Brasil – China: chineses miram no Brasil ao destinar investimentos

Relatório divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil – China revela que, no último levantamento, feito com base no ano de 2021, o Brasil foi o país com maior volume de investimentos vindos da China.

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Fonte: Google

De acordo com o último relatório, realizado pelo CEBC (Conselho Empresarial Brasil – China), o Brasil teve o maior volume de investimentos chineses do mundo. A informação se refere ao ano base para o relatório, que foi em 2021. Ao todo, foram 5,9 bilhões de dólares investidos no país em 2021, vindos da China. Tamanha quantia beneficiou 28 projetos grandiosos, sendo os maiores no segmento de petróleo.

Ainda de acordo com o relatório CEBC, além do petróleo, os investimentos de chineses no país, no período apurado, também tiveram como alvo os setores de eletricidade e tecnologia da informação. No total, o valor cresce acima de 200% se comparado ao ano anterior (2020), onde houve brusca queda devido a pandemia do Covid-19 e as restrições durante a quarentena.

Análise de investimentos Brasil – China

Quando paramos para analisar a alta nos investimentos vindos da China para o nosso país, de acordo com esse último relatório, a comparação é considerada fraca, visto que o ano base foi 2021, e o ano anterior o mundo inteiro passou por grandes crises devido a pandemia, ainda assim o Brasil apresentou uma variação maior, no que se diz respeito os investimentos chineses.

Isso porque, no total dos investimentos da China no exterior, o crescimento foi de apenas 3,6%, que no total ficou em 113,6 bilhões de dólares no mundo inteiro, no mesmo período, ou seja, durante o ano de 2021. Enquanto, quando analisamos o tamanho dos investimentos vindos da China, somente no Brasil, o crescimento foi muito maior, representando mais de 200% de um ano para o outro.

Tamanho aumento foi registrado como o segundo maior da história, e colocou o Brasil no patamar de país com maior volume de investimentos vindos da China, no ano de 2021. Inclusive, depois do recorde de 2021, os chineses ainda prometem muito mais para o país. Também chamou a atenção os aportes que foram realizados em fintechs e startups nacionais.

Análise por setor

Segundo análise realizada, os investimentos de chineses no Brasil, teve 46% dos projetos no segmento de eletricidade, contando com 13 empreendimentos nesse setor. Enquanto isso, outro segmento que ganhou destaque foi o de tecnologia da informação, com 36% dos projetos e 10 empreendimentos. Contudo, em questão de valor, foi o petróleo que ficou com o maior destaque, com aporte de 85% do total de investimentos, arrecadando mais de 5 bilhões de dólares.

Nesse contexto, dois investimentos em específico: CNOOC e CNODC, duas estatais chinesas, foram as responsáveis pela liderança no valor dos aportes vindo da China para o Brasil, para o setor de petróleo. Ambas estatais assinaram acordo que permite a coparticipação na Petrobrás, no Campo de Búzios e também em Santos – São Paulo, com coparticipação no pré-sal.

De acordo com o CEBC, os empreendimentos vindos da China estão presentes na maioria dos estados brasileiros, sendo mais de 20 deles. Também é importante observar que o aumento nos investimentos no ano de 2021, não é algo que acontece assim, de um ano para o outro. Aliás, existem vários casos em que as empresas chinesas já estão a longo prazo no Brasil.

Questões políticas

No evento do CEBC, que aconteceu em 2022, em pleno ano eleitoral, os especialistas e empresários presentes não viram as questões políticas como principais nas discussões a respeito dos investimentos vindos da China, alegando que as questões políticas não têm influenciado tanto. No geral, a visão é de que o Brasil passa por altos e baixos, no que se diz respeito à política. No entanto, os investimentos vindos dos chineses têm visão a longo prazo.

Contudo, não é por todo o mundo que as questões políticas pouco influenciam. Isso porque, em direção contrária ao que acontece entre Brasil – China, os investimentos chineses com destino aos Estados Unidos e Austrália despencaram, devido às questões políticas que envolvem intensos embates da China com esses países. Nos Estados Unidos, por exemplo, os investimentos chineses alcançaram o menor patamar desde o ano de 2005, e queda de 27%, em 2021.

Apostas no futuro

É esperado que nos próximos seguintes, as apostas em energia ainda sejam o principal foco dos investimentos chineses no Brasil. Principalmente devido ao volume alto de recursos que esse setor de energia demanda; Além disso, é importante considerar, claro, que agora essa relação de investimento com o setor está mais forte, e conta com longo prazo, como falamos anteriormente.

Mas não para por aí! Afinal, o segmento de tecnologia da informação também tem previsões de novos investimentos vindos da China nos anos vindouros, sendo essa a próxima fronteira. O país tem um grande potencial nessa área, até porque também conta com um mercado bastante consumidor, com mais smartphones do que habitantes, e mesmo assim ainda sofre com falta e falhas de internet em muitas regiões.

Contudo, como nem tudo são flores, especialistas enxergam o mercado da agricultura como um setor com potencial, de certa forma “adormecido” no que diz respeito a investimento em tecnologias. Porém, devido a agenda sustentável, é possível que o setor deva pautar o relacionamento chinês com o mundo. Afinal, a China tem uma meta para até 2060 alcançar a neutralidade de carbono.

Fintechs e startups

Além dos setores citados anteriormente, também podemos dar destaque às fintechs e startups brasileiras. Afinal, empresas como Nubank, Quinto Andar, Cora, Frete e Omie também tiveram suas partes nos aportes vindos da China. A grande responsável por investir ou aumentar seus investimentos nessas empresas foi a Tencent. Além disso, a Ant Group a plataforma Dotz, e o MSA Capital apostou nas iniciantes Favo e Cayena.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.