Recebeu uma cédula suspeita e não sabe como proceder? Vem conferir comigo o que deve ser feito nessa situação!

Os proprietários de um comércio ou trabalhadores de caixa de alguma loja e/ou estabelecimento do Brasil, já sabem o quão necessário é ficar atento às várias notas recebidas. Infelizmente, a quantidade de cédula suspeita que circula pelo país é enorme – e só vem aumentando; afinal, os fraudadores estão cada vez mais espertos, fazendo notas muito similares com as verdadeiras.
No entanto, você é uma pessoa atenta, que sempre confere as notas recebidas – uma a uma, e identifica o recebimento uma nota falsa. O que deve ser feito? A grande maioria das pessoas que enfrentam essa situação, por falta de conhecimento, não sabem o que fazer e nem qual a melhor atitude a ser tomada. O certo é devolver para o dono? Chamar a polícia? Contatar o Banco Central? Ficar no prejuízo? São muitas dúvidas, e isso é bastante comum…
O que fazer depois de receber uma cédula suspeita?
De acordo com o Banco Central, ao receber uma cédula suspeita ou falsa no banco, o correto é imediatamente procurar o gerente e informar o acontecido. Feito isso, o banco tem a obrigação de trocar a nota. Se você perceber depois de já ter saído da agência, pode voltar e solicitar a troca. Não tem a necessidade de fazer um Boletim de Ocorrência; o banco consegue conferir os dados do saque, como data e horário.
Então, se o saque tiver sido feito em um caixa eletrônico dentro do horário de expediente do banco, a melhor atitude a se tomar é procurar o gerente o mais rápido possível e pedir que troquem a cédula suspeita por uma cédula legítima. Assim como no caso acima, o dever do banco é trocar o papel. Também não existe a necessidade de fazer B.O ou levar extrato; afinal, o banco também tem acesso as transações dos caixas eletrônicos.
Mas, por outro lado, caso a retirada seja realizada fora do horário de expediente do banco é preciso esperar o próximo dia e ir até a agência onde foi realizado o saque para trocar a nota. E as pessoas que não possuem conta em banco? Esse é o caso dos aposentados, pensionistas, beneficiários do Bolsa Família e etc. Eles devem comparecer à qualquer agência do banco onde a cédula foi sacada – também existe a obrigação de trocar a nota.
Recebi notas falsas no comércio. E agora?
Se você tem um comércio e, por algum acaso, receber uma cédula suspeita como troco ou como forma de pagamento por produtos ou serviços, não precisa entrar em desespero. O correto é simplesmente levar a nota até o banco. A instituição irá coletar seus dados pessoais – nome completo, telefone, CPF e endereço – e encaminhará o dinheiro para que o BC faça uma análise.
Caso essa análise mostre que a nota não é falsa, você receberá um reembolso. Porém, se a cédula suspeita for, de fato, falsificada, não haverá qualquer reembolso. Ou seja, nesse caso, infelizmente, você ficará no prejuízo. Por esse motivo, é extremamente importante conferir as notas e verificar todas as suas características assim que recebê-las. Ah! Quanto a análise do BC, é possível acompanhar o processo pela web.
Em nenhuma hipótese tente repassar a cédula que você tem certeza ou suspeita que seja falsa. Afinal, o repasse de notas falsas é crime e aqueles que são pegos cometendo tal ato colocam sua liberdade em jogo. Muitas pessoas que recebem a cédula suspeita ficam com medo de levar o papel ao banco. Nessa situação, você não tem qualquer motivo para ser preso, pois só está relatando seu papel de vítima e solicitando a averiguação da nota.
Mais dicas para você:
Tenha em mente que, ao receber uma nota, a primeira coisa que devemos verificar é o papel. Assim como a maioria dos papéis, o papel moeda não é liso; na verdade, estamos falando de um papel um pouco mais áspero. Sem falar, ainda, das diversas informações em relevo – como algumas figuras, a escrita ‘Banco Central do Brasil’ e os números do valor da nota. Você pode passar os dedos e todas essas características serão sentidas.
Mas atenção! Alguns golpistas, fraudadores e bandidos fabricam notas de R$50 ou R$100 a partir da lavagem de cédulas de menor valor; ou seja, isso significa que algumas vezes as características do papel podem ser mantidas. Por esse motivo, é extremamente importante focar também em outros detalhes e ter muita atenção para não receber e/ou repassar uma cédula suspeita.
Cédula suspeita? Veja como identificar uma:

De certa forma, é muito fácil identificar notas falsas, porque as verdadeiras são compostas por vários elementos, como desenhos, cores especiais, marcas e texturas adicionadas no papel-moeda. Em nosso país, a instituição responsável por estudar, analisar e desenvolver os recursos capazes de identificar a falsificação de moedas e cédulas é o Departamento do Meio Circulante do Banco Central.
O primeiro – e mais conhecido – elemento é a marca-d’água que encontramos nas notas da Segunda Família do Real. Para identificar essa marca, basta colocarmos o papel contra a luz e, na parte mais clara da nota, você deve ver o animal e o número do valor correspondente a cada nota. O alto-relevo também é um elemento a ser identificado em algumas áreas da nota, como na escrita República Federativa do Brasil, na parte onde está escrito Banco Central do Brasil…
Se você colocar uma nota na horizontal, conseguirá ver o valor da cédula, ao lado da ‘estátua’ da nota. Ainda, na faixa holográfica presente nas notas de R$50 e R$100 conseguimos ver alguns efeitos, como: a palavra REAIS e o valor da nota se intercalam; a imagem do animal também fica colorida. Por fim, nas notas de R$10 e R$20 o número muda do azul para o verde, quando movimentamos, como uma faixa brilhante.
Lembre-se que é crime!
Pois bem, caro leitor, depois de descobrir tudo o que dissemos por aqui, é interessante lembrar que é crime falsificar dinheiro. Previsto no Art. 289 do Código Penal Brasileiro, a pena para falsificação é de 3 a 12 anos de reclusão.
Aquele que tenta colocar uma cédula falsa em circulação, sabendo de sua procedência, mesmo que seu recebimento tenha sido de boa-fé, pode ser condenado a até 2 anos de prisão. Então, vale a pena ficar de olho e ter cuidado para não receber uma cédula suspeita e, muito menos, passá-la para frente.
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