Come-Cotas: você sabe como ele funciona nos fundos de renda fixa?

Quando o assunto é fundos de renda fixa, muitas pessoas se perdem ao se depararem com o come-cotas. Mas e você? Sabe o que é, e como funciona? Entenda todos os detalhes sobre esse assunto, acompanhando a leitura a seguir.

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Fonte: Google

Os fundos de renda fixa são alternativas de bastante sucesso no mercado de investimentos. Principalmente porque, em comparação aos demais tipos de investimentos, essa classe oferece uma rentabilidade legal, segurança e nível alto de liquidez. No entanto, os investimentos em fundos de renda fixa despertam bastante dúvidas quanto à questão dos come-cotas. Afinal, o que é isso, e como funciona?

Esse é um questionamento que, em muitos casos, acabam afastando as pessoas desse tipo de investimento. Por não entenderem o que é, e como funciona, as pessoas sentem um certo receio, visto que o come-cotas afeta diretamente esse tipo de investimento. Portanto, para entender mais sobre esse assunto e se ligar de vez em como funciona, acompanhe os blocos a seguir.

O que é come-cotas?

O nome come-cotas refere-se às cotas adquiridas por investidores em fundos. Ou seja, toda aplicação em fundo é baseada em uma quantidade determinada de cotas que correspondem ao valor que foi investido. Nesse contexto, duas vezes a cada ano, é feita uma apuração do imposto sobre o lucro, cujo pagamento refere-se a subtração de certa quantidade equivalente em cotas adquiridas no fundo. Por isso é dado o nome de come-cotas.

Ainda nesse contexto, quanto ao imposto que se paga sobre os ganhos, o tempo em que o dinheiro está aplicado é um fator determinante sobre esse pagamento. Isso porque existe uma tabela que funciona de forma regressiva e é responsável por essa tributação. Sendo assim, o valor pode variar entre 22,5% (no 1º semestre) e 15% (após dois anos). De forma que o intervalo entre a maior e a menor taxa é de 1 ano e meio e conta com porcentagens intermediárias, sendo 20% (depois de 1 ano) e 17,5% (entre o 1º e 2º ano).

Além disso, independente do prazo do investimento, acontece duas vezes ao ano, sempre em maio e em novembro, a alíquota mínima (15%) que, obrigatoriamente, é antecipada e liquidada. Sendo assim, quando é feito o resgate, é preciso pagar somente o que não foi retido, no momento das come-cotas. Ou seja, ele funciona como um antecipador do imposto que já é obrigatório.

O come-cotas afeta quais fundos?

Como vimos, não há porque as pessoas se assustarem com o come-cotas. Afinal, o imposto de renda é cobrado de qualquer forma, e o come-cotas funciona apenas como uma antecipação dessa cobrança. Por isso, ele afeta os fundos de renda fixa, com a cobrança obrigatória 2 vezes ao ano. Contudo, no geral, ele afeta, não só os fundos de renda fixa, mas 4 diferentes tipos de fundos. Vamos conhecer quais são.

Então, como já sabemos, 1 dos 4 tipos de fundos afetados pelo come-cotas, é o fundo de renda fixa. Esse tipo de fundo é muito requisitado por diferentes perfis de investidores. Pois, são famosos por ser conservadores, sendo a carteira com, ao menos 80% alocada em títulos públicos. Em seguida, o segundo tipo de fundo são os Fundos DI, que, resumindo, são os fundos que acompanham o CDI, garantindo baixo risco a quem investe.

Depois, em 3º lugar, temos também os Fundos Multimercados, conhecidos no mercado por serem mais arrojados e diversificados, e incluem produtos de renda variável e também de renda fixa. Por fim, o 4º fundo são os Fundos Cambiais, que é quando os recursos são aplicados em moedas estrangeiras, sendo a rentabilidade dependente da flutuação e variação da moeda.

Fundos de renda fixa, vale investir?


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Muitas pessoas acabam desanimando dos fundos de renda fixa devido ao come-cotas. Contudo é importante que a alternativa não seja descartada logo de cara. Vale a pena analisar as possibilidades, buscando alternativas onde possa haver mais rentabilidade. Além do mais, os gestores dos fundos trabalham ativamente para que os resultados compensem o efeito da tributação antecipada.

Sendo assim, o fundo de renda fixa, apesar do come-cotas, pode sim valer a pena, desde que o ganho potencial seja maior do que a perda gerada pela antecipação do imposto de renda. Ou seja, é importante que seja bom o desempenho do fundo, para que compense, mesmo com o impacto causado pelo come-cotas. Nesse sentido, os títulos públicos costumam ser um destaque.

Poupança vale a pena por não ser tributada?

Quando estamos com os olhos muito voltados para a tributação, logo podemos imaginar que a caderneta de poupança é vantajosa, pois não é tributada, como os demais tipos de investimentos. Mas, engana-se quem pensa assim. Afinal, na verdade a poupança só é livre dos impostos porque não é vista como um produto competitivo dentro do mercado das finanças e investimentos.

O que acontece é que a rentabilidade da caderneta de poupança é muito inferior à rentabilidade que qualquer um dos produtos de renda fixa. Inclusive, mesmo depois de subtrair o valor pago pelos impostos cobrados sobre esses ativos. Sendo assim, não caia no engano de achar a poupança vantajosa somente pelo fato de não haver tributos sobre os lucros.

Afinal, tanto o come-cotas, quanto os mais diferentes tipos de tributação, não são motivos suficientes para que você escolha investir na poupança em vez de investir em fundos de renda fixa, por exemplo. Pois, manter seu dinheiro aplicado na velha poupança fará com que você perca a oportunidade de multiplicar seu patrimônio. Portanto, evite a caderneta, embora ela pareça conveniente e simples, não vale a pena.

De olho na liquidez

Além da tributação, é muito importante estudar também sobre a liquidez, pois é um fator fundamental para seus investimentos. Sendo assim, primeiro trace o seu foco principal, porque de acordo com ele é que você vai saber se é melhor optar por produtos com maior liquidez, que permitem resgate rápido, ou com menor liquidez, que costuma apresentar maior potencial de ganhos. 

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Redator especializado em finanças, focado em transformar temas complexos em conteúdos claros, práticos e acessíveis. Produz artigos sobre investimentos, economia, renda extra e educação financeira, sempre com linguagem objetiva e orientada para resultados.