uma área menor. Algumas empresas regionais acabam ganhando e nunca tiveram esse espaço em seus leilões anteriores”, apontou Neger. Mesmo com a entrada de novas empresas de telecomunicações, as maiores vencedoras continuam sendo as três estatais do setor: Vivo, Tim e Claro.
Eles ganharam lotes nobres, cobrindo todo o país. As obrigações que a empresa tem a cumprir incluem garantir a internet 4G nas rodovias do Brasil, instalar redes de fibra óptica, via fluvial, na região da Amazônia e financiamento dos custos de migração da banda C para a TV aberta via satélite. Assim como, a garantia de Internet móvel de alta qualidade nas escolas públicas de ensino básico.
5G no Brasil; novas operadoras:

Uma das grandes novidades com o leilão do 5G no Brasil foi a entrada de novas cinco companhias no mercado, como operadoras de telefonia móvel. Winity, Brisanent, Consórcio 5G Sul, Cloud2U e Neko Serviços obtiveram bons ganhos. Exceto a Winity, as companhias adquiriram lotes regionais. Em comparação com as empresas nacionais, estas são menores. Afinal, por serem regionais, compreendem as necessidades da região, média de votos e o comportamento do usuário – o que permite o desenvolvimento de boas estratégias.
Um elemento que Neger, presidente da Abranet, acredita ser importante para essas companhias é a obrigação de praticar o roaming – um acordo entre empresas de telecomunicações que possibilita que, quando um usuário perde cobertura de uma operadora, ele receba de outra. Para as vendedoras de lotes regionais, isso é incrivelmente relevante, visto que permitirá que o usuário não perca o sinal de cobertura. Eduardo Neger afirma ainda que a entrada de novas empresas é especialmente positiva visando a expansão de áreas de cobertura.
O que esperar de avanço do 5G no Brasil em 2022?
A expectativa de Neger é que a operadora responsável pela instalação do 5G na capital até 2022 consiga cumprir o prazo, mas a cobertura não abrangerá toda a cidade. “Não vai cobrir toda a cidade, mas alguns pontos específicos e atrativos, como aeroportos, shoppings de grande movimento. Aí acontece o adensamento”, disse. Segundo ele, o processo levará tempo, pois é necessário desenvolver toda a infraestrutura de instalação.
Em alguns locais é possível aproveitar as torres existentes, mas mesmo assim é necessário adquirir e instalar antenas transmissoras. Como a banda 5G tem um alcance menor, mais antenas também precisarão ser instaladas. Todo o processo levará tempo, e Neger vê a expansão do 5G como algo de médio prazo, principalmente considerando áreas que nem têm infraestrutura de internet, como cidades do interior. Outro ponto a observar é que os municípios não atualizam a legislação sobre ocupação do solo para instalação de torres e antenas.
Hoje, a autorização é necessária para todas as instalações, mas o grande número de dispositivos 5G pode tornar o processo demorado. No entanto, disse Neger, várias cidades já estão debatendo mudanças. Por exemplo, uma pesquisa em dezembro de 2021 mostrou que o número de cidades capazes de receber 5G aumentou 25% em uma semana. Outro estudo apontou que o Brasil precisaria instalar mais de um milhão de antenas para cobrir o país.
Mas já não tem 5G funcionando por aqui?
Bom, a resposta é sim e não. Com o atraso no processo de licitação, as principais operadoras de telecomunicação se anteciparam e resolveram lançar uma versão da tecnologia 5G com as frequências já usadas por outras gerações; por exemplo, 4G, 3G e 2G. Portanto, o país já tem sim redes 5G – com a Claro, TIM, Vivo e Oi, por exemplo – mas com compartilhamento de frequências com tecnologias ou com espectro diminuído em comparação aquele disponível depois do leilão.
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