Cartão de crédito sem rotativo? Proposta está novamente em discussão. Veja detalhes!

O debate para o cartão de crédito sem rotativo voltou a acontecer no governo. Veja todos os detalhes sobre a proposta e as mudanças que ela sugere. Acompanhe as informações completas a seguir.

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Fonte: Google

Não é de hoje que a proposta sobre o cartão de crédito sem rotativo é discutida no governo. A ideia é dar fim ao crédito rotativo em todos os cartões de crédito, evitando aquela bola de neve gerada pelos juros sobre juros. A medida ajudaria milhares de pessoas, evitando o superendividamento. Mas, será que dessa vez a proposta vai para frente? Em quê esta proposta se baseia?

No texto de hoje vamos falar um pouco mais sobre esse assunto e trazer as informações quentinhas sobre o fim do rotativo dos cartões de crédito. Imagine só, se ver livre daquela bola de neve quando atrasa o pagamento do cartão. Então, continue a leitura conosco nos tópicos a seguir e saiba como anda essa discussão, e como na prática isso pode funcionar. Acompanhe!

Conheça a proposta do cartão de crédito sem rotativo

Não é novidade a proposta do cartão de crédito sem rotativo. Isso porque a ideia está em pauta pelo menos desde 2017, quando começou o debate sobre a possibilidade junto ao Banco Central do Brasil, que na época era comandado por Ilan Goldfajn. No entanto, a proposta nunca teve progresso, principalmente porque a medida poderia afetar o equilíbrio que é o que permite a compra parcelada sem adição de juros no nosso país.

Na prática, o fim do rotativo fará com que o que cliente que não pagar a fatura em dia, seja automaticamente transferido para outra linha de crédito, onde os juros são menores e o prazo é fixo. Desta forma, livre do modelo de juros sobre juros, o cliente terá mais chances de se planejar financeiramente para cumprir com o pagamento das parcelas, conforme o novo prazo.

Além disso, a proposta discute sobre a importância de também ser desenvolvido algum tipo de trava que impeça que o cliente venha a recorrer a essa alternativa de forma seguida ou  repetida, para não se tornar um grande bagunça. Ainda é possível ressaltar que a ideia também poderá beneficiar os bancos, que por sua vez terão como vantagem um nível menor de provisão exigida.

Porque a proposta está em pauta novamente?

A educação financeira foi o que trouxe a discussão do cartão de crédito sem rotativo novamente à tona. Portanto, o diferencial dessa nova tentativa de colocar em ação a proposta, podendo até mesmo ganhar mais força dessa vez, é a ideia de desenvolver uma nova cultura financeira, pautada na educação, no mesmo sentido inclusive que o novo programa que o governo pretende implantar, o Desenrola, atuando em renegociação de dívidas.

Além disso, outras mudanças também estão sendo discutidas, por exemplo, a fixação da taxa no pagamento parcelado e o aumento de tarifa de intercâmbio, ambas sem saída senão o fim do rotativo nos cartões. Inclusive, de acordo com o entendimento dos especialistas no assunto, o rotativo é um mecanismo que prejudica o produto em si (cartão de crédito), não havendo nenhuma saída estrutural que não esteja relacionada ao fim do modelo rotativo.

No entanto, especialistas também chamam a atenção para um outro ponto muito relevante, e que pode ser um grande problema. Pois, ao dar fim ao rotativo, acredita-se que o patamar de juros aplicado na opção de parcelamento da fatura atrasada corre um grande risco de ser bastante salgada, o que faria com que a mudança não funcionasse tanto como a proposta sugere. Enfim, todos estes pontos estão sendo discutidos nesta nova tentativa de extinção do rotativo.

Como funciona o rotativo atualmente?


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O rotativo do cartão de crédito começa a valer a partir do primeiro dia de atraso da fatura. Nesse sentido, a taxa de juros aplicada é de 430,5% ao ano, o que é visto como um “absurdo” até pelos próprios bancos, sendo alvo de críticas constantes dos políticos e também do governo. Por sua vez, o setor reconhece que a taxa do rotativo é alta, porém, ressalta que esse é um problema estrutural.

Na prática, o consumidor que está há mais de 30 dias no rotativo, automaticamente migra para uma linha de parcelamento, de acordo com a regra que entrou em vigor em 2017. Porém, a proposta para dar fim ao rotativo é que o consumidor que atrasar o pagamento integral da fatura seja direcionado direto para o parcelamento, extinguindo de vez o rotativo dos cartões.

O que o governo diz sobre as altas taxas do rotativo?

Em abril deste ano, o atual ministro da Fazendo, Haddad, esteve reunido com a Febraban e diretores de instituições privadas, com o propósito de discutir melhores alternativas para os juros dos cartões de crédito. No entanto, ao fim do encontro o ministro se mostrou mais comedido, e informou apenas que seria criado um grupo de trabalho específico para tratar do assunto.

Após a atual presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Gleisi Hoffmann, apresentar fortes críticas em relação às altas taxas de juros no país, o deputado petista Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro, protocolou uma PL (projeto de lei) que visa estipular um teto de juros para as faturas de pessoas físicas e também para os MEIs (microempreendedores individuais).

Por sua vez, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que existe sim a discussão da Federação junto à Fazenda e o Banco Central do Brasil a respeito de medidas para reduzir o crédito rotativo. Porém, a Federação também ressalta que ainda não houve nenhuma definição a respeito das medidas a serem adotadas para o problema das altas taxas.

O cartão de crédito sem rotativo pode acontecer?

Como vimos, existe uma grande movimentação em relação ao alto custo do rotativo no Brasil. Por isso, há uma expectativa de que alguma medida seja finalmente tomada para esse problema. Contudo é importante considerar que a proposta do fim do rotativo, caso vá para frente, ainda precisa percorrer um longo caminho e enfrentar a oposição, até que a população brasileira consiga realmente usufruir desse benefício.

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.