Diante de grandes desafios na economia brasileira, o presidente do BC admite inflação acelerada e as dificuldades que o país ainda enfrentará diante dessa crise. Confira.

Campos Neto, presidente do BC admite inflação acelerada e grandes desafios na economia brasileira, em seu pronunciamento no último dia 16 (novembro/2021). Além disso, Neto ainda ressalta que essa aceleração agravou uma piora não só quantitativa, como também qualitativa, em todos os aspectos. Dessa maneira, afirma que o BC terá um trabalho muito difícil daqui pra frente.
Ainda em seu pronunciamento, realizado em Portugal, no IX Fórum Jurídico de Lisboa, na capital Portuguesa, o presidente do Banco Central falou da importância de ser realista nesse cenário desafiador. Também disse que neste momento é preciso entender o tamanho da disseminação da inflação. Por isso, o trabalho do BC será complicado.
Cenário atual da inflação
Segundo Campos Neto, pode-se notar que estão subindo as expectativas de inflação, ao mesmo tempo que estão caindo as expectativas de crescimento. Neste cenário, o preço dos combustíveis e também da eletricidade, chamam a atenção. De forma que o choque de preço nesses setores é o mais alto dos últimos 20 anos. Do mesmo modo em que foi o choque de 2020 no preço dos alimentos.
Contudo, outro fator bastante relevante que podemos citar, é a desvalorização da nossa moeda, que de certa forma ampliou o aumento de commodities no Brasil. Sendo este um fator inesperado, já que normalmente o real tem reação positiva em relação ao aumento dos preços de commodities. Já que somos exportadores de commodities, quando elas sobem, costuma ser benéfico para o país.
Entretanto, a argumentação de Campos Neto ressaltou que este problema tem acontecido também em outros países. Em sua fala, o presidente do Banco Central diz que em boa parte dos países, a dinâmica das moedas não foi explicada pelos termos de troca. Assim como o efeito de exportação das commodities foi compensado pelo nível de dívida, sendo essa uma tese para o câmbio.
Impactos na economia
Em sua fala, onde o presidente do BC admite inflação acelerada, ele explica que a economia mundial se encontra em um patamar muito diferente do que se era esperado. Pois, pode-se notar uma rápida e volátil mudança de cenário, tanto em termos de crescimento quanto de perspectiva de inflação.
Entretanto, a tese inicial dos BCs para ruptura da oferta durante a pandemia não foi verídica. Afinal, na prática aconteceu um rápido e grande deslocamento da demanda para bens. De forma que os BCs demoraram para entender o efeito dos US$9 trilhões do pacote fiscal na pandemia. Aliás, há pouco tempo que as opiniões de deslocamento da demanda estão sendo mais persistentes.
Afinal, esse pacote significa 10% do PIB global. No entanto, RS$4,5 trilhões foram de transferência direta. Contudo, o aumento no preço dos alimentos, foi um dos efeitos imediatos. Além disso, apesar dos investimentos no setor de logística, metais e energia, a resposta não foi significativa. Ainda segundo Neto, o setor de logística pode demorar tempo para voltar ao normal, visto que os investimentos nessa área continuam baixos.
Presidente do BC admite inflação acelerada não só interna, mas também externa

Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central brasileiro, conta que pela primeira vez o país se encontra em um momento crítico de inflação. Isso porque, desta vez, a inflação não é somente interna. Pois ao mesmo tempo em que o Brasil sofre com os obstáculos da inflação no país, é possível perceber os impactos de importação da inflação também externa.
Inclusive, é importante estarmos atentos, alerta Campos Neto, em relação ao processo de aumento dos juros no mundo inteiro. Pois, essa alta prevê ainda mais desafios para o nosso país. Por isso, agora, mais que nunca, é importante buscar o equilíbrio fiscal. Pois, pode ser essa uma maneira de contornar a crise. Além disso, será necessário que o país “passe a mensagem” de condições para um crescimento sustentável maior.
Inflação está próxima do topo
Após a fala do Presidente do BC em que admite inflação acelerada, a atual opinião de Campos Neto, é que a inflação se encontra próxima ao topo. Desta forma, a projeção é que a variação dos preços comece a cair no ano de 2022. Pois, visto que o IPCA passou de 10,67% somados os últimos 12 meses até outubro, a previsão é que ao fim de novembro esse índice seja de 10,73%.
Assim, contrariando a expectativa de que o pior momento da inflação tivesse sido em setembro, veio uma sequência de choques de energia, que foi uma surpresa inesperada. Além disso, outro setor que sofreu uma variação maior do que a que era prevista, foi o de combustíveis. Sendo estes, fatores principais para o impacto na inflação.
Na visão de Campos Neto, a inflação é perversa. Afinal, quem tem recursos pode se proteger, mas as pessoas que não têm, ficam sem saída. Contudo, o aumento da inflação doméstica se dá pela alta dos preços de forma global, em vista da demanda por bens com manutenção elevada e também o avanço no consumo de energia. Portanto, a combinação da inflação local com a importada resulta em uma situação mais difícil de reagir.
Após a fala em que o presidente do BC admite inflação acelerada, qual é a expectativa daqui pra frente?
O presidente do Banco Central, afirma que com a inflação chegando ao topo agora no fim deste ano, a tendência é que a partir de 2022 ela comece a cair. No entanto, a projeção para crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deve piorar para o próximo ano. Porém, nem tanto quanto o mercado aponta em suas estimativas recentes.
Portanto, o foco agora é o controle da inflação. Pois, este é um fator extremamente importante para o crescimento sustentável, renda e emprego, diz o presidente do BC, Roberto Campos Neto.
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