De acordo com a economia comportamental, o contexto interfere diretamente nas suas decisões financeiras. A arquitetura de escolhas pode te ajudar com isso.

Você já ouviu dizer que deve ir ao supermercado sem fome, para gastar menos? Ou disseram para deixar uma garrafa de água sempre por perto para se hidratar mais? Embora muitas vezes sejam ignoradas, essas dicas simples realmente funcionam. E isso acontece porque, de alguma maneira, elas mudam seu contexto e te incentivam a tomar certas decisões.
Essas decisões vão desde beber mais água, a gastar menos no supermercado ou até mesmo se lembrar de alguma coisa. Essas dicas são conhecidas como ‘nudges’, ou empurrãozinho, em inglês. Elas se baseiam em estudos de um campo da Economia Comportamental chamado arquitetura de escolhas. Mas, espera aí, do que se trata tudo isso? Vem comigo para saber mais!
O que é Arquitetura de Escolhas?
Ao ouvir ‘arquitetura de escolhas’ acredito que a primeira coisa que lhe veio à mente foi um arquiteto ou algo relacionado, certo? Bom, de certo modo, a arquitetura de escolhas também desenvolve projeto que te auxiliam nas tomadas de decisões. Mas isso não fica somente nos ambientes físicos, vale também para o ambiente mental.
Segundo especialistas da psicologia e psicanálise, esse tipo de arquitetura é um desenho do contexto que auxilia as pessoas a fazerem as melhores escolhas possíveis, aquelas que se alinhem e se conectem aos seus próprios objetivos. Isso é algo que vai bem além da arquitetura física.
Por exemplo, pode ser a forma que você apresenta informações, organiza as perguntas em um questionário… Então, na arquitetura de escolhas, o intuito é auxiliar os cidadãos, os tomadores de decisão, a cometerem menos erros e acertarem mais em suas escolhas.
Na tomada de decisão tudo é importante…
Diversos estudos da área da Economia Comportamental descartaram a ideia de o ser humano ser somente racional, e que as pessoas tem capacidade de sempre tomar as melhores decisões para si mesmas. Especialistas dessa área concluíram que detalhes, insignificantes para as pessoas, podem causar grandes impactos no comportamento dos indivíduos.
Isso significa que, na hora de tomar decisões, tudo é muito importante: desde o lugar que você está até os objetos e pessoas que estão ao seu redor. Sem falar ainda da maneira como você se sente fisicamente e emocionalmente. Isso também muda seu contexto e interfere diretamente na tomada de decisão. Por exemplo, estados como cansaço, fome, pressa e estresse interferem mais do que você pode imaginar. Especialmente quando o assunto é dinheiro.
Aquela dica de não ir ao supermercado com fome é perfeita. Caso faça isso, existem grandes chances de você gastar muito mais com itens que não estavam planejados; afinal, você está com fome e pensando em comer o tempo inteiro. Além disso, o estresse, por exemplo, pode ser o gatilho perfeito para aquela compra – totalmente desnecessária – por impulso.
E Nudge? Do que se trata o termo?

Que atire a primeira pedra quem nunca precisou de um empurrãozinho para sair da cama mais cedo, concluir uma tarefa, ir à academia, focar naquela reunião que parece eterna… Esse empurrãozinho pode ser um post it colado, um lembrete no celular ou um telefonema de um amigo. Isso não importa. Tudo que te incentiva a fazer algo e tomar uma decisão é chamado de nudge, ou empurrãozinho, traduzindo para o bom e velho português.
O nudge, com certeza, é a principal ferramenta da arquitetura de escolhas. É impossível existir um desenho de tomada de decisão sem um – ou vários – nudge(s). Mesmo que você esteja em busca de mudanças, se privar das coisas que gosta, por exemplo, não é um nudge. Nudges são estratégias fáceis e simples, e que mudam o seu contexto, te levando a caminhar em direção àquilo que deseja.
Como o nudge e a arquitetura de escolhas te ajudam a lidar melhor com o dinheiro?
Antes de qualquer coisa, você deve definir seus objetivos. Qual é o seu intuito? Economizar? Guardar dinheiro para uma reserva de emergência? Começar a investir? Parar de comprar por impulso? Esse deve ser o seu ponto de partida: escolher seu principal objetivo financeiro. Não faz sentido começar algo novo, sem organizar o que está bagunçado.
Depois de definir seu objetivo, a ideia é estudar todo o contexto envolvido: o ambiente, os objetos, as pessoas, as ferramentas disponíveis ao seu redor, seu estado emocional e sua saúde mental e física. Dentro desses fatores, existe algo que te impeça de alcançar seu objetivo final? Identificar isso é algo crucial para conseguir alcançar suas metas.
Será que suas compras por impulso não são resultado de um dia estressante e intenso de trabalho? Ou depois de uma briga com a pessoa que você ama, por exemplo? Vale muito a pena, e é até indicado, colocar tudo na ponta do lápis para conseguir identificar todos os pontos que precisam ser mudados no seu contexto. Não deixe nada de fora, até os detalhes importam…
Agora é com você!
Depois de tudo que você viu por aqui, já consegue saber o que quer, conhece os gatilhos que te prejudicam na tomada de decisão e também sabe qual é o contexto que te favorece. Agora é com você! Chegou o momento de criar os seus nudges, aquelas pequenas intervenções que irão te afastar das decisões ruins e te deixar mais próximo dos seus objetivos e sonhos.
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